Equipamentos e Máquinas Industriais

Válvulas: controle mantém produção local

Marcelo Fairbanks
9 de agosto de 2013
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    Herança da Dresser, a GE hoje conta com grande base instalada de válvulas de controle fora do segmento de óleo e gás. “A crise de 2008 provocou uma retração do investimento industrial que não chegou a atingir o setor de óleo e gás, cuja demanda interna é ainda maior”, explicou Torres. Ele espera que uma nova fase de equilíbrio se instale, abrindo oportunidades de negócios em outros segmentos.

    Para Torres, as válvulas de controle têm sua importância cada vez mais reconhecida. “Não há sistema de controle digital que faça uma válvula mal dimensionada funcionar bem”, salientou. Os avanços nas válvulas e nos sistemas de diagnóstico permitem obter dados em tempo real do desempenho e da redução da variabilidade. Todos os novos projetos preveem válvulas inteligentes com controle híbrido, com sinal de 4-20 mA associado à comunicação Hart ou totalmente digital, com protocolo Fieldbus ou Profibus. O uso de posicionadores inteligentes é crescente, dialogando com os sistemas de monitoramento preditivo, indicando falhas e fugas dos pontos principais de controle.

    Quanto à necessidade de desenvolvimentos para a exploração do pré-sal, Torres comentou que a GE fornece válvulas de controle para aplicações offshore da Petrobras desde os anos 1980. Os requisitos atuais são mais rígidos, tanto nas classes de pressão, que chegam a 10 mil lbs, quanto nos materiais especiais, os chamados superausteníticos (duplex), mais resistentes ao enxofre presente no óleo nacional.

    “Apesar de estarem na zona de variação da maré, podendo receber o ataque do sal marinho direto pela água do mar ou pelo ambiente, existem mais válvulas instaladas nas plataformas feitas de materiais comuns (o mais usado é o aço-carbono fundido) do que de inox ou aços-liga. “Para proteger o aço-carbono, é aplicada uma camada externa de pintura epóxi, com preparação específica, sob norma da Petrobras”, comentou. Os acessórios usam aço inox em substituição ao alumínio.

    Os aços-liga, materiais especiais, já são requeridos para aplicações em terra firme, em projetos de refino e processamento de gás natural, seguindo os mesmos padrões das plataformas quanto à compatibilidade química e à proteção anticorrosiva.



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