Tintas e Revestimentos

Tratamento de superfície: Atento ao ritmo dos negócios, setor incorpora inovações em todas as etapas do processo

Antonio C. Santomauro
18 de dezembro de 2017
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    Química e Derivados, Tratamentos da Atotech: cromo hexavalente

    Tratamentos da Atotech: cromo hexavalente

    Química e Derivados, Bombonati: novas ligas de Zn evitam fragilizar as peças

    Bombonati: novas ligas de Zn evitam fragilizar as peças

    O tratamento de superfícies depende muito de setores duramente atingidos pela atual crises econômicas, como a construção civil, indústria automotiva e eletrodomésticos da linha branca. Por isso, mesmo já percebendo sinais de uma gradual retomada do ritmo de negócios, os provedores de soluções para tratamento de superfície instalados no Brasil seguem enfrentando uma conjuntura árdua, na qual buscam ampliar suas possibilidades comerciais diversificando e segmentando suas ofertas, consolidando um portfólio que abrange dos métodos mais tradicionais às soluções mais avançadas.

    Na vertente das tecnologias modernas, dissemina-se cada dia mais a nanotecnologia, uma das bases da incursão da Atotech no mercado dos produtos que, nas atividades de pré-pintura, pretendem substituir as contestadas – porém ainda muito utilizadas – soluções à base de fosfato (nesse mercado a Atotech concorre com empresas como Henkel e Basf, esta última recentemente assumiu posição mais incisiva com a recente aquisição da Chemetall).

    São produtos nanoparticulados destinados a promover a aderência das tintas os integrantes da linha Interlox, uma das armas da Atotech para disputar o mercado da pré-pintura. “Essa linha é fornecida em concentrações cinco vezes superiores às dos concorrentes, diminuindo custos logísticos, e reduz a formação de borra, minimizando a necessidade de filtragens de banhos”, afirma Maurício Bombonati, gerente da área de GMF/Eletrônicos da Atotech. “Também para pré-pintura estamos disponibilizando desengraxantes nos quais bactérias selecionadas se alimentam da sujeira das peças; com eles, o tempo de descarte, normalmente de um mês, sobe para três meses”, acrescenta.

    Química e Derivados, Tratamentos da Atotech: caliper de freio com liga zinco-níquel

    Tratamentos da Atotech: caliper de freio com liga zinco-níquel

    O portfólio de soluções para tratamento de superfícies da Atotech abrange ainda, entre outros itens, produtos à base de zinco, níquel químico e cromo duro. Tem também soluções para tratamento de plásticos, como o condicionador de ABS livre de cromo Covertron, à base de permanganato. “A linha Covertron diminui em mais de 90% o impacto ambiental da cromação de plásticos e está em sua segunda geração, cujos produtos aumentam o tempo da janela de trabalho e conferem mais estabilidade do processo”, ressalta Bombonati.

    Por sua vez, a Super Finsihing, parte de níquel químico e níquel duro químico (níquel químico endurecido por tratamento térmico) e desenvolve um leque continuamente ampliado de soluções para necessidades mais específicas. Uma delas é o níquel com partículas de teflon, que agrega à proteção contra a corrosão e abrasão a característica de antiaderência, possibilitando, ente outras coisas, desmoldagem mais fácil e limpeza mais rápida das máquinas. Outra é o Niquel-Lub, no qual partículas de dissulfeto de tungstênio conferem às peças tratadas baixíssimo coeficiente de atrito, indicada para aplicações em peças como bombas, rolamentos, moldes e elementos de fixação.

    Química e Derivados, Tratamentos da Atotech: peças com cobre ácido (Cupracid)

    Tratamentos da Atotech: peças com cobre ácido (Cupracid)

    Agora, a Super Finishing anuncia também um produto de níquel cromo no qual a elevadíssima proteção contra corrosão e abrasão e a resistência a contato com produtos químicos e à ação da pulverização de sal se combinam com ação hidrofóbica. “Esse produto exigiu mais de três anos de pesquisa e desenvolvimento, e tem aplicação eficiente nas indústrias de óleo e gás, automotiva, de papel e celulose, alimentícia e farmacêutica, de transformação de plástico, usinas de açúcar e álcool e siderúrgicas, entre outras”, detalha Alberto Araújo da Silva, diretor comercial da Super Finishing.

    Tratamentos com níquel-duro químico, relata Silva, já são comuns no setor de óleo e gás e ganham espaço crescente em outros segmentos industriais, nos quais permitem substituir, com custo mais vantajoso, o aço inox como material básico dos equipamentos. “A indústria de transformação de plástico hoje usa bastante o níquel duro-químico no revestimento de moldes e equipamentos de extrusão, como cabeçotes, roscas e canhões”, exemplifica. “Esse é o único material certificado pela FDA (Food and Drug Administration, dos EUA) para substituir o aço inoxidável nos equipamentos das indústrias alimentícia e farmacêutica”, prossegue o diretor da Super Finishing, empresa que fornece também pinturas especiais à base de PTFE, bissulfeto de molibdênio, epóxi e Ceram-Kote.



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    Um Comentário


    1. NILO C PAULI

      Mesmo com tanta tecnologia o segmento de Galvanoplastia na ultima decada sofreu um encolhimento muito grande, isso em virtude da facilidade das importações de produtos ja acabados a preços muito muito baixos frente ao custo Brasil, sem contar com a substituição dos processos eletrolitos por pintura e plasticos ja pigmentados, agora tambem surge com muita ferocidade o PVD que muitas empresas estao começando a usar.



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