Uma vitória e uma reflexão – ABIPLA

Em março, uma valiosa conquista foi alcançada pelo setor químico no Congresso Nacional.

Com mais de 200 signatários, a Frente Parlamentar da Química garantiu a quantidade necessária de assinaturas para sua manutenção e, por mais quatro anos, o setor terá assento assegurado nas principais mesas de discussões legislativas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

O deputado Afonso Motta (PDT/RS) seguirá na presidência da Frente.

Vale lembrar que, desde o início do ano, a Abipla participou ativamente das negociações, realizando contatos com deputados e senadores para que o grupo fosse mantido.

Além disso, a atual presidente da entidade, Juliana Marra, também está à frente da presidência do conselho do IDQ – Instituto de Desenvolvimento da Química, associação que reúne algumas das principais entidades do setor (incluindo a Abipla), e na qual ocupo o cargo de presidente-executivo.

O IDQ subsidia a Frente Parlamentar da Química com informações, dando apoio a senadores e deputados para que os temas relacionados ao nosso setor sejam discutidos no Congresso Nacional.

Sofisticada e com muitas empresas operando nos mais altos padrões de qualidade e produtividade, a indústria química brasileira (aqui definidas como as produtoras de gases industriais, fertilizantes, resinas e fibras, defensivos agrícolas e desinfestantes domissanitários, produtos de limpeza e perfumaria, tintas, explosivos e outros produtos químicos), segundo dados da CNI – Confederação Nacional da Indústria, responde por um faturamento de cerca de R$ 70 bilhões anuais e emprega diretamente 290 mil pessoas.

Os investimentos anuais de mais de R$ 2,5 bilhões em Pesquisa e Desenvolvimento correspondem a quase 17% de tudo que a indústria brasileira investe em inovação, o que a coloca como um dos carros-chefes do setor produtivo nacional quando falamos em desenvolvimento de tecnologias e produtos.

Estes dados reforçam a importância do setor para a economia e até para a competitividade brasileira internacionalmente.

Apesar da pujança do setor químico, não há como negar que aperfeiçoamentos legislativos podem ser bem-vindos.

Por isso, entendemos que a Frente Parlamentar da Química terá um papel estratégico nas discussões com o Congresso.

Ações que visem simplificar, por exemplo, o ambiente regulatório ou tributário brasileiro podem fomentar o crescimento do setor, permitindo o acesso até mesmo a novas linhas de produtos saneantes.

Enfim, temos muito trabalho a realizar, mas é importante comemorar as pequenas vitórias pelo caminho, como é o caso da manutenção da Frente.

Água e saneamento

Domissanitários: O que esperar de 2023 ©QD Foto: iStockPhoto
Paulo Engler é diretor-executivo da Abipla

Outro assunto de grande relevância para as indústrias de produtos de limpeza diz respeito a água e saneamento básico – lembrando que muitos de nossos associados são fornecedores de saneantes utilizados em estações de esgoto e de tratamento de água.

Como em 22 de março, foi comemorado o Dia Mundial da Água, acho importante usar este espaço para refletir sobre a importância da utilização sustentável do recurso natural mais importante para a humanidade.

É claro que qualquer gestão responsável de água envolve um sistema universal e eficiente de saneamento básico, ainda mais em um país em que, de acordo com dados de 2021 do Instituto Trata Brasil, 130 mil pessoas foram internadas em virtude de doenças de veiculação hídrica – com picos de contaminação em localidades com baixos índices de atendimento de saneamento.

Alarmante, ainda, é o fato de que quase 30 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada e quase 100 milhões não são atendidos pela rede de esgoto

É claro que para chegar à universalização dos serviços será necessário muito dinheiro.

Mas aqui vale citar um engenhoso levantamento do Trata Brasil, que aponta que o ganho econômico com o atendimento integral da população brasileira com água tratada e coleta de esgoto seria superior a R$ 1,4 trilhão, sendo R$ 864 bilhões de benefícios diretos (renda gerada pelo investimento, pelas atividades e impostos recolhidos) e R$ 591 bilhões devido à redução de perdas associadas às externalidades.

Os custos somam R$ 639 bilhões. Assim, o retorno positivo é de R$ 816 bilhões.

Entre os principais ganhos, estariam o aumento da renda com o turismo, a economia em despesas públicas de saúde, a valorização imobiliária e o aumento da renda e da produtividade no trabalho.

Esta é uma maneira bastante inteligente de mostrar que, investindo nessa área, o Brasil terá muitos benefícios, inclusive econômicos.

Ou seja, não é gasto, mas um investimento lucrativo a se fazer no país.

Para finalizar, seja para discutir assuntos regulatórios com membros da Frente Parlamentar da Química ou para ser um dos interlocutores do setor privado com o Poder Público nas discussões sobre saneamento básico, a Abipla está sempre à disposição daqueles que buscam o melhor para o Brasil.

Vamos em frente!

Paulo Engler é diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (Abipla). Fundada em 1976, a Abipla representa os fabricantes de sabões, detergentes, produtos de limpeza, polimento e inseticidas, promovendo discussões sobre competitividade, inovação, saúde pública e consumo sustentável. Seus associados representam o mercado de higiene, limpeza e saneantes do Brasil, setor que movimenta R$ 32 bilhões anuais e responde por cerca de 90 mil empregos diretos.

Oportunidades para empreender com saneantes - ABIPLA ©QD Foto: iStockPhoto

ABIPLA

A Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (ABIPLA) foi fundada em 12 de Novembro 1976 com o propósito de representar o setor perante os agentes públicos; promovendo discussões sobre competitividade, inovações, saúde pública e consumo sustentável.

Atualmente, a entidade é referência nacional em assuntos regulatórios e tributários, combate à contrafação (clandestinidade) e adequação às normas de proteção ao meio ambiente. Para a sua elaboração, a Abipla se inspirou nas mais modernas tendências globais sobre o tema, com destaque para as seguintes áreas: redução de produtos químicos em geral, redução da geração de embalagens, redução da emissão de gases de efeito estufa, diminuição do consumo de energia e otimização do uso da água.

Em 1995, a entidade também passou a representar o setor junto ao Comitê de Indústrias de Productos de Limpieza Personal, Hogar y Afines Del Mercosur (Coinplan) e, em 2005, junto à Asociación Latino-Americana de Artículos Domisanitários y Afines (Aliada).

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