Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Visitantes encontram ambiente propício para ver e testar novidades e trocar experiências – FCE 2019

Renata Pachione
10 de agosto de 2019
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    Colamiqc – A participação da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC) na FCE Cosmetique foi um sucesso. O 24ª Colamiqc, congresso realizado paralelamente às feiras pela ABC, atingiu as expectativas, com 400 inscritos. Além disso, o estande onde a associação exibiu trabalhos acadêmicos de toda a América Latina atraiu um grande número de estudantes e profissionais da área. Para Jadir Nunes, coordenador científico do Colamiqc, a proposta era promover a integração entre a área acadêmica e a indústria. “Meta atingida”, afirmou.

    Química e Derivados - Nunes: Colamiqc contribui para integrar academia e empresas

    Nunes: Colamiqc contribui para integrar academia e empresas

    Apesar de o objetivo ter sido alcançado, Nunes lamentou a escassez de investimentos governamentais nas universidades. Aliás, para ele, o mercado de cosméticos carece de inovações justamente por essa falha. “No aspecto qualitativo, o Brasil deixa a desejar. Não houve grandes saltos em relação às inovações”, disse. A saber, até 2015, o Brasil detinha o terceiro lugar no ranking mundial da indústria de cosméticos; hoje está na quarta posição.

    De qualquer modo, o Brasil se sobressai no cenário mundial por causa de sua biodiversidade. Até por este motivo, Juliana Bondança Pereira, gerente de projetos da FactorKline, esteve no Colamiqc para falar sobre a indústria brasileira de ingredientes naturais. Para ela, em meio às altas taxas de desemprego e à lenta recuperação econômica do país, o mercado nacional de ingredientes se mantém expressivo – em 2018, somou 1,2 bilhão de dólares. O dado se refere aos surfactantes, absorvedores UV, conservantes, emolientes, emulsificantes, modificadores de reologia, pigmentos, polímeros condicionantes e polímeros fixadores. Desse universo, cerca de 30% são ingredientes naturais, de origem natural ou sintetizados.

    Química e Derivados - Juliana: produto vegano pode ser totalmente sintético

    Juliana: produto vegano pode ser totalmente sintético

    Juliana explicou que a predileção por produtos com apelo natural está atrelada à geração Milleniun, os nascidos entre 1980 e 2000. “Esse público busca um consumo além de si mesmo, ou seja, quer algo que não agrida a vida ao seu redor”, disse. A palestrante também apontou um novo perfil de compra. O consumidor adquiriu o hábito de ler o rótulo dos cosméticos. “Ele compra aquilo que retrata bem-estar e sustentabilidade”, ratificou. Também diagnosticou a preferência por formulações com o mínimo de ingredientes possível, e a necessidade que o consumidor tem de se sentir exclusivo. “As pessoas querem ser cuidadas pelas marcas”, comentou. Ela fez questão de esclarecer uma dúvida recorrente entre os consumidores: ao contrário do que muitos pensam, o produto vegano (aquele sem qualquer relação com animais) pode ser 100% sintético.

    Novidades – Todas essas tendências estavam ali na feira. O minimalismo das formulações e o veganismo se fizeram notar entre os lançamentos, assim como os conceitos de customização e experimentação. Em diversos estandes, o público teve a oportunidade de interagir com os produtos e ter experiências multissensoriais. Esse foi o caso da Vollmens. Os visitantes eram convidados a sentir o aroma das fragrâncias em caps dry (cápsulas secas de fragrância) e, em seguida, experimentar um drink. “Cada bebida tem um ingrediente que se sobressai, igual ao da fragrância, assim, o cliente consegue entender que além do olfativo, o paladar interfere na escolha da fragrância”, explicou Patrícia Shimojo, do marketing da casa de fragrâncias Vollmens.

    Química e Derivados - Drinks usam cápsulas para incorporar fragrâncias

    Drinks usam cápsulas para incorporar fragrâncias

    A companhia estava celebrando seus 15 anos e, por isso, criou quatro fragrâncias de perfumaria fina para o evento. Direcionadas ao público masculino, a Black Tie Party e a Celebration foram interpretadas pelo suspiro de churros com canela e nitrogênio líquido, e pela esfera de morango com geleia de pimenta e gin, respectivamente. Já a fragrância feminina Red Carpet foi representada pela infusão de frutas secas com algodão doce e água de coco com toque de rum e gengibre, enquanto a Rose Celebration se fez sentir pelo espumante com caviar de rosas, servido em tubo de ensaio. “Ao tomar o drink de caviar de rosa, por exemplo, e morder a esfera, você sente como se estivesse cheirando a rosa”, disse Patrícia.

    A FAV105, distribuidora da suíça Firmenich, também quis inovar e brincar com as sensações. Por isso, levou fragrâncias, com notas associadas à sensualidade e ao prazer da gula. Neste caso, apostou no universo gourmand, com aromas como chocolate, caramelo e leite condensado. “Buscamos o tema diversão, com o viés adulto, de desejo”, disse Renan Bastos, do marketing da FAV105. A intenção ali, segundo ele, era remeter o público a experiências de bem-estar e relaxamento.



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