Treinamento passa a ser feito por ensino a distância

Química e Derivados - Treinamento passa a ser feito por ensino a distância ©QD Foto: iStockPhoto

Treinamento do Programa Olho Vivo na Estrada passa a ser feito por ensino a distância – ABIQUIM

Curso estimula motoristas a identificar e relatar pequenas falhas para adoção de ações corretivas

O programa Olho Vivo na Estrada foi renovado, por meio de uma parceria firmada entre a Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim e o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – Sest Senat, que atua na formação e na qualificação de profissionais do transporte.

Dentro do programa é oferecido o curso “Prevenção de Comportamentos Inseguros para Motoristas”, agora na modalidade de ensino a distância (EAD), que pode ser feito de forma gratuita por todos os contribuintes do Sest Senat. O curso capacita motoristas para serem agentes de observação de comportamentos inseguros nas estradas, identificando situações de risco e contribuindo para o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes.

O conceito do programa é de que, antes de um grande acidente, ocorreram pequenas falhas que não foram devidamente tratadas. Nesse sentido, ele estimula o motorista a relatar estas falhas, possibilitando a adoção de ações corretivas, assim como a prevenção e eliminação de atitudes inseguras.

O presidente-executivo da Abiquim, Ciro Marino, lembra que a parceria entre a associação e o Sest Senat já existe desde 2005, para a formulação de cursos que aumentam a segurança no transporte de cargas químicas no modal rodoviário, o mais utilizado pelo setor no País. “De 2006 a 2018, com o aumento da adoção de programas como o Olho Vivo na Estrada, o setor reduziu em 70% o número de acidentes no transporte rodoviário de produtos químicos. Contamos com o conhecimento do Sest Senat, que é especializado na qualificação de profissionais do transporte, para oferecer a formação na modalidade EAD. Dessa forma, será possível ampliar o número de profissionais que serão capacitados, aumentando a segurança para todos os usuários das rodovias e estradas brasileiras”.

A diretora-executiva nacional do Sest Senat, Nicole Goulart, afirma que o lançamento do novo curso, em parceria com a Abiquim, agrega ainda mais valor aos serviços oferecidos pela entidade. “Temos um compromisso com a segurança no trânsito, e poder contribuir para que ele se torne cada vez mais seguro é um dos focos do nosso trabalho. Além disso, a oferta, que agora passa a ser na modalidade a distância, facilita o acesso e permite que mais motoristas possam participar do treinamento. O curso soma-se aos programas e projetos que o Sest Senat já desenvolve, como o Prevenção de Acidentes e os treinamentos teóricos e práticos que utilizam simuladores de direção.”



Segurança no transporte rodoviário

Segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), entre 2007 e 2019, 55,7% dos acidentes envolvendo caminhões aconteceram em pleno dia e foram causados, principalmente, pela falta de atenção, excesso de confiança e velocidade inadequada. Ainda de acordo com a CNT, dos 42.483 acidentes com vítimas ocorridos em 2019, um total de 9.809 envolviam ao menos um caminhão e destes 8.347, o que equivale a 85% dos acidentes, foram causados pela falta de atenção e fator humano.

O modal rodoviário é o mais usado no Brasil para o transporte de produtos químicos, de acordo com os dados da Agenda Estratégica de Logística da Indústria Química. Nos deslocamentos até 500 km, ele é o escolhido em 93% das viagens; nas distâncias superiores a 500 km e inferiores a 1.000 km ele é usado em 92% das viagens; e nas distâncias entre 1.001 km e 1,5 mil km o modal rodoviário é usado em 73% das viagens. Mesmo em distâncias maiores, o transporte por rodovias ainda é o mais usado: nos percursos superiores a 1,5 mil km até 2 mil km ele representa 83% das viagens e acima de 2 mil km 75% dos transportes são feitos por rodovias.

O transporte de produtos químicos, entre eles os perigosos, requer cuidados e possui regulamentação específica devido aos potenciais riscos à segurança das pessoas e ao meio ambiente. Esses riscos podem ser gerados por circunstâncias acidentais, ações intencionais e ainda podem estar relacionados a problemas na infraestrutura, no equipamento, no comportamento dos condutores, entre outros.

Para reduzir o risco de acidentes podem ser adotadas tecnologias mais avançadas, leis e procedimentos. Mas o comportamento humano ainda é o fator mais crítico, portanto o comprometimento do motorista é fundamental na diminuição efetiva de acidentes e o mesmo precisa seguir os fundamentos da direção defensiva, que são: dirigir a fim de evitar acidentes, apesar das condições adversas e das ações incorretas de outros motoristas ou pedestres; prever a possibilidade de ocorrer acidentes e agir instantaneamente para evitar que isso ocorra.

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