Calor Industrial

Torres de resfriamento: Fabricantes se preparam para atender nova onda de pedidos

Domingos Zaparolli
6 de agosto de 2014
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    Inovação – Os avanços tecnológicos nas estruturas construtivas e nos enchimentos das torres de resfriamento são globais e incorporados por praticamente todos fabricantes. Mas cada fornecedor do equipamento busca gerar inovações próprias, para se diferenciar. Paulo Wilson Carneiro relata que um dos principais desenvolvimentos realizados pela Vettor nos últimos anos foi a torre com deck piramidal com até 210 m² por célula.  Segundo o diretor técnico da companhia, em uma torre tradicional com deck plano, ou seja, transitável, os custos são maiores por causa da forma construtiva que consome mais material tanto no fechamento lateral, que é mais alto que na torre de deck cônico ou piramidal, quanto em todo o assoalhado do deck. Além disso, há necessidade de um chassi integral para suportar o motor elétrico e um redutor de velocidades, além de um eixo de transmissão (cardan), pois o motor fica do lado externo do difusor do ventilador. O modelo, porém, apresenta a vantagem de facilitar o acesso ao motor e a possibilidade de circulação por toda a área superior da torre.

    Por sua vez, a torre com deck piramidal não possui um deck transitável. O acesso ao interior é feito em um nível abaixo do topo para se atingir o equipamento mecânico. Nesse caso, o equipamento tem acoplamento direto motor-redutor, eliminando-se o eixo de transmissão e o chassi integral. “Em função da forma construtiva e do tipo de equipamento mecânico, o custo é muito menor que o de uma torre com deck plano, inclusive os custos de montagem e transporte dos materiais até a obra”, diz Carneiro. Segundo o executivo, existem no mercado torres cônicas com até 120 m², que também geram economia em relação às com deck plano, mas as torres piramidais da Vettor são as únicas que chegam a 210 m² por célula.

    Química e Derivados, Torre de grande porte em construção para siderúrgica, da HTP

    Torre de grande porte em construção para siderúrgica, da HTP

    Hamilton Lista, da Körper, diz que a companhia busca constantemente desenvolver equipamentos mais modernos e com maior eficiência energética. Um exemplo é a utilização em quase todos os projetos de inversores de freqüência nos sistemas de ventiladores e bombas, que geram resultados significativos, sendo que a economia de energia pode chegar a 50% ou 60%. Além disso, a empresa está atenta a inovações, tanto no mercado local quanto no externo, em componentes que gerem mais economia ao processo. Outra característica da empresa, segundo o executivo, é a versatilidade na busca de soluções que melhor atendam a demanda dos clientes. “Avaliamos diversos aspectos, como tipo de aplicação, temperatura de água desejada, local da instalação, disponibilidade de recursos hídricos, energéticos e financeiros na busca do melhor custo benefício para o cliente”, diz.

    As soluções apresentadas pela companhia aos clientes podem envolver desde torres de resfriamento tradicionais, ou ainda alternativas como os resfriadores de circuito fechado, onde o processo de resfriamento acontece dentro de um trocador de calor interno, formado por tubos de aço inoxidável, aço galvanizado ou cobre. O sistema apresenta menor consumo de água e é indicado principalmente para industrias que necessitam impedir a contaminação da água resfriada. A Körper também trabalha com torres de resfriamento secas, os chamados dry coolers, que utilizam o resfriamento a ar, no qual o objetivo principal é reduzir o consumo de água e manter preservadas as características do fluido resfriado. Outra linha de soluções oferecidas pela companhia é a unidade de água gelada e chillers, que é indicada para processos que requerem temperaturas abaixo de 25ºC.

    Já Carlos Poli, da HPT, diz que a principal característica da companhia é sua estratégia comercial transparente, que permite a participação do cliente no desenvolvimento do projeto, e a busca de soluções específicas para cada caso. Nos empenhamos em selecionar com exatidão as necessidades dos clientes e não hesitamos em aplicar componentes importados de alta capacidade para assegurar o desempenho do projeto”, afirma.



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