Meio Ambiente (água, ar e solo)

Tratamento de efluentes: Terceirização concentra o setor

Quimica e Derivados
13 de março de 2000
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    Química e Derivados, Tratamento de efluentes: Terceirização concentra o setorTambém como a Enasa, a Aquamec-Enfil possui exemplos recentes de “desbravamento” tecnológico. Para simplificar o tratamento primário de aeração e decantação, nacionalizou o sistema Unitank, da belga Seghers. Trata-se de reator retangular que executa as duas operações de uma só vez e de forma contínua. Essa versatilidade, aliada ao baixo custo e à facilidade de instalação, atraiu o interesse da Sabesp como alternativa para as suas estações no litoral paulista com obras paradas pela metade. “Essa é uma tecnologia ideal para substituir investimentos demorados, de forma ágil e simples”, afirma o diretor comercial da Aquamec, Gilson Afonso. O mesmo sistema também já foi instalado na cervejaria Brahma.

    Com a mesma intenção, a Aquamec absorveu o sistema de lodo ativado fluidizado da norueguesa Kaldnes. Segundo Afonso, trata-se de tecnologia em que pequenas células plásticas dentro dos tanques de aeração “captam” colônias de bactérias, diminuindo a necessidade de oxigênio para reduzir o DBO, de modo a economizar energia para aeração.

    Química e Derivados, Tratamento de efluentes: Terceirização concentra o setor“Arrastão” – O bom desempenho dos nacionais, porém, pode ser um pouco comprometido caso os líderes estrangeiros continuem a “conquistar” o território brasileiro. Além das incorporações da Adesol (atual Adecom) e da Kenisur pela Suez Lyonnaise des Eaux, a americana Azurix está promovendo um verdadeiro “arrastão” de aquisições no País. Da mesma forma como se estabeleceu no mundo (em apenas dois anos adquiriu um total de empresas de saneamento responsáveis pelo abastecimento de 55 milhões de habitantes, chegando a um faturamento de US$ 3,5 bilhões), a Azurix já é proprietária de quatro importantes competidores nacionais.

    Química e Derivados, Segatti: mais Know-how depois da aquisição

    Segatti: mais Know-how depois da aquisição

    Estratégia fácil para uma empresa com 70% de suas ações controladas pela Enron, grupo com faturamento anual perto dos US$ 70 bilhões, a onda de compras começou em setembro de 1999 com a carioca AMX Acqua Management. Logo em seguida foram adquiridas a Geoplan, de Sorocaba-SP, a Bio Tratamento de Águas, de Ribeirão Preto-SP, e a Água Certa. Na seqüência, em outubro de 1999, ao adquirir mundialmente a alemã Lurgi Bamag ganhou de “brinde” a CFA, importante fabricante nacional de equipamentos desde o início de 1999 sob controle dos alemães da Lurgi.

    Embora seja provável no médio prazo a empresa unificar suas operações sob o nome Azurix, por enquanto a operação ocorre de forma consorciada. Com o escritório central do grupo no Rio, responsável pela captação de recursos e pela coordenação dos negócios, os fornecimentos internos de equipamentos ficarão com a Lurgi CFA, que também continua a vender a terceiros unidades completas em regime turn-key. A Geoplan, na qual foram integradas a Bio e a Água Certa, se responsabiliza pelo gerenciamento da obra e pela operação em BOTs.

    Química e Derivados, Zanini: BOTs com juros menores

    Zanini: BOTs com juros menores

    Segundo o diretor de engenharia e processos da Geoplan/Azurix, Marcelo Zanini, a empresa possui cerca de 200 contratos de risco com prazos de operação de 5 a 30 anos. Para o biênio 2000-2001, a matriz da Azurix reservou US$ 200 milhões para financiar BOTs no Brasil. Embora atue também em indústria, o diretor destaca como clientes importantes as concessões de água em Araçatuba-SP e São José do Rio Preto-SP.

    Uma conseqüência inegável das aquisições é o aumento de competitividade das incorporadas. A Lurgi CFA, segundo explica o gerente comercial Aguinaldo Segatti, desde sua aquisição pelos alemães e posteriormente pela Azuirx reforçou o know-how em petroquímica, saneamento público e siderurgia. Para esse último setor, aliás, as tecnologias estão sendo fundamentais para as várias concorrências em curso. Também a Geoplan, para Marcelo Zanini, somente com a entrada da Azurix pôde começar a oferecer BOTs, uma demanda em franca expansão, e ainda por cima de forma muito competitiva. “Trabalhamos com juros de 11% contra 18% do BNDES”, compara.



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