Transformação de Plásticos – Demanda por seringas explodiu

Perspectivas 2021

Química e Derivados - Transformação - Demanda por seringas explodiu - Perspectivas 2021 - ©QD Foto: iStockPhoto

Um pequeno e corriqueiro conjunto de peças plásticas de um momento para outro virou grande objeto de desejo. É a seringa utilizada na aplicação de injeções, insumo para lá de procurado em tempos de vacinação de massa contra a pandemia da Covid-19.

O governo federal promoveu sem sucesso, no final de dezembro, um leilão para adquirir 331 milhões de seringas junto ao mercado.

Foram adquiridas apenas 7,9 milhões de unidades, ou 2,4% do esperado.

Em vista do resultado, o governo fez uma requisição administrativa – instrumento previsto na Constituição por meio do qual o poder público pode usar temporariamente bens privados em caso de “iminente perigo público” – junto à indústria nacional dos fabricantes de seringas. Até agora foram solicitados dois lotes de 30 milhões de seringas cada, totalizando 60 milhões de unidades.

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De acordo com informações prestadas pela Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), o país tem capacidade instalada para produzir 150 milhões de seringas por mês.

Ao todo existem três empresas fabricantes por aqui. São elas BD, SR e Injex. A Abimo informa não haver planos para ampliação de produção dos fabricantes em curto prazo.

Ela avalia que a adoção pelas empresas de aumento do regime de trabalho de horas extras será suficiente para atender o aumento da demanda.

Apesar de não contar com os números de 2020 fechados, a associação informa que no ano passado, com o surgimento da pandemia, o setor apresentou crescimento acima do estimado, com vendas muito superiores às do ano anterior.

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