Tintas e Revestimentos

1 de dezembro de 2017

Tratamento de Superfície: Setor encolheu com a crise

Mais artigos por »
Publicado por: Antonio C. Santomauro
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Química e Derivados, Della Manna: setor levará três anos para voltar ao normal

    Della Manna: setor levará três anos para voltar ao normal

    Após três anos consecutivos de intensas dificuldades, a quantidade de empresas dedicadas a tratamento de superfícies diminuiu pelo menos 30% no Brasil, avalia Roberto Della Manna, presidente do Sindisuper (Sindicato da Indústria de Proteção, Tratamento e Transformação de Superfícies do Estado de São Paulo). Já teve início, ele reconhece, um processo de reaquecimento dos negócios do setor, mas ele será bem gradual. “Serão necessários ao menos outros três anos para nos aproximarmos dos níveis anteriores à crise”, projeta Della Manna.

    Airi Zanini, da ABTS, pressupõe prazo similar para que a indústria nacional de tratamento de superfícies retorne aos patamares mais tradicionais de negócios. Até porque, ele pondera, nos últimos cinco anos essa indústria encolheu algo entre 25% e 30% no país. “Esse é, na verdade, o índice de encolhimento em toda a América do Sul, onde o Brasil é responsável por aproximadamente 80% do consumo”, enfatiza Zanini.

    Como não poderia deixar de ser, tais dificuldades se refletiram nos quadros de funcionários das empresas, como aconteceu na Super Finishing, que no final do ano passado tinha apenas a metade dos aproximadamente duzentos funcionários antes ali atuantes. Até 2014, esse quadro de colaboradores vinha sendo ampliado, pois, acreditando em acentuada expansão dos negócios, especialmente relacionados ao pré-sal, até então seus dirigentes imprimiam um acelerado movimento de investimentos em áreas como capacidade de produção e qualificação de pessoal.

    Além de reduzir sua equipe, a Super Finishing também diversificou seus negócios, ainda majoritariamente realizados com a indústria de O&G, porém agora mais distribuídos também por setores como as indústrias alimentícia, farmacêutica e de transformação de plástico, entre outras. Aliada a um momento um pouco mais favorável para a economia nacional, essa estratégia já produz resultados mais satisfatórios. “Em agosto, voltaram a surgir pedidos e, comparativamente ao mês anterior, registramos um crescimento bem significativo, de quase 18%”, informa Silva. “Com isso voltamos a ampliar nosso quadro e contratamos 22 pessoas em agosto”, acrescenta.

    Na IQBC, diz Maria Aparecida, praticamente todos os setores retomaram um ritmo mais ativo de negócios a partir da metade deste ano. “Agora dá para pensar em algum crescimento em 2018”, finaliza



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *