Tratamento de Água

8 de outubro de 2017

Tratamento de Água: Setor sucroalcooleiro quer usar melhor os recursos hídricos

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Apesar da atual tendência de alta dos mercados de açúcar e álcool, o setor vive pressionado pela necessidade de reduzir custos. Como a produção industrial consome muita água, o eficiente gerenciamento dos recursos hídricos dentro das usinas é um elemento importante para a sobrevivência do negócio.

    “O contexto de 2017 não é essencialmente diferente de anos anteriores”, comenta Heitor José Zuntini, gerente de produto da Kurita do Brasil. “Há uma forte procura por redução de custos em geral. Mais que uma busca por produtividade natural da indústria, o que se vê é a necessidade de redução de custos como condição para a sustentabilidade do negócio, e este cenário não deve se alterar no curto prazo”, avalia.

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    O segmento sucroenergético sofre a pressão sobre a lucratividade, motivada por flutuações nos preços do açúcar e do álcool, geralmente em descompasso com o incremento dos custos de produção, sejam agrícolas ou industriais.

    Para Cláudio Prado, ITC (Industry Technical Consultant) para o mercado de açúcar e etanol da Nalco Water, o segmento tem lidado ao longo do tempo com a melhoria operacional e um dos pontos de interesse é a diminuição do consumo de água captada. “Neste sentido, tem havido investimento em projetos relacionados com melhora energética. Estamos trabalhando em oportunidades de impacto nos maiores grupos produtores da região, de forma que seja possível chegar à excelência operacional”, afirma.

    Pensando a curto, médio e longo prazos, Zuntini declara: “Espera-se cada vez mais atenção quanto à redução do consumo específico da água na unidade, o que aumentará o grau de complexidade dos tratamentos implementados, dadas as condições mais críticas de operação”.

    O executivo da multinacional de origem japonesa acredita que o reúso da água na indústria continuará com tendência de crescimento, bem como aumentará a pressão dos órgãos ambientais e da própria sociedade para que o recurso não seja desperdiçado. “Com novas tecnologias e investindo em serviço diferenciado, a Kurita se equipa, cada vez mais, para responder e mesmo se antecipar às demandas que se mostram no horizonte, de forma a prover as melhores soluções às expectativas do segmento”, observa.

    Prado relata a identificação, nos últimos anos, de uma mudança importante no que diz respeito ao controle e gerenciamento dos recursos hídricos e energéticos. “Projetos voltados para a otimização e/ou redução do uso, consumo e descarte de recursos hídricos e aumento da eficiência energética vêm ganhando destaque, dentre outros tantos desafios da indústria. Acreditamos que em um curto período de tempo este será um tema prioritário para aumentar a vantagem competitiva das empresas”, prevê.

    Gestão eficiente – Um bom gerenciamento dos recursos hídricos nas usinas se dá, na opinião de Prado, por meio de medições e monitoramento dos sistemas e processos, aliados à análise dos dados para que a tomada de decisões possa ser mais rápida e assertiva.

    “Os programas de gestão, monitoramento e controle Nalco Water, como a tecnologia 3D Trasar, têm foco na utilização dos recursos hídricos nas áreas de utilidades e processos e contam com uma plataforma de gerenciamento dos dados em tempo real, de forma que o uso da informação gerada, possibilite a otimização de processos produtivos, impactando diretamente na redução do custo total de operação, na diminuição do impacto ambiental e de outros recursos importantes no processo de industrialização de açúcar e álcool, especificamente em sistemas de geração de vapor/energia e sistemas de resfriamento”, conceitua.

    A implementação dessas tecnologias de gestão tem, segundo o executivo, ajudado os clientes na otimização do consumo de água, gerando um impacto na diminuição do consumo, quantificado em 609 milhões de m3 de água só no ano de 2016.

    Zuntini também lista, como um primeiro e importante passo, o processo de medição das várias correntes de água na unidade. “É muito comum a ausência de informações minimamente precisas sobre as vazões de água, suas ramificações na fábrica, etc. Apesar de se ter conhecimento da quantidade de água captada, a sua distribuição na indústria é, na maioria das vezes, uma caixa preta. Dessa forma, conhecer como se dá essa distribuição é o início do processo de gerenciamento”, adverte.


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