Tintas e Revestimentos

Um ano melhor para a indústria de tintas – Abrafati

Quimica e Derivados
4 de maio de 2018
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    Química e Derivados, Um ano melhor para a indústria de tintas - Abrafati

    Química e Derivados, Um ano melhor para a indústria de tintas - Abrafati

    Depois de enfrentar três anos seguidos de redução nas vendas, a indústria de tintas voltou à trilha do crescimento. Fechamos 2017 com um aumento de 1,9% nas vendas, um percentual abaixo do potencial do setor, mas que pode ser considerado positivo diante do cenário de instabilidade e incertezas que ainda enfrentamos.

    Para as tintas imobiliárias, que representam mais de 80% do volume total do setor, o ano foi de ligeira recuperação, graças aos bons resultados dos últimos meses do ano, quando foi reforçada a tradição do consumidor de preparar a sua residência para o Natal.

    No caso das tintas automotivas para uso pelas montadoras, a situação foi muito diferente: as vendas tiveram forte crescimento, de 25,2%, acompanhando o incremento na produção de veículos. Já que no se refere às tintas para repintura automotiva, o desempenho foi positivo, mas sem um aumento tão expressivo nas vendas, que superaram em 4,0% as do ano anterior.

    Outro destaque do ano foram as vendas de tintas para a indústria em geral, que aumentaram 12%, puxadas pelo crescimento da demanda de setores como autopeças, embalagens, móveis e equipamentos agrícolas.

    A retomada do crescimento iniciada em 2017 terá continuidade neste ano, o que é uma ótima notícia, pois temos muito a recuperar, uma vez que a queda acumulada que tivemos entre 2013 e 2016 foi de 15%.

    A expectativa da indústria de tintas para 2018 é de um desempenho significativamente melhor que o do ano passado. Estimamos um crescimento das vendas um pouco superior ao do PIB, o que nos leva hoje a projetar um percentual acima de 3%.

    Mantemos um otimismo moderado, pois consideramos que esse resultado dependerá da evolução da situação política e econômica do País, ainda marcada por instabilidades e um certo grau de imprevisibilidade.

    Química e Derivados, Um ano melhor para a indústria de tintas - Abrafati

    Esperamos um aumento nas vendas de tintas imobiliárias no varejo, com a retomada gradativa da confiança do consumidor e a ligeira melhora nos índices de emprego. Afinal, quando a situação está mais estável, as famílias desengavetam projetos de reforma e repintura de seus imóveis.

    Por outro lado, a volta dos investimentos das construtoras em novos empreendimentos, que já é uma realidade, não deve se refletir no aumento das vendas de tintas neste momento. Isso porque, para projetos iniciados agora, só em 2019 ou 2020 serão adquiridas tintas.

    Notícias mais positivas continuarão a vir da indústria automotiva, que deve elevar significativamente sua produção neste ano, a exemplo do que aconteceu em 2017. Isso significa mais vendas de tintas automotivas originais, refletindo-se também na venda de tintas de repintura automotiva, uma vez que a venda de veículos novos movimenta o mercado de usados, que em geral são consertados pelo antigo ou pelo novo proprietário, recebendo retoques na pintura.

    As tintas para uso na indústria (nos mais variados produtos e aplicações) também devem ter desempenho positivo, com as perspectivas de melhoria em vários segmentos, tanto em bens de consumo como bens de capital.

    A situação está longe de ser brilhante, mas inegavelmente melhorou. E pode melhorar ainda mais, pois enxergamos perspectivas bastante favoráveis para o médio e longo prazo. Além da demanda reprimida do período em que as vendas estiveram muito abaixo da média, o País tem necessidade de investir pesadamente em infraestrutura e em habitação nos próximos anos, para atender às necessidades de crescimento e de melhoria das condições de vida. Esses projetos exigem a utilização de tintas, o que estimulará um crescimento mais robusto nosso setor.

    Texto: Antonio Carlos de Oliveira



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    Um Comentário


    1. A opinião já foi apresentada com dados sucintos.
      Ficamos a disposição para desenvolvimento do assunto.
      Sds. Souza



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