Meio Ambiente (água, ar e solo)

Tratamento de superfície: Passivador sem cromo inova a luta contra a corrosão

Quimica e Derivados
7 de novembro de 2001
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    Química e Derivados: Tratamento: Levy - no futuro, 90% de um carro deverão ser reciclados.

    Levy – no futuro, 90% de um carro deverão ser reciclados.

    O setor de telecomunicações, na opinião de Pereira, “também encolheu e criou problemas, em especial, para os fabricantes de circuitos impressos e para os fornecedores de produtos químicos formulados”, observa.

    Ecologia – Na indústria de galvanoplastia, o grande foco de preocupação é a preservação do meio ambiente. Os desengraxantes biológicos – como o Uniclean Bio, comercializado pela Atotech – diminuem a quantidade de resíduos. “Nossa grande meta é produzir sistemas fechados para a minimização máxima de efluentes”, afirma Pedrini. Uma das razões desta iniciativa é o fato de gerar uma grande quantidade de lodo. Os efluentes que contêm cianetos, depois de tratados, geram também um lodo de classe 1 (são os mais perigosos e apresentam periculosidade, inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Como exemplos, existem as lâmpadas de mercúrio e pilha de bateria que contém chumbo) e o seu destino ainda é um problema. Para o presidente da ABTS, “ainda não há um local para adequação final deste resíduo”. A recuperação é cara e a incineração é custosa e poluente, além de os aterros sanitários estarem esgotados e a empresa ter se tornado responsável pelo destino dos resíduos por um período de 99 anos. “A questão é o que fazer com esses rejeitos?”, pergunta Silveira.

    As alternativas são incineração, co-processamento, reciclagem e aterro. Hoje, segundo Fatmi Nassif, responsável pelo processo e controle ambiental da Atotech, há aterros cadastrados, muito embora eles não existam à vontade. “Não conheço nenhuma indústria que não consiga mandar seus resíduos para algum lugar. A Centralsuper, por exemplo, reúne os resíduos de várias empresas, mantém armazenados e, enquanto isto, investe em pesquisas para descobrir novas alternativas para destinar esses rejeitos”, revela.

    Química e Derivados: Tratamento: Matéria orgânica para aproveitar resíduos.

    Matéria orgânica para aproveitar resíduos.

    O projeto do forno de plasma térmico feito entre a Centralsuper e o IPT, há cerca de três anos, de acordo com Fatmi, ficou inviável pelo alto custo. (O forno de reator a plasma térmico foi viabilizado pela Ecochamas, empresa constituída em parceria com o Sindisuper – Ver QD – 387/outubro de 2000, página 16) O objetivo era reutilizar os resíduos, como matéria-prima, para outra finalidade. O co-processamento aproveita esses rejeitos para fabricação de tijolos. “Para ser útil é preciso que haja um mínimo de matéria orgânica que possa ser queimada”, explica Fatmi. É uma alternativa viável e ecologicamente correta, mas nem todo tipo de resíduo é apropriado para esse fim.

    Tratamento anticorrosivo – Comercializado pela Atotech, o Corrosil tem sido, segundo o gerente de marketing, aprovado por grande parte da indústria automotiva. É um selante que cobre a camada de zinco sob a de cromato, que já trincou. O Corrosil cobre, preenche o cromato e diminui a corrosão. A indústria automotiva pede muito isso, porque no compartimento interno do motor a temperatura é muito alta. “Esse produto trabalha no sentido de aumentar a resistência à corrosão, em quatro vezes, em locais muito quentes”, explica Pedrini. Se a especificação for de 48 horas, a peça vai passar a uma resistência de cerca de 200 horas. Empresas como a General Motors, Renault, Peugeot e Citröen já adotaram essa iniciativa. A Fiat ainda está em conversações.

    Outras, como a Mercedes-Benz ou a Volkswagen, destinam esse tipo de desenvolvimento para outro caminho. Usam muito zinco-níquel e zinco-ferro, acabamentos zincados com grande resistência à corrosão. “O Corrosil, uma linha de selantes organominerais, é mais simples para trabalhar e menos custosa. Esta é a grande vantagem”, conclui Pedrini.

    Limpeza – Para o desengraxe mais simples e natural, a Atotech comercializa o Uniclean Bio. Esse tratamento biológico tem a característica de fazer com que os microrganismos convertam as moléculas de complexos orgânicos em moléculas menos complexas, ou seja, substâncias não perigosas como dióxido de carbono e água. Além disso, mantém as condições ideais para que os microrganismos possam se desenvolver naturalmente e utilizem as ações das enzimas para transformar óleos e sujeiras em materiais solúveis em água, que serão digeridos pelas paredes das células como alimentos e transformadas em gás carbônico e água.

    Química e Derivados: Tratamento: Aplicação do Corrosil suporta temperaturas muito elevadas.

    Aplicação do Corrosil suporta temperaturas muito elevadas.

    Por um sistema fechado, chamado Biolyser, mantém a temperatura, o pH e o nível de surfactante constantes na solução de desengraxe em regime normal de trabalho. Quando o nível de óleo ou graxa está baixo, ou durante o período de dosagem, uma quantidade proporcional de microrganismos morre e, juntamente com os materiais particulados do sistema, é removida na placa de separação do Biolyser, da qual é retirada e descartada.

    Para manter o ambiente ideal ao desenvolvimento dos microrganismos, o pH deve ser ajustado e mantido entre 8,8 e 9,4 por meio de bombas dosadoras automáticas. A temperatura deve ser controlada entre 40º e 50ºC, além de ser recomendado o uso de agitação a ar moderado.

    O processo de desengraxe convencional desloca e emulsifica óleos e outros complexos orgânicos da superfície de peças metálicas. Com o passar do tempo, os desengraxantes se contaminam reduzindo sua capacidade de limpeza e saturação. Os descartes freqüentes elevam os custos de manutenção. Os sistemas de reposição ou de transbordamento mecânico do óleo, da superfície e da solução, podem aumentar a vida útil do desengraxante, mas não a efetividade da limpeza.



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