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Uma solução natural e efetiva para redescobrir as emulsões A/O – Coluna ABC Cosmetologia

Quimica e Derivados
15 de junho de 2020
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    Química e Derivados -

    A grande maioria das emulsões disponíveis no mercado cosméticos são indiscutivelmente sistemas óleo-em-água. As emulsões água-em-óleo ou seja, com fase externa/dispersante oleosa, são tradicionalmente restritas na área cosmética a filtros solares e make up. Um diferencial natural deste tipo de emulsão é a resistência à água que estes sistemas doam aos produtos cosméticos. A escassez relativa destas emulsões água-em-óleo (A/O) no mercado cosmético convencional pode estar relacionada a propriedades sensoriais desagradáveis às vezes observadas neste tipo de produto. Além disso, o desenvolvimento de emulsões A/O pode representar uma tarefa mais complexa para o formulador inexperiente. Como parte de seu programa de desenvolvimento PolyAquolTM (Personal Care Asia, Setembro 2017), a Innovacos expandiu sua plataforma de ingredientes à base de poligliceróis criando um emulsionante para sistemas A/O, batizado de PolyAquolTM-OS2.

    O emulsionante A/O derivado de um polímero de glicerina (ou simplesmente poliglicerol) chamado PolyAquolTM-OS2 foi criado pela associação do oleato de poliglicerila-2, do ácido polihidroxiesteárico e do estearato de poliglicerila-2. Por ser um produto totalmente natural e livre de derivados de palma, este emulsionante conseguiu as certificações Ecocert e Cosmos. Além de trabalhar independente de EHL (Equilíbrio Hidrófilo-Lipófilo) devido a sua potente capacidade emulsionante, este ingrediente não necessita do uso associado de co-emulsionantes.

    Uma característica interessante dos emulsionantes à base de poliglicerol é o fato de que eles podem ser processados a frio, sendo um ingrediente eficaz e fácil de trabalhar, uma ferramenta ideal para criar emulsões A/O com sensorial único.

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    Tal como outros membros da série PolyAquolTM, este emulsionante à base de poliglicerol é obtido a partir de uma fina recalibração da química do poliglicerol. De fato, apenas ácidos graxos altamente purificados e diglicerol são selecionados e, são “montados como blocos de construção” no seu processo de fabricação. Estas moléculas são interligadas em um ambiente livre de solvente, respeitando uma estequiometria molecular muito precisa para obter derivados de oleato de poliglicerol-2 e estearato de poliglicerol-2. O que diferencia esse emulsionante à base de poliglicerol é a presença de um núcleo de ácido polihidroxiesteárico em torno do qual os derivados de poliglicerol/ácidos graxos se fundirão. Embora não seja de natureza iônica, a possibilidade de interações eletrostáticas entre os componentes individuais deste emulsificante suportaria sua configuração oligomérica. Além disso, o controle da densidade do grupo gliceril-OH permite uma polaridade consistente do emulsionante (Fig.1). Isso leva a propriedades uniformes deste emulsionante a cada lote produzido. Esse ambiente reativo meticulosamente controlado também evita a presença de diglicerol livre, importante para manter as propriedades sensoriais ideais da emulsão produzida com o produto

    As múltiplas propriedades destes emulsionantes à base de poliglicerol são demonstradas pela sua capacidade de criar emulsões estáveis em processos à frio ou à quente (Fig. 2).

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    O emulsionante à base de poliglicerol é adicionado na fase oleosa e a fase aquosa adicionada à fase oleosa, de acordo com a temperatura da mesma. A opção de formular a frio com emulsionantes à base de poliglicerol é muito interessante, especialmente quando se trabalha com óleos e/ou extratos sensíveis ao calor. A performance superior deste emulsionante foi demonstrada em avaliações comparativas com outros emulsionantes à base de glicerol disponíveis no mercado (Fig. 3). Nas condições testadas apenas a emulsão produzida com o novo emulsionante à base de poliglicerol permaneceu estável por um mês sob temperatura de 50oC. Também pode-se observar que o novo emulsionante produz uma emulsão bastante homogênea. Estes resultados demonstram as propriedades autoemulsionantes deste novo emulsionante à base de poliglicerol.

    Testes semelhantes foram realizados com emulsões produzidas a frio. Nestas condições, o oleato de poliglicerol-3, isoestearato de poliglicerol-2 e dipolihidroxiestearato de poliglicerol-2 não produziram emulsões estáveis (Fig.4.A, B e D respectivamente). Enquanto que a emulsão produzida com diisoestearoil poliglicerol-3 dimer dilinoleato se manteve estável por um mês a 50oC, mas separou após 3 meses a temperatura ambiente (Fig.4 C). Na última emulsão, notam-se gotículas de água polidispersas que eventualmente podem coalescer, causando uma separação de fases. A emulsão produzida com o novo emulsionante à base de poliglicerol se manteve estável por um mês a 50oC e por 12 meses a temperatura ambiente (Fig.4.E). A microestrutura da emulsão formada é uniforme e não demonstra nenhuma gotícula de água polidispersa



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