Calor Industrial

Torres de resfriamento: Fabricantes se preparam para atender nova onda de pedidos

Domingos Zaparolli
6 de agosto de 2014
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    Química e Derivados, Torre da Vettor alia resistência mecânica à eficiência térmica

    Torre da Vettor alia resistência mecânica à eficiência térmica

    A Vettor é uma empresa com 15 anos de mercado e um parque instalado de três mil torres novas, com presença forte no segmento de torres para a indústria de açúcar e álcool. “As usinas não estão investindo e estamos nos dedicando a fortalecer nossa presença em outros setores”, diz o diretor comercial. Também as exportações estão mais fracas, devido à valorização do real frente ao dólar. A Vettor atua no mercado internacional indiretamente, fornecendo torres de resfriamento para empresas brasileiras que fornecem usinas completas de açúcar e álcool para clientes na América Latina e Caribe, mas agora planeja estabelecer uma rede própria de representantes para realizar vendas diretamente aos clientes finais. A primeira representação foi estabelecida na Colômbia e já resultou em dois contratos. A meta agora é repetir a estratégia nos países do Cone Sul.

    Curiosamente, a Körper Equipamentos aponta os negócios nos mercados de açúcar e álcool e geração de energia como os de melhor desempenho em 2013 e 2014. Hamilton Narlin Lista, diretor técnico e comercial da companhia criada em 1986 e detentora de uma das mais extensas linhas de produtos do setor no país, diz que as encomendas de torres de resfriamento pela indústria de transformação apresentaram uma retração bastante significativa no ano passado. “Fazendo uma avaliação dos nossos resultados de 2013, podemos dizer que não houve crescimento em relação ao ano anterior. Notamos que a retração da indústria de transformação acabou sendo absorvida pelos mercados do agronegócio, principalmente no segmento de açúcar e álcool, além do mercado de geração de energia; esses são os mercados que têm se mostrado mais promissores em meio à estagnação dos demais. Para 2014, levando-se em consideração a sua atipicidade por conta dos eventos nacionais, as expectativas são de, minimamente, manter os mesmos resultados”, diz o executivo.

    Segundo Lista, numa situação normal de mercado, o negócio de manutenção e reforma de equipamentos pode chegar a 10% do valor mensal de vendas da Körper. “Porém, diante da atual situação de mercado, com restrições e aumento significativo dos juros para obtenção de novos financiamentos, é notável o aumento na busca dos serviços de manutenção e reformas de equipamentos”, afirma. Calimério Garcia, da Vettor, também relata uma expansão dos trabalhos voltados para reformas. “Normalmente isso representa 20% dos nossos negócios, mas desde 2013 tem gerado 25% a 30% do faturamento”, afirma.

    Na Alpina Equipamentos Industriais, as torres novas representam hoje 70% do faturamento, enquanto na HPT é o inverso. Antonio Chiachia, gerente comercial da Alpina, estima o mercado atual de torres novas em R$ 120 milhões, mas faz uma ressalva. Uma encomenda de torre de grande porte gera receita entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões. Portanto, bastam poucas vendas desse porte para alterar rapidamente o cenário. Chiachia relata um bom desempenho da Alpina em 2013, com um crescimento de 4,7% no faturamento. Número que a companhia planeja repetir esse ano, caso se confirmem as consultas de projetos já realizadas no primeiro semestre. “Nosso crescimento tem sido puxado pelos negócios em torres de pequeno e médio porte, principalmente por encomendas de shopping centers e edifícios comerciais ou obras de infraestrutura ligadas à Copa do Mundo”, diz o executivo. No caso dos empreendimentos comerciais, a principal aplicação das torres reside no resfriamento de estruturas de ar condicionado.

    A Alpina é uma empresa sexagenária, mas que manteve por 35 anos um acordo de cooperação técnica com a alemã Balcke Dürr. O acordo foi descontinuado em 2007 e, no ano seguinte, a empresa, como todo o mercado, sofreu os efeitos da crise financeira global de 2008. Chiachia diz que esses dois fatores levaram a companhia a promover uma reestruturação em suas atividades, que ainda está em curso. “Estamos fazendo fortes investimentos para o desenvolvimento de tecnologia própria, inovando processos de fabricação e criando equipamentos com desenhos mais adequados ao mercado atual”, diz o executivo.

    Segundo Chiachia, hoje os clientes estão muito preocupados com os preços dos equipamentos, o que vem exigindo, por exemplo, buscar soluções de peças terceirizadas e repensar o design para gerar economias. “Nossa estratégia é desenvolver soluções competitivas, mas que mantenham a qualidade e a robustez dos equipamentos”, diz. Do ponto de vista comercial, a estratégia também abrange apresentar um leque amplo de equipamentos para a atuação em diversos segmentos de mercado e também reforçar a presença internacional por meio de representantes comercias na América Latina e África e de vendas para empresas brasileiras responsáveis pela implementação de projetos de usinas de açúcar e álcool no exterior.



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