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Equipamentos e Máquinas Industriais

Válvulas: controle mantém produção local

Marcelo Fairbanks
9 de agosto de 2013
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    A tendência de usar maiores diâmetros está relacionada, entre outros, aos avanços na exploração de óleo e gás em plataformas offshore. “As linhas de produção têm diâmetros e vazões cada vez maiores para reduzir o custo das instalações e aumentar a produtividade”, explicou. Os modelos do tipo globo são considerados os mais precisos, mas se tornam muito pesados e caros quando construídos em grandes diâmetros. Nesses casos, são preferidos os tipos esfera e borboleta, em ordem crescente de diâmetro. Segundo Kwan, a Fisher renovou há dois anos a linha de controle do tipo borboleta, com rangeabilidade típica desses elementos, mas com a qualidade de controle de uma válvula de esfera. “Quando o ruído é importante, ou a aplicação favorece a cavitação, as válvulas globo são as indicadas”, considerou.

    Além das válvulas de controle, a unidade de Sorocaba produz atuadores com várias tecnologias, indicados para automatizar válvulas on/off, e também chaves de fim de curso.

    Química e Derivados, Válvulas: controle mantém produção local

    Válvulas: controle mantém produção local

    Consolidação internacional – Em setembro de 2012, a Pentair e a Tyco Flow Control promoveram a fusão de seus negócios globais, criando um gigante em produtos e soluções para água, controle de fluidos, gerenciamento térmico e equipamentos de proteção, com 30 mil funcionários espalhados pelo mundo. No Brasil, a Pentair conta com mais de mil colaboradores, alocados em duas fábricas (Sorocaba e São Paulo) e mais de uma dúzia de escritórios comerciais. A divisão Valves & Controls oferece válvulas, atuadores e soluções de automação para óleo e gás, açúcar e álcool e outros processos, com as marcas Hiter, Crosby, Vanessa, Keystone, Clarkson e Westlock.

    “Acreditamos que seja importante manter estrutura no Brasil, pois a exigência de conteúdo local imposta pelos principais clientes incentiva a manter a produção aqui, além de encorajar investimentos de longo prazo com elevada capacitação”, afirmou Márcio Razera, líder nacional e diretor comercial da Pentair Valves & Controls Brasil.

    Ele comentou que o mercado nacional teve um forte crescimento há alguns anos, mas depois adotou um ritmo mais lento. “Esse cenário nos faz planejar para sermos mais competitivos, fornecendo soluções integradas, além dos produtos de alta qualidade”, afirmou. Os negócios da companhia são mais direcionados para óleo e gás, processos industriais (com destaque para o setor químico), açúcar e álcool e mineração. Isso não exclui outros segmentos, como petroquímica, papel e celulose ou alimentos e bebidas.

    Segundo Razera, a Pentair lista vários produtos desenvolvidos pela sua engenharia local para responder a necessidades específicas de clientes e está expandindo sua atuação em sistemas completos. “Temos projetos para fornecer uma solução totalmente automática que envolve válvulas, atuadores e um sistema de automação”, informou. Recentemente, a empresa lançou a linha de válvulas Keystone CompoSeal, do tipo borboleta com sede resiliente e corpo de ferro fundido, aliando leveza e resistência à corrosão, sendo indicada para vários mercados industriais.

    Suprimento globalizado – A GE Flow & Process Technologies herdou da Dresser as históricas linhas de controle (Masoneilan, criada em 1882) e segurança (Consolidated, 1879), que integram o portfólio da GE Measurement & Control, atendendo os mercados de petróleo e gás, energia, química, petroquímica e nuclear. A GE também possui linha completa de dispositivos de campo (sensores e transmissores) e sistemas de controle digital, aos quais as válvulas são conectadas. Com a aquisição da Dresser, a companhia completou seu pacote tecnológico em controle de fluxos.

    Química e Derivados, Edgardo Torres, GE, válvulas da Dresser completaram portfólio da GE

    Edgardo Torres, GE, válvulas da Dresser completaram portfólio da GE

    Edgardo Torres, líder da GE Measurement & Control para a América Latina, observou que o mercado de válvulas de controle começou a evoluir no Brasil em 1973, alimentado por grandes projetos como refinarias, polos petroquímicos, siderúrgicas e produção de celulose, todos usuários de válvulas com acionamento pneumático. A produção nacional seguiu firme até os anos 1990, quando a redução dos impostos de importação, o controle da inflação e o câmbio livre favoreceram a globalização das atividades. Isso permitiu às empresas eleger fábricas de excelência em vários países, com grande produção e baixo custo.

    “Apesar das dificuldades da fabricação local, a GE tem capacidade técnica para, em caso de necessidade, fabricar as válvulas de controle tipo globo Masoneilan no país, pois tem todos os modelos de fundição e dispositivos de usinagem, mas o preço do mercado nacional ainda impede a produção de ser integralmente feita no Brasil”, declarou Torres.

    Ele atribuiu o custo de produção elevado à tributação e ao preço dos insumos. “Podemos rapidamente mover nossa estrutura para fabricação local, desde que os compradores reconheçam esse esforço e cubram os valores envolvidos”, salientou. Para Torres, é difícil encontrar um produto industrial que integre componentes mecânicos (válvula) e eletrônicos (posicionador) e seja fabricado localmente ao preço praticado por aqui.



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