Plásticos (Resinas, Aditivos, Máquinas e Mercado)

Tubos: Retomada acelerada dos negócios no país

Hamilton Almeida
16 de novembro de 2020
    -(reset)+

    Química e Derivados - Tubos: Retomada acelerada dos negócios ©QD Foto: iStockPhoto

    Fornecedores apontam retomada acelerada dos negócios no país – Tubos

    Os efeitos do coronavírus e os preços do petróleo abalaram a produção de tubos e acessórios. A boa notícia é que, entre perdas e danos, há quem está fazendo do limão uma limonada neste segmento fundamental para um leque de indústrias, como química e petroquímica, óleo e gás, saneamento, papel e celulose e construção civil, entre outras.

    Nascimento: anos anteriores já registraram vendas baixas ©QD Foto: Divulgação

    Nascimento: anos anteriores já registraram vendas baixas

    O diretor presidente da Associação Brasileira da Indústria de Tubos e Acessórios de Metal (Abitam), Idarilho Gonçalves Nascimento Neto, comenta que “as empresas fornecedoras para óleo e gás vêm sofrendo duplamente, tanto pela pandemia quanto pela queda dos preços do petróleo, o que fez com que a maioria das operadoras de petróleo cortassem investimentos em capex (capital expenditure, a quantidade de recursos financeiros alocados para a compra de bens de capital), previstos inicialmente para 2020”. O Brasil registrou uma queda no PIB de 9,7% no segundo trimestre, sendo que o setor industrial apresentou declínio de 12,3% em comparação com o primeiro trimestre de 2020.

    Nascimento cita que as exportações setoriais do primeiro semestre tiveram uma queda de 54% versus o mesmo período de 2019 (240 mil toneladas ante 552 mil t), resultado da retração internacional causada pela pandemia e pela queda nos preços do petróleo.

    As importações, nas mesmas condições de comparação, sofreram um recuo de 26%, porém em quantidades muito menores, porque o Brasil tem capacidade suficiente para atender a demanda interna: 81 mil t em 2020 contra 108 mil t em 2019.

    “No mercado interno, a situação é complexa. Mesmo diante da crise nos primeiros seis meses, 2020 não é pior do que 2019 e 2018, a demanda já vem muito deprimida desde 2018, pela falta total de investimentos em infraestrutura, habitação, indústria automotiva e óleo e gás”, agrega.

    “O Governo tem um plano econômico liberal, quer promover a abertura de mercado e diz que a indústria nacional é improdutiva, o que não é verdade”, destaca Nascimento. “Temos um jargão: somos muito competitivos do portão para dentro; isso quer dizer que a indústria investiu em tecnologia e inovação para sobreviver. Porém, a carga tributária com todos os seus impostos, encargos sociais e contribuições, somado ao alto custo de energia, falta de infraestrutura de transporte, custo de capital e queda da demanda, afetam duramente. Não podemos promover uma abertura comercial unilateral, algumas vezes até mesmo contrariando regras da Organização Mundial do Comércio sem antes promover toda a arrumação necessária para a busca da competitividade nacional”, critica.

    Nascimento ressalta que a sensação “é que chegamos ao fundo do poço e daqui para frente a perspectiva é de recuperação. O ramo siderúrgico já dá sinais de retomada, puxada principalmente pelo crescimento da construção civil, automotivo e agroindustrial, somado a um aumento da demanda de distribuição no último mês de agosto, que vinha com níveis de estoques muito baixos”.

    A expectativa, prossegue, “é que esse aumento seja gradual e que o crescimento em V seja específico para alguns setores. Ainda há um déficit muito grande de investimentos de longo prazo e, principalmente, em infraestrutura, o que permite ao industrial planejar as suas inversões, gerar empregos qualificados e renda para os brasileiros, evitando mais gastos do Governo com planos assistenciais, que no momento em que vivemos são essenciais”.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *