Tintas e Revestimentos

Tratamento de superfície: Atento ao ritmo dos negócios, setor incorpora inovações em todas as etapas do processo

Antonio C. Santomauro
18 de dezembro de 2017
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    Química e Derivados, Zanini: aditivos elevam em 33% a produtividade dos processos

    Zanini: aditivos elevam em 33% a produtividade dos processos

    O valor dos aditivos – A indústria brasileira de tratamento de superfícies se situa atualmente em padrão de qualidade similar ao encontrado nos países de economia mais desenvolvida. Não apenas pela presença de grandes players internacionais desse setor, mas também porque as montadoras de automóveis – sempre entre as principais impulsoras do desenvolvimento das tecnologias desse setor – buscam homologar globalmente produtos e processos, entre eles os tratamentos de superfícies, que devem seguir os parâmetros definidos pelas matrizes.

    Airi Zanini, presidente da ABTS (Associação Brasileira de Tratamentos de Superfície), e diretor-geral para a América do Sul da MacDermidEnthone, diz já haver algumas homologações globais de fabricantes de automóveis relacionadas a atividades de tratamento. “São, principalmente, para elementos de fixação, parafusos, por exemplo, e componentes de motores”, detalha.

    De acordo com Zanini, a evolução da tecnologia que fundamenta essas homologações está muito associada ao avanço dos tratamentos com ligas de zinco e zinco/níquel. “Com essas ligas, algumas peças podem adquirir resistência de 500 a 1.000 horas nos testes de névoa salina, índice muito superior ao de alguns anos atrás”, relata Zanini. Mas há também, ele complementa, relação direta com o uso de aditivos, que ajudam a promover deposição mais rápida e mais uniforme das camadas. “Muitos processos atuais usam dois ou mais aditivos, que em alguns casos aumentam em até 33% a produtividade do processo, relativamente ao que acontecia há cerca de cinco anos”, destaca Zanini.

    Maria Aparecida Silva, gerente comercial da IQBC, também destaca a crescente importância dos aditivos. Do portfólio de sua empresa, consta um aditivo promotor de eficiência em banhos de cromo isento de flúor (nome comercial Omicron), capaz de agregar diversos benefícios; por exemplo: resistência à corrosão de 25 a 35 horas em testes de névoa salina – contra 2 a 8 horas no banho convencional –, eficiência do depósito e taxa de deposição quase duas vezes superior, além de maior dureza, mais brilho e maior resistência a impurezas, entre outros (sempre em compração com banhos sem o aditivo).

    Química e Derivados, Maria Aparecida: solventes clorados estão de volta

    Maria Aparecida: solventes clorados estão de volta

    Além de aditivo catalisador isento de flúor, o portfólio da IQBC inclui ainda, entre outros itens, produtos à base de cromo hexavalente. Bastante questionado – e descontinuado em alguns setores –, o cromo hexavalente, como explica Maria Aparecida, ainda é muito utilizado no Brasil, tanto por ser muito eficiente, quanto pela necessidade de tempo para conferir maior escala ao cromo trivalente (opção hoje mais viável para a substituição). “O cromo trivalente é uma evolução sobre o hexavalente, mas exige mudança completa nas instalações fabris, começando com o descarte dos banhos originais hexavalentes, passando por troca dos anodos, investimento em melhor e efetivo controle de temperatura e controle operacional sobre o processo”, detalha Maria Aparecida.

    Também é intenso, ela prossegue, o emprego de soluções à base de solventes clorados no desengraxe das peças que serão tratadas; há alguns anos, lembra a profissional da IQBC, esses sistemas haviam perdido espaço devido a uma “interpretação inadequada” do Protocolo de Montreal (tratado internacional que regulamenta o uso de substâncias que agridem a camada de ozônio). “Percebemos que os consumidores que haviam migrado para sistemas de desengraxe alternativos nos últimos anos retornaram para os sistemas clorados, cuja capacidade de limpeza é excepcional”, aponta. “Há, porém, acentuada migração dos desengraxantes alcalinos baseados em cianeto de sódio para sucedâneos isentos dessa substância”, destaca.

    Química e Derivados, Peças automotivas exigem tratamento qualificado

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    Um Comentário


    1. NILO C PAULI

      Mesmo com tanta tecnologia o segmento de Galvanoplastia na ultima decada sofreu um encolhimento muito grande, isso em virtude da facilidade das importações de produtos ja acabados a preços muito muito baixos frente ao custo Brasil, sem contar com a substituição dos processos eletrolitos por pintura e plasticos ja pigmentados, agora tambem surge com muita ferocidade o PVD que muitas empresas estao começando a usar.



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