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Tubos: Retomada acelerada dos negócios no país

Hamilton Almeida
16 de novembro de 2020
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    As ligas refratárias normalmente não são normatizadas. É necessário que o fabricante desenvolva, através de ensaios, todas as características e comportamento da liga em temperatura ambiente, em alta temperatura e ao longo do ciclo de vida. Os ensaios de longo prazo, como fluência, podem ser conduzidos por até 100 mil horas, sendo este um dos motivos de não haver outro fornecedor no Brasil para essa aplicação a não ser a Engemasa, que investe há anos em pesquisa e desenvolvimento de ligas refratárias.

    Ainda conforme Xin, o setor alvo para as ligas refratárias são as indústrias petroquímicas, refinarias e de fertilizantes (amônia), que se utilizam normalmente das ligas E2535Nb-MA, E3545Nb-Ma e E2032Nb, todas com alto teor de cromo e níquel em suas composições.

    Figueira considera que, “com um dos portfólios mais completos, seja para o atacado ou varejo (tubos de aço carbono e inox, conexões, aços e chapas de inox)”, a Açotubo está atenta às futuras oportunidades. “Cada segmento responde dentro da sua velocidade. Com isso, mantemos o departamento comercial conectado em diversas áreas de atuação, evitando qualquer centralização e minimizando riscos”.

    Produção de tubos da Kanaflex em Itu-SP ©QD Foto: Divulgação

    Produção de tubos da Kanaflex em Itu-SP

    A Vallourec oferta uma gama muito ampla de produtos para diversos segmentos, como óleo e gás, industrial, geração de energia, automotivo e estrutural. “A inovação sempre foi um ponto forte, está no nosso DNA. Estamos aliando inovação, prestação de serviços e tecnologia aos produtos”, avisa Dellaretti.

    A unidade do Barreiro, fundada em 1952, é uma usina referência. “Em 2011, iniciamos a planta de Jeceaba, uma das usinas mais modernas do mundo para produção de tubos de aço sem costura. Barreiro tem mais versatilidade na produção, enquanto Jeceaba é focada em grandes projetos para óleo e gás, tanto para consumo interno quanto externo”, de acordo com o porta-voz.

    “A unidade Florestal tem 22 fazendas, com aproximadamente 220 mil hectares de área total e 110 mil de área plantada. No total estão consideradas as áreas de preservação permanente, reserva legal, áreas de manejo de produção e infraestrutura. A função principal é fornecer carvão para a produção de aço”.

    “Temos ainda duas unidades de serviços, localizadas no Rio de Janeiro e em Vitória-ES, as quais são voltadas, principalmente, para os setores de óleo e gás. Temos também a unidade Mineração, em Brumadinho-MG, que fornece minério e pelotas para consumo próprio e para o mercado. O segmento continua aquecido, com preços internacionais elevados e beneficiado pela cotação atual do dólar. A mineração realmente vive um momento diferenciado”.

    Dellaretti difunde que o investimento na mineração mantém o cronograma original e está dentro do prazo. Irá aumentar a capacidade de produção e possibilitar o beneficiamento abaixo dos 45% de teor de ferro que se opera atualmente.



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