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Tubos: Retomada acelerada dos negócios no país

Hamilton Almeida
16 de novembro de 2020
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    Metas – “Os resultados de vendas até hoje indicam que estamos na direção correta”, assevera Xin, da Engemasa. Apesar da diminuição da produção em torno de 10% a 15% este ano, ele acredita que os negócios deverão fechar 2020 com um crescimento de 10% em relação aos números de 2019, o que coincide com a meta fixada. E, para 2021, as perspectivas são ainda melhores: “Teremos aumento de produtividade de aproximadamente 25% a 30%, em comparação com 2020, e vendas 10% superiores às deste ano”.

    Na opinião de Bertella, acredita-se na Kanaflex que este ano será fechado com crescimento, em relação a 2019, de 10% a 15% no faturamento. “Antes da pandemia, a percepção que tínhamos era de uma retomada forte em 2020, o que poderá acontecer em 2021”, indica.

    Figueira relata que, baseado em todos os investimentos da Açotubo, há confiança na retomada de alguns setores específicos, entre eles, óleo e gás, que tem trazido resultados interessantes: “Seguiremos mantendo um forte engajamento em novas tecnologias e, principalmente, capital humano. Pretendemos fechar 2020 de maneira positiva e com boas perspectivas, embora acreditamos que o aumento mais expressivo nos volumes venha a partir de 2021, onde seguiremos entregando soluções competitivas”.

    A situação da Vallourec no Brasil é boa, divulga Dellaretti. “A mineração tem contribuído bastante. No exterior, a organização tem parceiros muito fortes, em particular um banco francês e um grupo japonês, que se encontra entre os maiores produtores de aço do mundo. Além disso, temos a expectativa de uma melhora do mercado. O que vimos no mundo e no Brasil neste ano foi totalmente inesperado. Estamos contando que a recuperação aconteça o mais rápido possível”.

    “Recentemente” – continua – “tivemos os contratos com a Petrobras renovados. Há bastante tempo temos conseguido renovar o contrato de fornecimento de tubos da linha OCTG e a Petrobras está dando mais uma prova de confiança nessa parceria. A expectativa é aumentar a produção. As empresas diminuíram as atividades. O Brasil chegou a ter 55 sondas rodando no ano, há dois anos havia 15 sondas”.

    “A operação do petróleo no Brasil deu uma arrefecida. Vimos agora novos leilões e essas empresas estão em fase de exploração. O projeto, depois que se adquire o bloco, demora por volta de cinco anos para entrar na fase de desenvolvimento. Os dois primeiros são de planejamento e exploração. A expectativa é positiva. A Petrobras ainda continuará sendo a locomotiva”.

    Qualidade – Bertella enfatiza um tema fundamental: mesmo em um mercado instável, não se pode abrir mão da qualidade, flexibilizando as condições de fornecimento e alterando as caraterísticas dos produtos. “Os produtos fabricados pela Kanaflex têm aplicação técnica. Precisam atender as normas vigentes no país. O departamento de P&D está atento às novas solicitações dos clientes e adequações dos produtos às exigências específicas”.

    Fundada no Japão em 1952 por Shiro Kanao, a Kanaflex conta com 19 unidades fabris, distribuídas pelo Japão (11), Brasil (3), Estados Unidos (2), China (2) e Espanha (1). “No Brasil desde 1973, tornou-se sinônimo de qualidade e cumpridora dos prazos. Com fábricas em Embu das Artes-SP e Itu-SP, e outra recentemente inaugurada no Ceará, atende as demandas de infraestrutura elétrica, saneamento, mineração, drenagem pluvial e subterrânea, petroquímica, alimentícia, agrícola, industrial e de energia limpa (solar e eólica)”, acentua.

    Fábrica da Kanaflex instalada em Embu das Artes-SP ©QD Foto: Divulgação

    Fábrica da Kanaflex instalada em Embu das Artes-SP

    A Engemasa é uma fundição com 44 anos de tradição que fornece produtos de alta qualidade sob encomenda para indústrias de bombas, válvulas, turbinas, papel e celulose e óleo e gás. A especialidade são produtos engenheirados em ligas inoxidáveis, duplex/superduplex, refratárias e especiais. A fundição estática produz os fundidos tradicionais, enquanto que a centrifugação gera produtos com geometrias simples, como, por exemplo, os tubos sem costura.

    Xin explica que a produção de tubos em ligas refratárias não é possível por métodos tradicionais, como os tubos laminados ou extrudados, devido ao alto teor de carbono presente neste tipo de liga. Portanto, a centrifugação é uma alternativa viável.

    A centrifugação consiste basicamente no processo de se verter o aço líquido dentro de uma coquilha (um molde metálico com um furo interno) que está girando a altas rotações por minuto (rpm) e, devido à força centrípeta, o aço é deslocado para a superfície do molde formando o tubo. Devido a essa força, o material de maior densidade tende a ocupar a superfície externa (diâmetro externo) e o material de menor dureza a superfície interna (diâmetro interno). Nesse caso, podemos considerar que o aço ocupa a parte externa e as impurezas a parte interna, sendo a uma porção desta removida por usinagem.



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