Logística, Transporte e Embalagens

Transporte e logística: Indústria química busca reduzir custos e melhorar operação terceirizando serviços integrados de transporte e logística

Quimica e Derivados
27 de março de 2005
    -(reset)+

    Química e Derivados: Transporte: Villaroel - contrato na bayer supera R$ 50 milhões. ©QD Foto - Divulgação

    Villaroel – contrato na bayer supera R$ 50 milhões.

    A terceirização, aliás, tem como objetivo reduzir em 10% os custos logísticos da Henkel. “Por enquanto estamos amortizando o investimento inicial, mas em agosto, quando completarmos um ano de operação com terceiros, vamos atingir nosso objetivo de custo”, diz Rodrigues Júnior. A Henkel conta ainda com um centro de distribuição em Recife, operado pela TA Logística, e outro em Novo Hamburgo-RS, que está sob responsabilidade da UPS. “Tomamos essa decisão por entender que devemos concentrar nossos esforços em nosso core business e entregar a logística a empresas especializadas nesta atividade”, completa o executivo da Henkel.

    Definição na tecnologia – Na Ipiranga Petroquímica, assim como em toda a indústria, a logística dentro da fábrica está interligada à tecnologia da produção. Tudo começa nos reatores que fazem a conversão de monômeros para polímeros e termina nos pellets que ficam nos silos à espera de ensaques para daí, então, serem encaminhados para os caminhões ou vagões a granel.

    Já a terceirização da logística na fábrica em Triunfo-RS, segundo o diretor da Ipiranga Petroquímica, Eduardo Tergolina, começa no ensaque do produto que vai para os armazéns e neste caso o braço logístico da Companhia Vale do Rio Doce, a Docenave, é quem toma as rédeas da operação. “Essa parceria começou em outubro do ano passado e os principais objetivos são o ganho de escala, de competência e redução de custos ao longo do tempo”, diz Tergolina.

    Química e Derivados: Transporte: Tergolina - ganhos de escala na Ipiranga. ©QD Foto - Paulo Igarashi

    Tergolina – ganhos de escala na Ipiranga.

    O executivo informa que o período de transição com perda de eficiência já estagnou. “Em outubro deste ano, quando completarmos um ano de terceirização com a Docenave, esperamos ter um ganho econômico e de serviço entre 5% e 10%”, afirma.

    O contrato com a Docenave é de três anos com revisões anuais. Antes de terceirizar a entrega, 95% das cargas chegavam ao cliente pontualmente, mas custava caro. De acordo com Tergolina, o gasto anual com logística era de aproximadamente R$ 90 milhões (no período de julho de 2003 a julho de 2004).

    “Levamos entre dois e três anos para escolher a empresa que iríamos terceirizar. Foi levado em conta o tamanho do país, a precariedade das estradas e os gargalos nos portos e avaliado quem poderia nos auxiliar na movimentação de 620 mil toneladas/ano de produtos que saem de nossas cinco fábricas”, conclui Tergolina.

    A movimentação de 540 mil toneladas de polietileno também foi uma das preocupações da Rio Polímeros – Riopol na busca pela melhor opção logística. Com investimento de US$ 1,08 bilhão a Riopol entra em produção em maio ou junho próximos e a empresa escolhida para fazer a movimentação, ensaque, estoque e expedição de seus produtos foi a Katoen Natie. “Aqui nós chamamos de ‘parceirização’, pois é uma parceria e não uma simples terceirização de alguns serviços”, diz Eduardo Berkovitz, diretor comercial da Riopol.

    Química e Derivados: Transporte: Berkovitz - Ripol quer parceirização. ©QD Foto - Divulgação

    Berkovitz – Ripol quer parceirização.

    A Riopol, segundo informou, aposta na prestação de serviços e tecnologia para marcar sua posição no mercado. A fábrica está instalada em um terreno de 800 mil metros quadrados, sendo 50% dele de área construída, no distrito de Campos Elíseos, em Duque de Caxias-RJ, e contará com dois armazéns, de 50 mil metros quadrados, no total, onde ficará estocado o polietileno produzido.

    Lição de casa – Há tambem quem faça o caminho inverso da terceirização. A Degussa, fabricante de especialidades químicas voltada para as indústrias e papel e celulose, açúcar, mineração, refinaria de petróleo, tratamento de água, borracha, entre outros, faz a sua própria logística. “A empresa é quem conhece seu produto e sabe como expedi-lo e armazená-lo. Os produtos químicos são corrosivos e inflamáveis e requerem muito cuidado no manuseio”, analisa Álvaro Lopes, gerente de logística da Degussa.

    Com fábricas em Americana-SP, Barra do Riacho-ES, Cosmópolis-SP e Paulínia-SP, a Degussa tem ainda um centro de distribuição em Guarulhos, onde se concentram os produtos importados da Europa, Estados Unidos e Ásia. Os produtos químicos para tratamento de água, catalisadores, negro de fumo e peróxido de hidrogênio que saem das fábricas são gerenciados cada qual em sua unidade e de lá são despachados direto para os clientes.

    No centro de distribuição de Guarulhos ficam apenas os produtos importados dispostos em 130 contêineres de 20 pés cada. É nesse armazém que fica estocado os aditivos usados na ração animal, os produtos farmacêuticos, cosméticos e neutros, distribuídos em 16 mil metros quadrados em três ambientes distintos.

    “Para facilitar nosso trabalho, todo produto que entra no centro de distribuição já vem com uma ficha de segurança”, afirma Lopes. A garantia de que os produtos estão armazenados em perfeitas condições é feita pelo monitoramento de uma engenheira química. “A única coisa que terceirizamos é o transporte. A TSG dedica dez caminhões de sua frota para o transporte de nossos produtos”, justifica o executivo da Degussa.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *