Tubos Industriais – Demanda cresce e lota as fábricas, mas importações em alta preocupam

Para 2008, a expectativa da empresa, relata o gerente de vendas internacionais, Miguel Avellar, “é de manter o desempenho no mercado interno e expandir entre 15% e 20% no mercado externo”. Avellar informa que a Engemasa está realizando um investimento de US$ 2 milhões para aumentar sua capacidade de produção de 150 toneladas mensais para 200 toneladas/mês, a partir de janeiro de 2008. O investimento prevê a construção de uma nova instalação com um espaço construído de 2.500 m², a aquisição de dois novos fornos, uma nova centrífuga e duas novas máquinas automáticas de soldagem para a produção de tubos. Para o próximo ano, também está prevista a aquisição de duas novas máquinas pesadas de usinagem.

Tubo sem costura – O investimento programado de maior impacto, em relação aos valores envolvidos, vem do segmento de tubos de aço carbono sem costura. Esse mercado movimenta no Brasil quase 500 mil toneladas anuais, segundo a Abitam, e tem na V&M, controlada pelo grupo francês Vallourec, seu principal player. Mas um investimento programado pela própria Vallourec, em parceria com o grupo japonês Sumitomo, pode dobrar a produção nacional.

As duas empresas anunciaram no primeiro semestre deste ano uma joint venture para a construção de uma siderúrgica em Jaceaba, Minas Gerais, que deverá entrar em operação em 2009, após investimento de US$ 1,6 bilhão. A usina terá capacidade de produzir um milhão de toneladas de aço por ano, sendo que 700 mil toneladas serão destinadas para a produção anual de 600 mil toneladas de tubos sem costura.

A principal linha de produtos, segundo comunicado da empresa, será a de tubos petrolíferos sem costura, com diâmetros de168,3 mmaté406,4 mm. A unidade contará com instalações de tratamento térmico e linhas de rosqueamento. A produção terá o mercado internacional como seu principal destino. Como diz José Adolfo Siqueira, da Abitam, no mercado de tubos metálicos “é preciso ser um produtor de ‘classe mundial’, ter escala e estratégia para sobreviver”.

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