Custos altos do TiO2 inibem aumento da produção

Demanda volta a crescer, mas custos altos inibem aumento da produção, concentrada na Àsia

O mercado global de dióxido de titânio deverá atingir a cifra de US$ 30,62 bilhões por ano até 2030, registrando uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 6,3% de 2023 a 2030, na estimativa da Grand View Research, empresa de pesquisa e consultoria com sede nos Estados Unidos.

Segundo seu relatório de abril de 2023, a expansão do uso de TiO2 nos materiais de revestimentos especiais na indústria automotiva e em sistemas fotovoltaicos deverão puxar o crescimento durante o período de previsão.

O estudo apontou também que o segmento de tintas e revestimentos liderou o mercado, respondendo por mais de 59% de participação da receita global de 2022 de US$ 18.82 bilhões.

A alta pode ser atribuída ao aumento das atividades de construção na Índia, China e outros países do Sudeste Asiático.

Outro dado interessante é que a utilização de TiO2 na China ultrapassou a dos Estados Unidos devido à sua crescente demanda em diversas aplicações como a produção de plásticos, papel e celulose, tintas de impressão, fibras químicas e cosméticos.

Movimentação global: Custos altos do TiO2

Embora o dióxido de titânio tenha amplo escopo de aplicações, espera-se que regulamentações internacionais restrinjam o dinamismo de crescimento em alguns setores, como a indústria alimentícia e farmacêutica.

Em janeiro de 2022, a Comissão Europeia publicou um regulamento que retirava a autorização do corante branco dióxido de titânio (também chamado de chamado de E171 ou INS 171) como aditivo alimentar, sob a alegação de genotoxidade, ou seja, risco de as partículas da substância ficarem acumuladas no organismo humano, prejudicando a saúde.

Por conta disso, os produtores químicos iniciaram uma corrida para o desenvolvimento de novos aditivos com base natural, mas as alternativas clean label ainda esbarram na dificuldade de escala. Segundo o site Food Connection, “a revisão será informada por uma avaliação da Agência Europeia de Medicamentos de Medicamentos, que deverá ser concluída em 1 de abril de 2024”.

Por outro lado, o crescimento do mercado de tintas e revestimentos segue impulsionando as vendas de TiO2 devido à procura crescente por tintas arquitetônicas ecológicas e anticorrosivas.

As principais fontes minerais de titânio são a ilmetina, o anatase, o rutilo a as escórias titaníferas. Segundo análise da Grand View Research, a flutuação do preço das matérias-primas, exigências ambientais, custo de energia e frete marítimo são os principais desafios para os fabricantes de dióxido de titânio alcançarem as metas de crescimento previstas para os próximos anos.

Players globais também se movimentam para ajustar produção e custos. Em julho, a Chemours Company, detentora da marca Ti-Pure, anunciou o fechamento de sua fábrica de TiO2 em Taiwan, interrompendo a produção de pigmento seco de dióxido de titânio da unidade de Kuan Yin em 1º de agosto de 2023. Em seu informe, a empresa diz que que não haverá impacto na qualidade do produto ou serviço e nenhuma interrupção de fornecimento ao mercado, acrescentando que o fechamento da instalação é parte dos esforços gerais de otimização de custos.

Importações e Custos altos do TiO2

O Brasil produz entre 50 mil e 60 mil t/ano de dióxido de titânio para um mercado local de mais de 160 mil t/ano, o que significa que a importação é fundamental para suprir a demada. Sendo o setor de tintas o maior consumidor industrial de TiO2, as ações do Governo Federal no que se refere à regulamentação e a importação é observada com atenção pela cadeia produtiva.

Em 15 de agosto de 2023, foram publicadas as Deliberações da 206ª Reunião do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), nas quais está mantido o ex-tarifário para o pigmento do tipo rutilo (NCM 3206.11.10). Consultada, a Abrafati – que representa os fabricantes nacionais de tintas – por meio de sua assessoria, informa que existe produção de dióxido de titânio no Brasil, mas em volume insuficiente para atender à demanda.

A nota diz que a Abrafati já pleiteou ao governo diversas vezes, desde 2010, a redução de alíquota de importação, em função do desabastecimento e da essencialidade do dióxido de titânio para a indústria de tintas. Esses pleitos foram atendidos, variando o percentual de redução da alíquota, mas sempre com uma quota definida e o prazo de validade de um ano.

Em 2021, um novo pleito foi apresentado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do (então) Ministério da Economia, resultando na publicação, em 22/12/2021, da Resolução Gecex nº 290/2021 – posteriormente, substituída pela Resolução Gecex nº 318/2022, que não trouxe nenhuma alteração no que diz respeito ao dióxido de titânio. Essa resolução estabeleceu novamente a redução tarifária para a importação desse insumo, porém, diferentemente de resoluções anteriores, desta vez, a redução de alíquota foi aprovada sem limite máximo de quota e sem data de expiração prevista para os pigmentos tipo rutilo classificados com a NCM 3206.11.10.

Outra diferença foi a alíquota aprovada, de 8% (maior do que as aprovadas em pleitos anteriores). Com isso, fabricantes de tintas podem importar livremente o insumo nos próximos anos com a alíquota a 8%, e o dióxido de titânio pode permanecer na Letec (Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul) até o fim do mecanismo, em 31 de dezembro de 2028, sem que seja preciso solicitar a renovação anualmente.

Na mesma Resolução, foi estabelecida uma exceção (EX 001), para o pigmento do tipo rutilo que contenha, em peso, 82% ou mais de dióxido de titânio – exceção essa destinada ao setor de papel, com alíquota zero para uma quota definida em 9.672 t. Para deixar mais clara essa destinação, em outubro de 2022, foi aprovada uma nova descrição referente à EX 001, especificando que se trata de pigmento com superfície tratada para papéis base para laminados decorativos melamínicos, e não para a fabricação de tintas.

Cenário nacional

A Química Anastacio atua no mercado de distribuição de produtos químicos desde 2001. Cristiano da Mata, gerente de vendas para Tintas & Construção, e Ivan Porccino, especialista em dióxido de titânio, afirmaram que a companhia possui boa disponibilidade do AOTiOx (dióxido de titânio rutilo de alto desempenho), porque ele é produzido na China dentro das especificações requeridas pela Química Anastacio para seus clientes na América Latina.

TiO2: Custos altos inibem aumento da produção ©QD Foto: iStockPhoto
Da Mata concentra esforços nos tipos de aplicação mais ampla

“Decidimos concentrar nossa oferta em produtos de amplo espectro de aplicação para simplificar nosso portfólio, embora possamos buscar ofertas diferenciadas em casos específicos, sempre com vista a facilitar as decisões do cliente. Além disso, somos um dos principais parceiros da Lomon Billions (LB Group) no Brasil. Nas duas linhas não temos limitações de volume, e já estamos realizando aproximadamente 5.500 t/ano na região”, salientou da Mata.

Após o período de estagnação, provocada pela pandemia em 2020/21, a Química Anastacio verificou que a demanda de importação direta e compras locais está crescendo por conta da curva de aprendizagem do mercado, que começa a conhecer os produtos da linha AOTiOx e suas características técnicas.

“Buscamos que o mercado nos veja como parceiros de negócio, mais do que a venda pura e simples do produto. De qualquer forma, o mercado mundial está bastante irregular e há grandes distorções de preço. Vários clientes estavam adiando suas compras, esperando condições melhores, mas, as recentes alterações de preços de produtos feitos na China têm causado algum interesse, que esperamos se solidificar no segundo trimestre de 2024. Nossas vendas para tintas, masterbatches e mesmo para alimentos têm tido uma demanda moderadamente crescente”, disse da Mata.

Quanto ao segmento de cosméticos, da Mata e Porccino avaliam que durante a pandemia, com a diminuição do consumo de produtos específicos para proteção solar, o mercado passou por uma fase mais calma, porém tudo voltou ao normal.

“Hoje em dia, o TiO2 é usado não apenas em produtos específicos para a proteção solar; a tendência é de alta na área de cosméticos multifuncionais, fazendo com que as maquiagens e alguns produtos de skin care agreguem também a função de proteção UV”, afirmou da Mata.

A Química Anastacio oferece produtos com aprovação FDA para os segmentos de cosméticos e alimentos com preços competitivos e, no segmento de tintas, a empresa lançará em breve um grade específico para tintas de impressão.

“Atualmente, temos dois produtos feitos pelo processo cloro que são bastante competitivos, destaco o AOTiOx C-10 que pode ser utilizado até nas tintas automotivas OEM”, diz Cristiano da Mata, acrescentando que o portfólio da Lomon Billions está concentrado em grades sulfatos, sendo os consagrados Billions® R-996 e Billions® BLR-698 que suprem uma ampla gama de tintas decorativas e industriais.

Segundo ele, o portfólio da linha AOTiOx contempla as características diferentes desses processos e suas implicações para o mercado.

“Temos um produto anatase de uso industrial chamado AOTiOx A-01, e um grade destinado ao mercado alimentício/farmacêutico, chamado AOTiOx A-02. Quanto aos rutilos obtidos pelo processo sulfato ou cloro, temos produtos para tintas, masterbatches etc. O grade obtido por via sulfato é o AOTiOx R-04, destinado às tintas decorativas que não requerem brilho, ou tintas semibrilho, em alguns casos; e pode ser usado em tintas de impressão. Já o AOTiOx R-06, nosso produto mais vendido, cobre a maior parte das aplicações, podendo ser usado em tintas semi e alto brilho, e eventualmente em foscas, e também aplicado para produtos de alto PVC. Temos ainda o espelho desses dois produtos, mas obtidos pelo processo cloro que são o AOTiOx C-01 (para tintas decorativas foscas ou semibrilho que requeiram o desempenho de TiO2 obtido via cloro); e o AOTiOx C-10, um produto de altíssima performance que pode ser usado em todo tipo de tinta de desempenho diferenciado”, salientou da Mata.

A distribuidora também oferece produtos para plásticos, como o AOTiOx R-05, obtido pelo processo sulfato; e o AOTiOx C-02, da linha cloro, que se destina à fabricação de masterbatches.

Matéria-prima

Os produtos AOTiOx oferecidos pela Química Anastacio são produzidos na China e distribuídos em toda a América Latina e África. Porém, sendo o Brasil rico em recursos minerais, poderia ser viável expandir a extração de fontes locais de titânio para aumentar a competitividade local nesse mercado.

“Há potencial para produção de matéria-prima para a fabricação de TiO2, já que o Brasil tem reservas conhecidas de ilmenita que poderiam ajudar no longo prazo, criando vínculos mais equilibrados com os fornecedores de produto acabado em outros países. O aumento de capacidade instalada no Brasil, obviamente seria muito benéfico, porém, devido aos custos locais, principalmente de energia, de investimento inicial para implantar uma fábrica, da extração, logística, etc, a chegada de um novo fabricante no Brasil torna-se bastante complexa”, comentou Porccino.

Na avaliação do especialista da Anastacio, as expectativas de crescimento do mercado global de commodities e especialidades de dióxido de titânio para o futuro são moderadas.

“Vimos em 2022/2023 os piores anos para indústria do TiO2 no mundo. O crescimento da compra de tintas, gerado pelas pessoas trancadas em casa durante os lockdowns, foi seguido por uma queda intensa de demanda. Os fabricantes de TiO2 ocidentais estão bastante fragilizados há algum tempo e, nas últimas duas décadas, o grande negócio da indústria de titânio tem sido vender as fábricas. Todos os fabricantes ocidentais sofreram processos de separação, recuperação judicial ou encolhimento de sua produção”, comentou Porccino.

Dessa forma, a capacidade instalada no Ocidente tem caído. Por outro lado, na China, a capacidade instalada cresceu cerca de 50% entre 2019 e 2023, o que gera algum grau de conforto para os consumidores. Mas, nem mesmo os fabricantes chineses estão conseguindo manter preços saudáveis para o negócio. “Assim, embora estejamos otimistas com a demanda, estamos preocupados com a saúde da oferta”, relata Porccino.

Atento ao setor, Cristiano da Mata acrescenta que “nosso contexto geral de portfólio é melhorar o mix de especialidades, e isso será o foco até 2024. Já estamos com diversas frentes como, por exemplo, a linha de aditivos para tintas UV, negro de fumo e argila organofílicas”.

Leia Mais:

Custos altos do TiO2 e Demanda retraída

A Bandeirante Brazmo, integrantes da área química do Grupo Formitex, é distribuidor exclusivo da Chemours em titânio rutilo no território nacional para o segmento de tintas, cuja procedência é da fábrica instalada no México. A empresa também possui outros grades que podem ser utilizados no segmento de plásticos e adesivos. José Carlos Menezes, gerente comercial da área de titânio da Bandeirante Brazmo, informa que no segmento de tintas a demanda está abaixo da previsão e a entrada de produtos, principalmente asiáticos, está muito forte, trazendo um cenário de descompasso de preço.

TiO2: Custos altos inibem aumento da produção ©QD Foto: iStockPhoto
Menezes: mercado está calmo, mas tende a melhorar em 2024

“Podemos afirmar que temos mais TiO2 do que demanda neste momento. Dispomos dos seguintes produtos: R7R706 – para interiores e exteriores, de fácil dispersão, ótima secagem e cobertura e facilidade na retenção do brilho; R900 – ideal para interiores e tintas semibrilho, com alta resistência a corrosão e alta resistividade, este grau também pode ser usado em primers da linha automotiva; R902 – solução mais usual do mercado para interiores e exteriores, que traz excelente cobertura, também usada no segmento de manutenção e tinta em pó; e o TS 6300 – utilizado principalmente em tintas decorativas, tanto exteriores como interiores, oferecendo excelente poder de cobertura para tintas que exigem pouco brilho. O TS-6300 foi desenvolvido com um tratamento de superfície inorgânico projetado que impede a aglomeração do pigmento, permitindo assim a máxima dispersão de luz. Este aumento da dispersão da luz resulta num poder de cobertura superior em revestimentos formulados acima dos níveis críticos de PVC (concentração de cargas e pigmentos por volume). Fornecemos também as linhas R103/104/105 que são direcionadas a substratos plásticos como PVC, para evitar descoloração, incidência de UV, amarelamento, entre outros benefícios”, explicou.

O mercado de TiO2 sempre busca equilibrar performance e custo, mas devido à agenda ambiental, os fabricantes mundiais têm disponibilizado alternativas ao dióxido de titânio para o segmento de tintas, como por exemplo, extensores de titânio ou pigmento branco à base de sulfeto de zinco. Todavia, segundo especialistas do ramo, ainda não há substituto que possa oferecer as mesmas funções do dióxido de titânio, sem comprometer as propriedades da tinta.

Menezes entende que a questão de custos é determinante no segmento de tintas, pois existem vários tipos de coloração que são divididas por qualidade, como econômica, premium e super premium.

“Quanto melhor a qualidade da tinta, melhor precisa ser a qualidade do titânio. A redução de titânio já é trabalhada há muitos anos no mercado com a aplicação de cargas minerais e que avançaram para cargas minerais tratadas, conseguindo diminuir uma parte do titânio utilizado nas formulações. Na questão de sais de zinco, eles colaboram para evitar a corrosão, porém não temos informações consolidadas da viabilidade ambiental”, afirmou.

O Brasil poderia até expandir a extração de fontes de titânio para ampliar a oferta local de matéria-prima. Mas, a indústria esbarra nas já conhecidas dificuldades do País para manter uma cadeia de produção integrada.

“Este ponto é bastante interessante. Na nossa opinião, ter outros produtores no Brasil seria significativo, porém, além da disponibilidade do minério, seria fundamental que os custos de processamento fossem compatíveis com o custo final do produto. Outro ponto crucial nesta decisão é a definição do processo a ser seguido, cloro ou sulfato. Se fosse possível ter uma fábrica no País de base cloro com custo compatível, teríamos um avanço na qualidade das tintas e preços mais acessíveis”, observou Menezes.

Para 2023, o diretor avaliou que nos últimos oito meses, as expectativas se mostraram muito abaixo do esperado.

“Numa percepção de mercado, acreditamos que houve um certo exagero nestas avaliações. Trazendo estas perspectivas para um cenário mais acomodado, com disponibilidade de produto e custos mais dentro da realidade mundial, nossa avaliação é que 2024 deverá ser melhor, quando comparado a 2023”, ponderou.

Situação equilibrada

A Colortrade fornece para o Brasil e América Latina toda a linha de produtos químicos, na modalidade distribuição e compra direta das suas representadas. José Carlos Bartholi, CEO da empresa, avaliou que “o mercado atual de TiO2 está razoavelmente equilibrado. Depois de um boom de vendas pós-pandemia e aumento de custos de produção, o momento é de estabilidade. Os segmentos de maior procura são tintas, plásticos e papel, temos uma linha completa para atender todos segmentos e aplicações em alta performance. E, recentemente, lançamos um produto específico para a linha de tintas de impressão, o XR-290 de alto brilho e dispersão”.

A Colortrade oferece a linha rutilo, como distribuidora e agente da fabricante CHTi Hua Yuan Titatnium Dioxide Co., que é a segunda maior produtora na China, com capacidade anual de 400 mil t/ano. Sendo distribuidor, Bertholi é cauteloso em relação à extensão do regime de redução temporária de alíquota de imposto de importação para insumos que vêm de fora do país.

TiO2: Custos altos inibem aumento da produção ©QD Foto: iStockPhoto
Bartholi oferece o XR-290 para formular tintas de impressão

“Não existe indício de que será mantido, ainda mais por um governo sedento de impostos como o atual.”

O executivo afirma, porém, que a perspectiva para 2023/2024 é de estabilidade e crescimento moderado, mas ressalta: “o que preocupa são os aumentos de custos produtivos no segmento de TiO2 que podem trazer problemas no preço final do produto.”

A Helm do Brasil distribui com exclusividade o dióxido de titânio da Ineos Pigments, que possui duas plantas em Ohio, nos Estados Unidos.

TiO2: Custos altos inibem aumento da produção ©QD Foto: iStockPhoto
Melchert: grade RCL696 está disponível ao mercado local

“Temos estoque local do grades RCL595, RCL596 e RCL188 para atender clientes de baixo e alto consumo mensal. O mercado depende da necessidade de cada cliente. Se precisam de um produto de performance, o foco será na qualidade. Trabalhamos com produtos base cloro que são referência mundial”, comentou Sérgio Melchert, diretor de químicos da Helm.

Ele explica que o processo de tratamento por cloro vem da oxidação do gás cloro, já o sulfato é resultado da reação com ácido sulfúrico e que o produto base cloro tem por características os altos índices de opacidade, durabilidade, dispersão, brancura e brilho. Sobre a situação atual do setor, o diretor da Helm afirma que há um processo de “destocking”. “Clientes e fabricantes têm procurado ajustar seus estoques a um nível considerado realista de demanda, que ainda está aquém do que seria esperado para a nossa ‘coating season’. Entretanto, acreditamos numa melhora no último trimestre deste ano”, afirmou.

Com relação às novidades para o mercado, “em 2023 estamos trazendo o RCL696 para distribuição local. Trata-se de um grade utilizado em diversas aplicações nas quais durabilidade e resistência a intempéries são fatores críticos”. Melchert espera para 2024 um crescimento global, mas com taxas ainda tímidas. “A Helm distribui o produto da Ineos Pigments no Brasil e no México, esperamos reforçar ainda mais essa parceria nos próximos anos”, salientou.

Empresa dirigida por Israel Salvador e seu filho Felipe Salvador, a Saber Química, sediada em Barueri-SP, possui capacidade suficiente de estocagem de produtos químicos para atender o mercado nacional, de acordo com o plano de vendas e necessidades apontadas pelos clientes. Felipe comenta que o mercado brasileiro de TiO2 passa por uma recuperação moderada.

TiO2: Custos altos inibem aumento da produção ©QD Foto: iStockPhoto
Israel (esq.) e Felipe têm linha da Tinox Chemie

“Temos uma excelente procura em todos os segmentos em que atuamos como tintas e resinas, plásticos entre outros”. O diretor geral, Israel Salvador, informa que a empresa conquistou a representação exclusiva do dióxido de titânio da Tinox Chemie que tem sede na Alemanha e conta com três fábricas na China.

“A linha de TiO2 da Tinox é ampla. Possui commodities e especialidades, temos por exemplo produtos com alta resistência a UV para tintas automotivas, plásticos e tintas arquitetônicas para exteriores. A linha de dióxido de titânio é completa, com anatase e rutilo, produzidos via sulfato e cloreto, com aplicação em todos os mercados consumidores”.

Para 2023/2024, os empresários da Saber Química estão confiantes no crescimento de mercado.

“Acreditamos no desenvolvimento da linha de produtos, ampliando laboratórios para controle de qualidade, buscando inovações, aumentando o relacionamento com clientes e fornecedores. Percebemos que os clientes estão mantendo os planos de compras e a empresa está atuando de acordo com as suas demandas. Os produtos químicos sofreram forte alta durante o período da pandemia, devido às restrições na produção e transportes marítimos e, logo após a crise, houve uma queda de preços, retomando os patamares históricos anteriores à Covid-19. A Saber Química hoje está adaptada para atender o mercado brasileiro, adequando-se a preços e demandas, para suprir da melhor forma, as necessidades do mercado”.

Veja Também:

Para encontrar os principais fornecedores de dióxido de titânio no Brasil, acesse o Guia QD, maior plataforma eletrônica de compras e vendas do setor, com mais de 300 mil consultas mensais por produtos e mais de 400 anunciantes ativos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.