Equipamentos e Máquinas Industriais

Tubos – Produção cresce, mas a importação também

Rose de Moraes
15 de março de 2012
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    “Os nossos investimentos em pesquisa e desenvolvimento também estão direcionados para revestimentos de tubos, internos e externos, em materiais poliméricos (principalmente resinas epóxi), metálicos, com ligas de níquel (inconel), conhecidas por clad, bem como em materiais para isolamento térmico, como polipropileno sintático, e nanomateriais metálicos e bactericidas”, acrescentou.

    Para fazer frente aos desafios das explorações offshore, sobretudo do pré-sal, a TenarisConfab concentra pesquisas e desenvolvimentos em áreas essenciais de dutos submarinos, avaliando a integridade estrutural em todas as etapas dos projetos, a construção, a montagem e os materiais. “Um dos nossos trabalhos feitos em conjunto com a Petrobras trata do desenvolvimento de tubos API 5L X70MS sour service, com alta tenacidade para aplicações em águas profundas e ultraprofundas. Outros estudos ainda contemplam soluções nas áreas de tubos para aplicações linepipe offshore, ECA de tubos de alta tenacidade, tubos X100 para linepipe de alta resistência e mecânica da fratura para linepipe”, informou Chad.

    Franceses investem mais – Os investimentos de grupos internacionais franceses no Brasil vêm aumentando na proporção do crescimento das reservas petrolíferas e do aquecimento da demanda por tubos, observado em vários setores industriais.

    Controlada integralmente pelo grupo francês Vallourec, detentor de uma das mais modernas siderúrgicas integradas do mundo, a V & M do Brasil – Usina Integrada do Barreiro, de Belo Horizonte-MG, é especialista na produção de tubos de aço-carbono sem costura, feitos com matérias-primas e energia fornecidas pelas subsidiárias V & M Mineração e V & M Florestal. Enquanto a primeira subsidiária é responsável pela extração e beneficiamento do minério de ferro que irá abastecer a usina que produz gusa, a segunda produz todo o carvão vegetal utilizado na produção. Além de manter processo autossustentável na produção, a VMB utiliza carvão vegetal como principal fonte de energia renovável para sua produção.

    Originalmente fundada em 1952 pelo grupo alemão Mannesmannröhren-Werke para atender à demanda de tubos de aço sem costura da emergente indústria petrolífera brasileira na época, passou ao controle do grupo francês Vallourec em 2000, produzindo, atualmente, 550 mil toneladas/ano de tubos de aço-carbono sem costura, que atendem os setores de extração de petróleo e de geração de energia térmica, entre vários outros, como por exemplo em linhas de condução de gases e fluidos industriais.

    Também sob o controle de outro grupo francês, a Saint-Gobain Canalização, reconhecida no setor de saneamento ambiental, ingressou mais recentemente no setor industrial e tem viabilizado vários contratos, a exemplo do recém-firmado com a Suzano Papel e Celulose, para fornecimento de mais de 15 quilômetros de tubos de ferro fundido dúctil, válvulas e conexões para as instalações da nova fábrica da empresa em Imperatriz-MA. Trata-se do maior negócio nesse segmento já fechado pela Saint-Gobain Canalização com uma indústria.

    De acordo com técnicos da empresa, os tubos serão destinados às redes de incêndio, adução de água, de condução e tratamento de efluentes. Demais contratos ainda em fase de negociação com outros setores industriais permitem à empresa projetar a elevação no faturamento deste ano. Atualmente, os contratos de fornecimento ao setor público respondem por 92% dos negócios da companhia, enquanto aqueles firmados com o setor industrial correspondem a 8%, e tendem a aumentar.

    Lançados há dois anos, os sistemas de canalização concebidos para atender indústrias contam com boas perspectivas, enquanto o mercado aguarda a retomada dos investimentos do setor público em obras de saneamento básico.

    Operando com duas fábricas no Brasil, em Barra Mansa-RJ e Itaúna- MG, a Saint-Gobain Canalização produz sistemas à base de ferro fundido dúctil que podem atuar no transporte de água bruta e tratada, integrar redes de incêndio e efluentes, em sistemas gravitários ou sob pressão.

    Uma das linhas fabricadas é composta por tubos das classes k7 e k9, de ferro fundido dúctil, produzidos por centrifugação, com ponta e bolsa para junta elástica, com revestimento interno em argamassa de cimento, revestimento externo em zinco metálico e pintura de acabamento. As conexões, também de ferro fundido dúctil, possuem revestimento interno e externo com pintura de acabamento. A gama de tubos e conexões da linha industrial (PAM), produzida com diâmetros nominais que variam entre 3″ e 48″, oferece a opção de travamento das juntas, interna ou externamente, possibilitando eliminar blocos de ancoragem.

    Competitivos em performance e custo – As tubulações feitas de PRFV (Plásticos Reforçados com Fibras de Vidro) – compostas em grande parte por resinas éster-vinílicas com fibra de vidro, em se tratando de aplicações industriais – também têm ampliado sua participação em aplicações de alta agressividade, na condução de fluidos químicos, corrosivos e ácidos, em vários setores, seja diretamente ou através de composições entre resinas termofixas e termoplásticas, apresentando ampla diversidade em dimensões e atendimento a vários projetos sob encomenda.

    Revista Química e Derivados, Luiz Correa, Tecniplas, tubos de PRFV

    Correa: PRFV é competitivo contra aço inoxidável

    “Os tubos de PRFV se tornam mais competitivos quando entram em disputa com as tubulações de aço inoxidável, basicamente por conta dos custos menores e do alto desempenho diante de condições extremas”, comentou Luiz Correa, gerente comercial da Tecniplas, de Cabreúva-SP. Em custo, as tubulações de PRFV chegam a ser entre 15% e 20% mais econômicas em comparação com as de aço inoxidável soldadas, oferecendo ainda a vantagem da maior resistência aos ambientes e fluidos químicos corrosivos. As tubulações de PRFV atuam com alto desempenho em diversos processos e setores industriais, como na captação e condução de ácidos derivados da indústria de cloro-soda, e na condução de vinhaça, subproduto da destilação do álcool, gerado em grandes quantidades, na proporção entre 12 e 13 litros para cada litro de etanol, e que sai do processo de destilação a 95ºC e pH corrosivo”, segundo informou Correa.



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