Equipamentos e Máquinas Industriais

Tubos: produção nacional sofre com poucos projetos e importação

Antonio C. Santomauro
2 de outubro de 2013
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    Tubos plásticos – Apesar da economia pouco aquecida, crescem os negócios da indústria de tubos de polietileno, afirma Adriano Cunha. Ele cita saneamento, energia e mineração como os segmentos com expansão mais acentuada.

    Química e Derivados, Tabela: Tubos de aço-carbono com e sem costura Na mineração, especifica o vice-presidente da ABPE, o uso de tubos de polietileno cresce em decorrência do fortalecimento local da cultura – já consolidada em países como Austrália e Chile – do uso de tubos confeccionados com essa resina, de interesse crescente por apresentar maior resistência à abrasão e aos produtos ácidos decorrentes do processo de extração de minérios, sendo, por isso, capazes de substituir com vantagens os tubos metálicos nessas aplicações.

    No saneamento, o polietileno passou a ser mais empregado não apenas nos novos projetos, mas também pelas concessionárias em seus programas de redução de perdas e que, por isso, modernizam redes mais antigas. “Por trabalharem com soldagem térmica, em vez do sistema de ponta e bolsa, como nos casos do PVC ou do ferro fundido, os tubos de polietileno têm total estanqueidade nas junções, onde ocorrem as maiores perdas”, diz Cunha. “Além disso, por não apresentar radicais livres, diferentemente do PVC e do ferro fundido, o polietileno também apresenta menos problemas de incrustação.”

    Nesse mercado do saneamento, prossegue Cunha, amplia-se também o uso de tubos corrugados de polietileno para substituir os tubos de concreto, principalmente quando são necessários grandes diâmetros para esgotamento sanitário com baixa pressão e para captação e escoamento de águas pluviais.

    Segundo ele, no segmento dos tubos de polietileno, ainda não há concorrência significativa de importados asiáticos, sendo mais relevante a entrada de produtos provenientes dos Estados Unidos e, especialmente, da Europa, cujas economias em crise apontam o Brasil como um mercado mais atrativo.

    Lima, da Kanaflex, endossa essa opinião: “No saneamento, há uma concorrência mais acirrada de importados, especialmente nos produtos de PVC; no polietileno, ela é bem menor”, confirma. Mas esse mesmo setor do saneamento, afirma o profissional da Kanaflex, é aquele no qual mais acentuadamente se expande a demanda por tubos de polietileno em substituição aos materiais tradicionais. “De modo geral, são positivas as perspectivas para este ano do mercado de dutos”, avalia Lima.

    Na Tecniplas, afirma Corrêa, nos primeiros cinco meses deste ano, os negócios ficaram aquém do esperado, pois muitos projetos de segmentos nos quais havia expectativas de resultados melhores seguem sem implementação, a exemplo de papel e celulose e açúcar e álcool. Primeiramente, em decorrência das incertezas relativas à economia global. Depois, porque há no Brasil carência de profissionais de engenharia em quantidade e qualidade aptos a definir muitos desses projetos. “No segmento de papel e celulose, por exemplo, muitos projetos hoje demoram mais para serem concluídos basicamente por essa carência da engenharia”, observa.



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