Trocadores de calor: Petrobrás vai às compras e esquenta o mercado

Química e Derivados: Trocadores: Alves - o alvo das placas agora é a indústria de petróleo.
Alves – o alvo das placas agora é a indústria de petróleo.

Cibele antes respondia pelos equipamentos térmicos do grupo, passando a atuar por processos industriais que envolvam transferência de calor ou de massa e transporte de fluidos. “O trocador não é mais visto por nós como equipamento isolado, mas dentro de cada aplicação”, comentou.

Entre os setores que mais demandaram equipamentos de troca térmica, ela aponta a produção de açúcar e álcool e a indústria de petróleo como os mais ativos. Já a área de alimentos apenas manteve o ritmo normal de demanda, enquanto o setor químico apresentou fraco desempenho em 2001. Para 2002, ela prevê que segmentos ligados ao poder público, como saneamento básico, devam apresentar retração, por força das eleições. “Pelo menos, o ano começou bem”, afirmou, contando com pelo menos três meses de pedidos em carteira.

Entre os vários tipos de trocadores a placas, Cibele David destaca o crescimento da participação das linhas compactas, devido ao menor custo e à alta eficiência de operação. “Houve movimentos importantes de substituição de equipamentos antigos por conceitos mais atuais, como as linhas soldadas, cujas vendas progridem bem”, explicou.

A globalização econômica ajuda a vender mais as linhas de placas, tanto pela necessidade de seguir as especificações mundiais de equipamentos, removendo antigos bloqueios à tecnologia, quanto pela aceitação crescente de referências internacionais de modelos já instalados, além de permitir intercâmbio muito mais rápido de informações e de experiências.

A divisão APV da Invensys registrou faturamento próximo a US$ 4 milhões em 2001, 15% mais que o alcançado em 2000, desempenho alicerçado pelos projetos na área de papel e celulose, alimentos e refrigeração. “O grande alvo hoje é a Petrobrás”, disse o diretor comercial da divisão APV, Antonio Alves da S. Neto. Segundo informou, a indústria de petróleo não apresenta resistência técnica quanto ao uso dos trocadores de calor a placas. “Estamos nos cadastrando para apresentar propostas”, disse.

Segundo o diretor comercial, a APV fabrica os pedestais e monta os trocadores no País, apenas importando as placas, que chegam a representar a metade do valor dos equipamentos. “Buscamos sempre ampliar o conteúdo nacional dos trocadores”, explicou.

Entre as linhas vendidas pela divisão, os modelos soldados apresentaram desempenho notável de vendas em 2001, principalmente para a área de refrigeração. Alves espera crescer de 10% a 15% em 2002, também com base na demanda pelas linhas soldadas. “Além disso, estamos preparando o lançamento de novos tipos de trocadores a placas para a indústria de alimentos”, revelou, sem mais detalhes.

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