Uréia – Produção local volta em 2021 para suprir mercados

Produção local volta em 2021 para suprir diversos mercados, de fertilizantes a cosméticos

Mercado global – A oferta de ureia no mundo está em franca expansão. A consultoria GlobalData apontou que a capacidade produtiva instalada chegou a 218,21 milhões de t/ano em 2019, com estimativa de chegar a 301,5 milhões de t/ano em 2030, resultado da entrada em operação de 92 projetos de investimento nos próximos anos. Ásia, Oriente Médio e os países da antiga União Soviética lideram a produção atual e a sua expansão.

Química e Derivados - Uréia - Produção local volta em 2021 para suprir mercados ©QD Foto: iStockPhoto
Capacidade mundial de produção de ureia 2018-2030 (em milhões de t/ano)

“Produzir fertilizantes é a forma mais fácil para exportar gás natural”, considerou Wendell de Souza, da Unigel, apontando a existência de grandes excedentes de gás nas regiões citadas. “Apesar disso, a previsão para os próximos anos é de um crescimento maior da demanda do que da oferta de ureia, principalmente para fertilizantes, e isso se refletirá nos preços internacionais”, afirmou.



Química e Derivados - Casagrande: importações têm origem variada e grande volume ©QD Foto: Divulgação
Casagrande: importações têm origem variada e grande volume

Mesmo com a retomada da produção nacional, o Brasil seguirá sendo um grande importador de ureia, pois a soma das capacidades produtivas das fábricas de Bahia e Sergipe corresponde a, aproximadamente, 20% do consumo nacional. “Estamos acompanhando o mercado e identificamos entradas de ureia proveniente de diversos países e por meio de vários portos brasileiros, uma vez que o consumo é enorme”, comentou Edgar Casagrande, gerente da Aboissa Commodity Brokers.

Como informou, importadores brasileiros trazem o produto principalmente do Oriente Médio, da Rússia, Estados Unidos, Venezuela e Bolívia. Também há negócios com o Irã, importante produtor mundial. Porém, como há um embargo econômico internacional contra esse país, o comércio é feito na forma de escambo, sem movimentação financeira. “Simplificando, eles trocam um navio de ureia por um de milho ou de outro produto que estejam procurando com preço equivalente”, explicou Casagrande.

A Aboissa tem atuado mais com ureia fertilizante e técnica (para indústrias), pois a linha pecuária e a premium exigem certificações tornam mais complexas as operações. “É preciso escolher bem o fornecedor da ureia industrial, se houver contaminação, os clientes rejeitam a entrega, pois podem ter prejuízos com isso”, salientou.

Entre os seus clientes da ureia técnica, ele apontou o segmento de domissanitários como o de crescimento mais forte nos últimos meses, mas o grande consumidor segue sendo a produção de resinas para tintas e outras aplicações. “Há vários outros segmentos que consomem ureia técnica, é um mercado bem diversificado”, informou.

Página anterior 1 2 3

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios