Tintas e Revestimentos

Tintas – Versatilidade do PU satisfaz demanda técnica e ambiental

Marcelo Fairbanks
14 de fevereiro de 2012
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    A Galstaff também oferece o acelerador Mittel 6821, para mistura ao componente A (hidroxilado), capaz de acelerar a secagem do filme sem prejudicar o pot life (tempo disponível para aplicação após a mistura dos componentes), sem amarelar e nem alastrar. “É uma mistura de organometálicos com aminas e outros ingredientes, compatível com sistemas de base solvente, podendo ser vendido separadamente”, disse.

    Souza tem encontrado um bom mercado para o PU no acabamento de peças plásticas, incluindo a metalização. “Temos um poliéster acrilado com cura dupla, por UV, incluindo isocianato, com base solvente, aplicado na forma de spray, com uso também possível em madeira”, comentou. Sua aplicação é precedida por um fundo específico, também curado por UV. “É uma especialidade nesse campo”, informou.

    química e derivados, PU, tintas, Mario Fernando de Souza, diretor comercial da Galstaff Multiresine do Brasil

    Souza: PU reveste substratos difícies, como vidro e plástico

    Influência global – A crise europeia persiste e influencia o mercado mundial de insumos químicos. “Como há uma demanda menor por isocianatos lá fora e o mercado brasileiro está em alta, isso representa uma oportunidade para desenvolvermos novas aplicações por aqui”, avaliou Zanin.

    Ele adverte, porém, que os preços dos principais insumos químicos não foram diretamente afetados pela crise. Até o inverso ocorreu. Como algumas indústrias retardaram investimentos ou pararam a produção, alguns itens se tornaram escassos, a exemplo dos derivados de propeno e de butadieno. A valorização do real disfarça um pouco a alta de alguns componentes.

    A participação de fontes alternativas de isocianatos não preocupa a Perstorp. “Isso é um problema para quem atua com os aromáticos, pois há muitos fornecedores, mas isso não acontece com os alifáticos, que têm poucos produtores mundiais”, considerou. A produção do HDI, por exemplo, é complexa, assim como a de seus derivados, desestimulando o aparecimento de novos players.

    O uso de diisocianato de isoforona (IPDI), um cicloalifático, também não ameaça o HDI. “Trata-se de outra geração de isocianatos que temos também em linha”, explicou Zanin. “Mas o IPDI, embora promova boa resistência química e física, gera filmes duros, ou seja, quebradiços, exigindo misturar com HDI.”

    A Perstorp também atua nos hidroxilados, oferecendo insumos mais compatíveis com os isocianatos para alcançar o objetivo desejado. “Já tivemos de mexer no trimetilolpropano (TMP), um produto clássico, para atender a solicitações mais sofisticadas”, afirmou.

    Como ingrediente mais moderno, ele cita as caprolactonas, capazes de alterar a performance dos revestimentos de PU. Esse componente é aplicado em tintas navais, automotivas e industriais, sendo apresentado apenas recentemente ao Brasil. “A companhia inaugurou uma fábrica de policaprolactonas em novembro, na Inglaterra, e agora teremos produto para trabalhar no mercado regional”, informou.

    A ideia não é substituir os ingredientes clássicos, como o TMP ou o pentaeritritol, mas abrir novos campos de atuação. “As caprolactonas aumentam a flexibilidade dos filmes, mas mantêm as demais propriedades, sendo muito usadas em couro, por exemplo”, disse.

    A Galstaff, com fábrica na Itália, não aponta dificuldades com a crise europeia. “Nossa produção é grande, foi dimensionada para exportação, tanto que atendemos mais de 60 países, inclusive na Ásia”, informou Souza. Recentemente, a companhia comprou uma produtora europeia de poliéster poli-insaturado, usado para fabricar massas para reparo de carros. Segundo ele, a subsidiária brasileira é a líder na comercialização de PU com melamina e de poliésteres para massa automotiva.

    Satisfeito com o desempenho do mercado local, Souza só critica a postura de alguns fornecedores alternativos de isocianatos que chegam a vender esse ingrediente com apenas 15% de sólidos. “O mínimo de sólidos deve ficar entre 25% e 35%, do contrário o produto fica instável, vai dar problema na aplicação final”, explicou.

    Zanin também se mostra animado com o comportamento dos negócios na região. Porém, ele aguarda com alguma ansiedade o desenrolar das obras necessárias para a realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada do Rio, em 2016, ambas com forte potencial para consumir tintas feitas de PU, especialmente no caso das tintas de segurança intumescentes, contra incêndios. “Com certeza, o PU será muito usado, mas será que essas tintas de alto valor serão feitas no Brasil?”, indagou.



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    5 Comentários


    1. Aguinaldo

      poderia me passar o codigo e a montadora dessa tinta da foto acima q seria esse azul


    2. Pedro

      Será que passaram pra voces onde encontrar este azul ? quero pintar meu gol desta cor. Se alguém descobriu me passe por favor. Obrigado


    3. deilton

      esse azul é muito lindo poderia me passar a montadora e o código desse azul


    4. marcos

      boa noite !!!1poderia me passar o codigo e a montadora dessa tinta da foto acima q seria esse azul , esse azul é pu??? obrigado


    5. carla

      poderia me passar o codigo e a montadora dessa tinta da foto acima q seria esse azul



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