Plásticos (Resinas, Aditivos, Máquinas e Mercado)

Tubos: Retomada acelerada dos negócios no país

Hamilton Almeida
16 de novembro de 2020
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    PEAD – O presidente da Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas (ABPE), Adriano Meirelles Cunha, declara que “o advento da pandemia trouxe, para alguns mercados, um atraso nas contratações dos serviços e uma diminuição na produção de materiais. Mas, por outro lado, as empresas de saneamento aproveitaram a diminuição de fluxo de carros no trânsito das cidades para imprimir maior velocidade em suas obras, o que aumentou o consumo de material”.

    Cunha: tubos feitos de resinas confirmam demanda crescente ©QD Foto: Divulgação

    Cunha: tubos feitos de resinas confirmam demanda crescente

    Os tubos de PEAD (polietileno de alta densidade), apesar de estarem se tornando solução técnica em algumas áreas (como o saneamento), e, portanto, para alguns diâmetros e classes de pressão, uma commodity, para outros segmentos ainda se trata de produto feito “sob encomenda”, observa.

    De forma geral, o comércio de tubos de PEAD tem crescido ano a ano, e em 2020 não está sendo diferente. A ABPE tem o objetivo de divulgar e intensificar o uso de tubos e conexões plásticas em polietileno e polipropileno, assim como ordená-los normativamente em função de suas inúmeras aplicações.

    Cunha está “muito esperançoso’ com o novo marco do saneamento. “As metas de atendimento de água tratada e de coleta e tratamento de esgoto trazem consigo a necessidade de tubos de PEAD, tanto os lisos como os corrugados”. Esses tubos apresentam “grandes vantagens técnicas” sobre outros materiais, como durabilidade, leveza e atoxidade.

    Por isso, cada vez mais, os tubos de PEAD têm conquistado mercado de outros materiais, principalmente dos metálicos e dos de concreto. “O volume de investimento a ser realizado até 2033 certamente terá um impacto relevante, podendo dobrar o volume hoje realizado”, comemora.

    Há novidades em aplicações, segundo Cunha: o PA 11 é utilizado em tubulações de gás na Austrália. O PA 12 veio depois. Ambos são muito utilizados na indústria automobilística, nas tubulações de combustível, freios, etc, e reservatórios dos motores de veículos.

    Entre as suas vantagens, alta resistência e impermeabilidade ao gás natural e combustíveis; poder ser fornecido em bobinas; maior MRS, podendo ser dimensionado para pressões de gás de até 18 bar, contra 10 do PE 100; alta resistência química; ser soldado e instalado da mesma forma que os tubos de PEAD, por eletrofusão ou topo.

    Ele garante que os tubos feitos de materiais poliméricos possuem boa relação custo-benefício para substituir tubos de aço no transporte de gás a médias pressões, evitando proteções catódicas, etc. Dado que esse material pode trabalhar com pressões superiores, as companhias distribuidoras de gás têm optado por eles em detrimento aos tubos de aço (para diâmetros até 200 mm).

    Indagado sobre investimentos, responde que as empresas têm feito a sua parte para o desenvolvimento do comércio: “Houve importação de novos equipamentos para a produção de tubos de grandes diâmetros, além da abertura de três novas plantas de produção, sendo duas delas na região Nordeste”.

    Cunha é diretor vice-presidente comercial da FGS Brasil e foi eleito presidente da ABPE, fundada em setembro de 1994, no dia 13 de agosto: “A Associação tem uma nova pauta a ser discutida, onde definirá suas prioridades. Posso afirmar, contudo, que ela deverá concentrar seus esforços em alguns nichos distintos, onde há espaço para um crescimento exponencial para o uso dos materiais poliolefínicos. Obviamente, cada mercado demanda uma ação específica”.

    Expectativas – No saneamento, “daremos maior atenção ao desenvolvimento dos tubos corrugados. Buscaremos, junto ao mercado de gás, promover o uso da PA 12 (poliamida). Para o ramo industrial, promoveremos o uso maior do PP (polipropileno), e por fim, para mineração, um maior uso dos materiais em PEAD para transporte de polpa e de produtos químicos”.

    “Em que pese todas as dificuldades e desafios trazidos pela pandemia, o ano de 2020 (salvo alguma alteração de curso diametralmente oposta à que vemos hoje, trazida por uma política de preços e de abastecimento restritiva) deverá ser muito parecido com 2019, o que, convenhamos, já é uma conquista”, salienta Cunha.

    “Para 2021, temos uma carteira de projetos espalhados pelo país que devem garantir um aumento de volume de, ao menos, 20% em comparação com 2020. Há de se considerar que as novas plantas do Nordeste deverão também criar uma demanda que antes não existia, ajudando a potencializar os volumes hoje existentes”, arremata.



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