Meio Ambiente (água, ar e solo)

Tratamento de efluentes – Retração nos projetos estimula oferta de terceirização por BOTs, BOOs, AOTs ou AOOs…

Marcelo Furtado
14 de março de 2009
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    Química e Derivados, Ricardo Ferraz, Diretor-comercial da General Water, Tratamento de Efluentes

    Ricardo Ferraz quer ganhar mais contratos na área pública

    De acordo com seu diretor-comercial, Ricardo Ferraz, a decisão estratégica foi tomada ao se perceber que a nova legislação do saneamento trouxe segurança aos investidores, há cerca de dois anos. “Nossa assessoria jurídica avaliou que o momento é propício, pois as regras são claras e há garantias”, explicou. Daí para a empresa passar a participar de pequenas concorrências na área foi um pulo. E isso já computou uma vitória: um BOT para o SAAE da cidade de Porto Feliz, em São Paulo. No projeto, a General Water construirá e operará poços de 500 a 800 metros de profundidade para fornecer 100 mil m3/mês de água potável. Será no modelo de concessão parcial para extração, tratamento e adução até o reservatório da autarquia.

    Reator vertical – O plano de operar no mercado público também permite à empresa utilizar tecnologias desenvolvidas nos últimos anos para atender os casos de tratamento de efluentes no mercado privado, sobretudo o institucional (prédios, shopping centers), no qual tem maior participação do que na indústria. No caso, o destaque fica por conta da nacionalização da tecnologia deep-shaft, originariamente criada para despoluir o Rio Tâmisa, na Inglaterra, baseada na perfuração de poços de 80 metros de profundidade que funcionam como reatores verticais biológicos capazes de remover 98% de DBO.

    Esses poços com diâmetros mais largos (de até 80 cm) sofrem pressão por ar comprimido para que as partículas do esgoto/efluente diminuam ao máximo e acelerem assim a ação das bactérias. Sobre o reator fica um tanque para manter a cinética da digestão. Aliás, a velocidade da digestão, de 1 a 2 horas, é um de seus principais pontos fortes, muito mais veloz do que as lagoas convencionais, que chegam a levar uma semana para fazer o mesmo. “Isso aliado ao fato de não gerar odor, por ser processo confinado no subterrâneo, e pouco lodo, visto que após uma flotação a sobra do processo retorna ao reator”, disse Ferraz, que também considera o consumo energético do sistema bastante baixo.

    Química e Derivados, Unidade instalada em sistema terceirizado de tratamento, Tratamento de Efluentes

    Unidade instalada em sistema terceirizado de tratamento

    Por enquanto, o deep shaft é usado principalmente no mercado institucional, em shopping centers, que precisam de soluções compactas para tratar esgoto. “A técnica pode ser instalada em um estacionamento”, revelou. Segundo Ferraz, hoje a empresa conta com cerca de 80 contratos, todos de prestação de serviço para cumprimento em períodos de oito a dez anos. Os investimentos são obtidos de recursos próprios da General Water e atendem clientes com necessidades de 2 mil a 25 mil m3/mês. De início, a maior parte dos contratos era de BOT, mas Ferraz acredita que há hoje uma migração para os modelos de BOO. “O cliente não quer o equipamento, quer a água”, resumiu. Está aí um bom slogan para aqueles que acreditam na terceirização como uma maneira de gerar negócios no mercado da água.



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    Um Comentário


    1. mara da Conceição

      Trabalhei nessa empresa e percebi sua responsabilidade com os outros principalmente, o gestor Alain Arcalji que sempre se dirigiu a mim com muito respeito .

      Hoje professora de uma rede municipal, e vendo o crescimento dessa empresa e esse gestor integro atuando não poderia deixar de enfatizar minha admiração.



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