Válvulas: Renasce com todo o gás o mercado de válvulas

A construção de termoelétricas e os investimentos no setor de oléo e gás reanimam o mercado e garantem um futuro promissor para os fabricantes

Química e Derivados: Válvulas: valvulas_grafico. Se depender da indústria de válvulas, é possível que o Brasil redesenhe seu perfil econômico. Desde o ano passado, o setor vem prometendo melhoras e os fabricantes animados apostam todas as fichas para ganhar esse jogo. No primeiro semestre de 2001, os produtores começaram a realizar o que viram de 1999 a 2000 somente no papel: projetos nas áreas petroquímica, papel e celulose, gás e petróleo e construção de termoelétricas. Ainda assim, há uma pedra no sapato de cada empresário: a dificuldade, ou melhor, a falta de incentivo e empenho do governo no incremento das exportações, as altas taxas de juros e a carga tributária que eles têm de enfrentar.

Segundo o presidente da Câmara Setorial de Válvulas Industriais do Sindimaq/Abimaq, Walter Lapietra, e também presidente da IVC – Indústria de Válvulas de Controle, a indústria nacional ainda exporta pouco, com raras exceções. Ele conta sobre uma visita a uma empresa, na Itália, e compara as facilidades, a baixa taxa de impostos, além do favorecimento do avanço tecnológico com as empresas nacionais, ou seja, itens que favorecem a comercialização . “A pesada carga tributária imposta para as exportações é o que dificulta as negociações com o mercado externo”, salienta Lapietra. Mas os empecilhos não param por aí. Some-se a todos esses problemas a ausência de produção em escala e o bolo está pronto. Não falta nenhum ingrediente. Para Newton Silva Araújo, diretor presidente da Ciwal, a reforma tributária é imprescindível. “É muito difícil exportar aqui no Brasil, porque o processo começa com 31% de impostos”, reclama. Na sua opinião, o único fator favorável é que o País possui os seus produtos de origem.

Quinze porcento do total do faturamento da Ciwal é fruto de negociações com o exterior. É o mesmo índice alcançado em 2000. Silva Araújo alerta para uma possível tendência de investimentos na América Latina (excluindo o Brasil) no setor de gás e petróleo, da ordem de 200 bilhões de dólares. Existem possibilidades de comércio com a África Ocidental, também, de 200 bilhões de dólares. “Há um redirecionamento do mercado e a Petrobrás pleiteia que os fornecedores se encaixem em seu programa de ampliação”, anuncia o diretor da Ciwal.

Já a Durcon-Vice persegue outro perfil. Apesar de se dizer 100% nacional, seu presidente, Alejandro Hube, brinca: “Somos metidos a multinacional”. Ele conta que a partir da parceria feita com a Vice, em Michigan, EUA, suas exportações têm crescido constantemente. “Pretendemos, dentro de um prazo de cinco anos, negociar 50% da nossa produção com o mercado externo. Em 2001 deveria ser 20% mas, em função do aquecimento das vendas no Brasil, ficamos em 12% de todo nosso faturamento que foi em torno de 20 milhões de reais”, declara.

Química e Derivados: Válvulas: Vazamento zero garante as vendas das válvulas triexcêntricas.
Vazamento zero garante as vendas das válvulas triexcêntricas.

Para driblar a competitividade do mercado, a Dreifus fez uma parceria com a Weir Valve Group, da Escócia. “O grupo abrange uma grande linha de válvulas, com praticamente todos os tipos e especificações”. Os focos de mercado da Dreifus, conta seu diretor, Eduardo von Dreifus, são as termoelétricas, óleo e gás. Em 2002, pretende atingir as áreas química, papel e celulose, e petroquímica. A empresa, atualmente, comercializa válvulas para aplicação em centrais termoelétricas em instalações de alta pressão e temperatura, válvulas especiais para aplicação na indústria de petróleo, e vávulas borboleta de materiais exóticos e alta performance, incluindo neste tipo as Tricentric.

Mas a estrela ainda é, segundo von Dreifus, a Tricentric, válvula borboleta triplo excêntrica com vedação metal-metal e vazamento zero. “Ela ainda representa o estado-da-arte no setor”, define. Segundo o diretor, esse tipo vem ampliando seu mercado conforme o cliente perceba que o custo inicial do equipamento é facilmente compensado pela economia na manutenção e na redução das perdas de produção por falhas e vazamento nas válvulas.

Para suprir o mercado termoelétrico, a Dreifus também comercializa as dos tipo gaveta, globo e retenção para altas pressões, acima de 900 lb e de grandes diâmetros, além das globo, esfera e gaveta, até classe 4500 lb e 4 polegadas, para uso em especial nas indústrias químicas. As termoelétricas, mercado em expansão depois da crise energética no Brasil, usam os dessuperaquecedores e válvulas de controle e segurança, que também têm competitividade no mercado internacional.

Mercado expande – Um dos principais motivos que incentivou a recuperação do setor industrial, em especial o de válvulas, nos últimos meses, foi a implantação de termoelétricas no País. Segundo Carlos Eduardo Zago, gerente de vendas da Hiter, essa melhora vai depender de como as empresas vão reagir diante dos atentados terroristas ocorridos em Nova York, nos EUA, e a possível eclosão de uma guerra entre a América e o Oriente. “Deverá haver uma período de adaptação no primeiro semestre de 2002 e, na segunda metade do próximo ano, o setor deve voltar a crescer”, acredita Zago.

Hube, da Durcon-Vice, concorda com o gerente da Hiter, com relação ao fato de o mercado ter reagido em função da crise energética que o Brasil atravessa. Na Usina de Uruguaiana-RS, a Durcon comercializou as válvulas borboleta de grande porte do condensador. “Até o ano passado, as termoelétricas estavam no papel. Só na metade de 2001, já vendemos para esse setor por volta de 5 milhões de reais, mais que o dobro da venda de 1999 inteiro”, garante Hube.

Mas o crescimento do setor não se deve apenas às termoelétricas. Nos próximos cinco anos a Petrobrás vai investir, na área de prospecção, cerca de 31 bilhões de dólares (sendo 35% provenientes de recursos próprios) e, daqui a dez anos serão mais de 100 bilhões de dólares. Pelos cálculos de Silva Araúo, da Ciwal, só na área de refino, a Petrobrás deverá aplicar 7 bilhões de dólares. “Até lá, vamos dobrar nossa capacidade de prospeção. Naturalmente, vai haver aumento do parque petroquímico e na área de refino”, presume o diretor-presidente da Ciwal.

Química e Derivados: Válvulas: Lapietra - Brasil deveria seguir exemplo italiano.
Lapietra – Brasil deveria seguir exemplo italiano.

Com tudo isso, há uma pulga atrás da orelha. Como ficará a situação da indústria em geral e da economia brasileira depois do atentado no dia 11 de setembro, em Nova York, com a destruição das torres gêmeas do World Trade Center? Tudo pode acontecer e depende da continuidade ou não dos ataques terroristas ou da retaliação dos Estados Unidos, no Afeganistão, em 7 de outubro. “O futuro é um ponto de interrogação do meu tamanho. E eu tenho 1,75 de altura”, brinca o presidente da Câmara Setorial. Na sua opinião, o setor não vai enfrentar crise alguma, pelo menos até 2002. Os negócios fechados não podem sofrer nenhum retrocesso.

Como exemplo, Lapietra cita o gás trazido da Bolívia e que vai até Porto Alegre. “Ele precisa ser usado e, para isso, necessita de instalação e tubulação específicas. São empreendimentos que não podem parar”. De acordo com Hube, este quadro de guerra pode mexer com a economia como um todo, porém, não acredita que o setor de válvulas, especificamente, seja afetado.

Em termos gerais, a guerra não assusta os empresários. Para Silva Araújo, embora um estado beligerante sempre cause certo temor, ele pode gerar também um incentivo para acelerar o processo de prospecção no Brasil. “Se a guerra acontecer, teremos que eliminar a pequena dependência de 20% que ainda temos do petróleo externo”, alerta. E ainda observa: “Muitos países no pós-guerra cresceram bastante. Pode haver mudanças nesse sentido, mas será muito difícil a situação piorar.”

Química e Derivados: Válvulas: Silva Araújo - plano de investimento da Petrobrás monta a US$ 100 bilhões.
Silva Araújo – plano de investimento da Petrobrás monta a US$ 100 bilhões.

Zago, da Hiter, lembra o anúncio da Petrobrás sobre estratégias para enfrentar uma possível crise no setor petrolífero internacional onde o destaque converge para o aumento da produção local e construção de novas plataformas, confirmando a opinião de Silva Araujo.

O certo é que, depois de seis anos de marasmo no mercado de válvulas, as empresas estão em franco desenvolvimento, se reequiparam, enxugaram gastos e, todas, têm perspectivas positivas para o futuro. Sem sombra de dúvidas, a crise de energia foi um fator preponderante para a melhoria do mercado. O Brasil era o único País que mantinha sua matriz energética sobre um pilar: a hidroeletricidade. Noventa e oito porcento da energia era gerada dessa forma, com longo período para sua efetivação. A termoeletricidade, por sua vez, é mais rápida e pode ser instalada próxima ao consumidor. Além disso, uma hidroelétrica, desde quando inicia sua formação até gerar energia demora cerca de seis anos, enquanto uma termoelétrica de ciclo simples ou combinado, dispende apenas um ano para estar em atividade plena.

A Ciwal, segundo informa seu presidente, cresceu em 2001 mais de 100%. Das 35 toneladas de válvulas produzidas em 1999, chegou a 40, em 2000, e saltou para 90, em 2001. A redução do número de empresas, durante a fase de recessão, foi um dos motivos para que o faturamento do setor melhorasse às empresas sobreviventes. “Trouxemos novos técnicos, processos, equipamentos, máquinas e saneamos desde o setor financeiro até o tributário”, conta Silva Araújo. Com o crescimento da produtividade, a Ciwal aumentou seu quadro de pessoal em 25%. Hoje a empresa conta com 180 funcionários. A IVC, ao contrário da Ciwal, só melhorou 30% o seu faturamento, mas Lapietra acha o resultado satisfatório e atribui isso a três fatores: a nova linha de produtos, menores custos e maior produtividade. “Incluímos as válvulas macho, borboleta triexcêntrica, segmentada para controle e as estações de gás – as chamadas city gates”, explica o também presidente da Câmara Setorial. Na sua opinião, é possível crescer ainda 30% no próximo ano.

Hube também está bastante otimista. A Durcon-Vice tem um plano estratégico para os próximos cinco anos. Segundo seu presidente, ela deverá crescer 40% nesse período. “Trabalhamos, hoje, com 80% da nossa capacidade de produção. Ou seja, temos 20% de reservas que serão mantidas”, anuncia. A empresa investiu 1,5 milhão de reais em torno vertical e mandrilhadoras, todas para fabricação de peças grandes, furadeira e torno CNC (Comando Numérico Computadorizado), e duas pontes rolantes de 10 toneladas. Empregou, também, R$ 250 mil em tecnologia de informação. Hoje, a Durcon está totalmente informatizada e propicia aos seus gerentes de vendas conexão com a empresa, independente de onde estejam, seja em um estado brasileiro, ou uma capital européia.

Dreifus, mais cauteloso, acredita que nesse segundo semestre deverá haver uma retração nas vendas, devido a redução de investimentos e o atraso no programa das termoelétricas. “Para 2002, vamos focar o setor de termoeletricidade, óleo e gás e devemos obter uma recuperação aos níveis de 2000”, prevê o empresário. Para a Hiter, associada em joint-venture com a Tyco, o crescimento em 2001 foi 35% e, segundo declarações de Zago, a perspectiva para o próximo ano é aumentar esta cifra.

Química e Derivados: Válvulas: Hube - termoelétricas saíram do papel e ampliaram vendas.
Hube – termoelétricas saíram do papel e ampliaram vendas.

A alta do dólar também tem sua responsabilidade. Na opinião de Dreifus, tem refletido diretamente no mercado, devido à diminuição do fluxo de capitais de investimento para o Brasil, que irá afetar o desenvolvimento do ramo. “Atuamos em um nicho onde a concorrência nacional é pequena. Buscamos um mercado de válvulas especiais ou para aplicação em altas pressões e temperaturas sem similares nacionais.” Já a queda do preço do petróleo reduz a rentabilidade dos investimentos em petróleo e gás. Por outro lado, ao estabilizar as taxas de câmbio, pode acontecer uma expansão do mercado de gás natural para uso industrial e geração de energia.

Segundo Zago, a alta da moeda americana beneficia as exportações brasileiras e encarece as importações. Lapietra é da mesma opinião, mas acredita que a situação atual deve se ajustar. No entanto, Zago critica a insegurança que todo este quadro provoca. “Inicialmente, a alta do dólar ocorreu pela desconfiança na economia argentina e o temor de seus reflexos na brasileira”. Nas últimas semanas, essa marcha à ré atribui-se também à crise na Argentina, ao ataque terrorista nos Estados Unidos e um possível conflito armado no Oriente Médio. “É possível que ainda soframos a influência desses fatos recentes por mais alguns meses. Porém, pode haver uma retração do mercado face ao sentimento de insegurança no futuro, devido a esta instabilidade política entre os EUA e alguns países árabes”, prevê o gerente da Hiter.

Confiante no futuro, Hube diz que, sem dúvida, a economia pode passar por uma fase conturbada dependendo da continuidade ou não da ação que os americanos e os países aliados tomaram . Mesmo assim, o presidente da Durcon-Vice acredita que o Brasil será uma “boa” opção de investimentos. “O Afeganistão está na Ásia, os Estados Unidos, na América do Norte, e no meio de tudo isso, a Europa. Acho que sobrou a Oceania, a África, a América do Sul e esta pode levar vantagem com toda esta situação”, analisa Hube.

Química e Derivados: Válvulas: Dreifus - importação segue alta para aplicações específicas.
Dreifus – importação segue alta para aplicações específicas.

Futurologia – Nos últimos 15 anos, o Brasil importou muitos produtos, obviamente, com custo mais baixo. Tal fato causou resultado positivo para a indústria nacional, porque ela teve que se adequar às exigências, no que diz respeito à qualidade e custos do mercado. Hoje, é uma unanimidade na indústria brasileira de válvulas a sua condição de competir com o parque industrial dos Estados Unidos ou da Europa.

Entretanto, um problema tem afetado o mercado nacional. Além das altas taxas de juros, há o aumento dos insumos atrelados ao dólar. O aço, basicamente, o mais importante componente, tem se tornado um vilão para a indústria. Na opinião de Hube, é muito difícil transferir esse prejuízo, e a única alternativa é absorvê-lo com o incentivo da produtividade. Contudo ele adianta: “grandes aumentos terão que ser repassados para o mercado”.

Combate aos falsários – A concorrência, em todos os ramos do comércio sempre foi e será saudável, salvo se ela for desleal. O setor, há anos, enfrenta e combate um de seus maiores problemas: a pirataria. Esses falsários compram vávulas sucateadas, dão um jato de areia na peça, laqueiam e revendem como nova. O fato é que somente o cliente pode optar entre recuperar uma válvula em uma empresa em condições de assegurar a qualidade do produto, ou não.

O ideal é que o usuário chame o fabricante para comprar a sucata ou destruir seu corpo, de forma que ela não possa mais voltar ao mercado. Silva Araújo conta que, há alguns anos, foi feito um trabalho junto ao Crea, para credenciar os recuperadores de válvulas. “Não há problema algum na sua recuperação, desde que siga a tecnologia do fabricante. É responsabilidade do cliente evitar a pirataria”, opina. A Ciwal, há sete anos, possui uma unidade de recuperação móvel de válvulas – a Ciwal Service. Esta unidade volante faz todo o serviço no próprio cliente com válvulas de qualquer tamanho. Hoje ela representa 10% do faturamento global da empresa. Este serviço gera redução do custo da mão-de-obra, do atendimento com pessoal qualificado, garantia de maior eficiência do processo produtivo da empresa, dentre outras vantagens.

A Hiter também já processa calibração e verificação de válvulas de segurança por sistema on-line. Segundo Zago, o cliente não precisa remover a peça da planta onde o serviço é executado, de modo a evitar a interrupção do processo produtivo. Já para a Durcon-Vice, a recuperação de válvulas representa 5% do seu faturamento geral. “Trabalhamos neste setor com peças mais complicadas. No mercado de siderurgia, trabalhamos com as de alto-forno, de porte e exigências grandes. Para as válvulas pequenas, as exigências de qualidade por parte dos clientes ainda não estão muito bem definidas. Era preciso normatizar isso. Já existe um trabalho no Sindimaq-Abimaq capaz de regularizar esta questão”.

Sul faz encontro sobre gás

Atraídos pelo crescimento da indústria de transformação do Rio Grande do Sul, de 9,2%, em 2000, pela perspectiva da chegada do gás natural e o possível crescimento das exportações, os fabricantes de válvulas industriais filiados à Abimaq e a ISA do Rio Grande do Sul – Sociedade Internacional para Medição e Controle promovem o 2º Encontro Nacional de Tecnologia de Válvulas, Controles Industriais e Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas, de 21 a 23 de novembro, no Centro de Convenções da Fiergs. O evento contará com a apresentação de trabalhos e debates sobre as novas concepções de instalações elétricas em atmosferas explosivas, legislação vigente, divulgação dos avanços tecnológicos e a variedade de aplicações das válvulas e controles industriais.

Câmbio livre atrai vendas

O mercado nacional de válvulas começou a reagir desde a liberação das taxas de câmbio, a partir da qual as empresas exportadoras ampliaram sua produção e as voltadas ao mercado local ganharam uma trégua contra a concorrência dos importados. Com custos estáveis em reais, os valores necessários para novos investimentos caíram em relação aos internacionais. Segundo Gilson Y. Mabuchi, gerente de engenharia de aplicação de vendas da Fisher Controls Valv Division, foram esses os principais motivos que tiraram o setor do marasmo em 2000.

Nem mesmo a crise energética brasileira fez retrair o mercado. Pelo contrário. Aqueceu o segmento industrial e o de bens de capital que produzem caldeiras, turbinas à gás, turbo-geradores, skids de redução e medição de gás natural. Até a alta do dólar, na opinião de Mabuchi, tem ajudado a indústria de válvulas de controle, pois deixa os preços cerca de 50% mais baixos que os das empresas do exterior.

Entretanto, para ele, a qualidade é um problema que atravanca o setor. A maioria das indústrias não possui tecnologia própria, por isso muitos concorrentes estrangeiros conseguem ganhar projetos no Brasil.

Empresas 100% nacionais, diz o gerente de engenharia, estão ainda fora de grandes concorrências. Outro problema vivido pela indústria nacional seria o fato de fabricar somente válvulas, apenas um dos elementos das malhas de controle que somado aos transmissores, controladores, medidores e do sistema digital formará o pacote completo de instrumentação. “Normalmente, o cliente final procura uma solução única de produtos, para comprar de um só fabricante e conseguir vantagens técnicas e comerciais”, opina.

Dependência – Apesar de a Petrobrás ser o maior comprador do Brasil, na opinião de Mabuchi, não é o melhor cliente. “Todos os que tinham sua carteira de vendas baseados nela fecharam ou estão em péssima situação. Dependem 100% do governo e ainda estão vinculados à Lei de Compras das Estatais, que não trouxe vantagem nenhuma, pois permite somente a compra pelo menor preço em detrimento das vantagens técnicas e da diferenciação de cada produto”, afirma. Para ele, porém, ainda é muito importante vender para a Petrobrás, pelo seu porte e por ser referência técnica mundial.

A Sabesp compra por meio de empreiteiras e, na maior parte, válvulas manuais ou de bloqueio, nas quais o requisito principal é o menor preço; há uma pequena quantidade de válvulas de controle.

Inovações – Hoje a empresa comercializa as válvulas de controle com controlador digital, disponível com protocolo de comunicação Hart ou FieldBus Foundation, que, junto com software de gerenciamento de ativos MAS, proporciona monitoramento de todos instrumentos de campo que estejam no mesmo protocolo, oferecendo visão completa, cuidando da saúde e da disponibilidade da malha de controle. A Fisher, segundo o gerente, encerrou o ano fiscal de 2001 com um crescimento superior a 20%. “Nossa meta, para 2002, no segmento de válvulas de controle, é de 25%”, afirma.

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