Química

Tubos Industriais: Não-metálicos aproveitam para crescer

Domingos Zaparolli
30 de novembro de 2007
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    Química e Derivados, Adriano Meirelles, Presidente da Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas(ABPE), Tubos Industriais: Não-metálicos aproveitam para crescer

    Meirelles: tubos plásticos são competitivos em baixa pressão

    A brasileira Edra também está investindo em expansão da capacidade de produção e desenvolvendo uma estratégia de atuação latino-americana. A Edra tem duas especializações: os tubos de FRP em poliéster reforçados com fibra de vidro e os tubos de PVC reforçados com fibra de vidro, os PRVCs. Os tubos de PRFV, informa o diretor Ciro Zanatta, possuem como principais características alta resistência mecânica e química, sendo o PVC uma barreira química. A Edra desenvolve projetos de tubulação, fabrica os tubos e faz a montagem.

    O principal mercado para os PRVCs da Edra é o setor sucroalcooleiro, principalmente na condução de vinhaça. Zanatta informa que há uma grande perspectiva de novos negócios no setor, principalmente pela substituição de canais de irrigação por tubulações. “Apenas esta substituição deve gerar encomendas de um milhão de metros de tubos nos próximos dez anos.”

    Já os tubos FRP são voltados para o mercado offshore, em tubulações para condução de água e esgoto em plataformas de petróleo. A Edra, diz Zanatta, apresenta em 2007 um faturamento mensal na casa dos US$ 4,5 milhões, num crescimento de 10% em relação a2006. Aempresa está investindo US$ 2 milhões para expandir sua capacidade produtiva em 30% a partir de maio de 2008.

    Atualmente, 5% do faturamento da empresa vem de exportações para países da América Latina. Mas a empresa tem um plano ousado para aumentar sua participação no mercado externo. “Estamos fechando uma parceria internacional para erguer, em 2008, uma nova fábrica no exterior”, diz o executivo.

    Polietileno – O mercado de tubos de polietileno de alta densidade (PEAD) também está aquecido. Adriano Meirelles, presidente da Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas (ABPE), relata que, em 2006, foram convertidas 24 mil toneladas de polietileno em tubos e a expectativa é de que este número cresça para 27 mil toneladas em 2007. O índice de perda na fabricação de tubos é de 6%.

    Os mercados que mais contribuem para o crescimento das encomendas são os de distribuição de gás, distribuição de água, saneamento, telecomunicações, mineração e a indústria sucroalcooleira. “O plástico é altamente competitivo em dutos com pressão abaixo de30 kg”, diz o executivo.

    Meirelles informa que os tubos de PEAD apresentaram um aumento de demanda contínuo na última década, o que ele julga ser conseqüência do desenvolvimento tecnológico das resinas plásticas. Os tubos em PEAD, por exemplo, tradicionalmente são confeccionados com a resina PE 80, que permite o uso, dependendo do fluido a ser carregado, em tubulações com pressão de até 20 bar. Recentemente, porém, chegou ao mercado a resina PE 100, fabricada desde 2006 no Brasil pela Ipiranga. A nova resina é capaz de atender a pressões de até 25 bar, ampliando o leque de atuação dos tubos de PEAD.

    A Brastubo, empresa na qual Adriano Meirelles é diretor da divisão de tubos plásticos, comercializou, até outubro, 5,2 mil toneladas de tubos de PEAD. No ano de 2006, foram 5,5 mil toneladas vendidas. “Tivemos um início de ano duro, mas os negócios estão bastante aquecidos neste final de ano. Vamos superar com folga o desempenho de2006”, afirma o executivo.

    O aumento das vendas da divisão de plásticos da Brastubo em 2007 está relacionado com uma estratégia de maior agressividade no exterior, iniciada em 2006, quando a empresa exportou 60 toneladas. Neste ano, a empresa já exportou 500 toneladas de tubos, sendo que o principal contrato foi para o fornecimento para a rede de distribuição de gás de Montevidéu, no Uruguai. Também no setor de tubos plásticos, onde os custos de transportes dificultam as transações de comércio exterior, as empresas desenvolvem estratégias para se tornarem players internacionais e ganhar escala.



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