Tintas e Revestimentos

Tintas – Versatilidade do PU satisfaz demanda técnica e ambiental

Marcelo Fairbanks
14 de fevereiro de 2012
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    química e derivados, tintas, PU, Danilo Zanin, gerente regional para a América Latina da Perstorp,

    Zanin: isocianatos alifáticos conferem melhor desempenho

    A linha Easaqua contém tipos que podem ser fornecidos na forma sólida, sendo dispersáveis com facilidade, consumindo baixa energia de agitação. Esse tipo de polímero já é usado em adesivos, por exemplo. “A Itália exige que o acabamento do couro seja feito com PU base água”, comentou.

    Essa exigência está sendo replicada em todo o mundo nos segmentos de madeira, repintura automotiva, autopartes e outros. Zanin avalia que a América Latina é um pouco mais lenta na adoção da tecnologia, mas acompanhará a tendência global.

    São as exigências de mercado que aceleram ou retardam a aplicação das tecnologias de base água. Zanin admite que as pequenas oficinas de funilaria não estão preparadas para usar essa tecnologia. Mas os fabricantes de tintas estão. “Eles lançarão essas tintas PU base água quando sentirem que há mercado suficiente para isso”, ressaltou.

    Na repintura automotiva, ele informa a disponibilidade de tintas para primer e base coat em base aquosa, curáveis em estufa ou ao ar livre. “No verniz de acabamento (clear coat), os produtos com solvente ainda predominam”, afirmou, embora já existam alternativas para fazer tudo com PU base água. Os usuários resistem porque a tinta fica mais cara e não existe legislação que imponha essa tecnologia. “Caso venha a surgir uma restrição mais forte contra os solventes orgânicos, a demanda certamente crescerá”, disse Zanin.

    Oliveira, da Reichhold, confirma ser ainda pequeno o uso de PU base água nas tintas de repintura automotiva. “Estamos recebendo algumas solicitações nesse sentido”, disse. Ele acredita ser necessária uma profunda mudança de conceitos no setor para que essa tecnologia deslanche. “Nós só fazemos a resina, o setor é uma cadeia com muitos elos que também precisam avançar, especialmente os usuários e os lojistas”, considerou.

    O especialista avalia ser preciso mudar muito o sistema de aplicação de base solvente para base água, exigindo um longo trabalho de conscientização. “É preciso considerar que isso trará benefícios para a saúde dos trabalhadores, para o meio ambiente e também para as empresas, pela redução dos prêmios de seguros”, apontou.

    No caso dos óleos uretanizados, eles são produzidos pela reação entre óleos e isocianatos (alifáticos ou aromáticos), aumentando assim seu peso molecular, tornando-os adequados ao uso pretendido. Segundo Oliveira, qualquer óleo mineral ou vegetal pode servir de ponto de partida para a reação. “A preferência recai nos produtos vegetais, pela sua origem natural e renovável, proporcionando um ganho ambiental adicional”, explicou. Quanto maior o índice de iodo, maior a capacidade posterior de reticulação. Ele admite a possibilidade de usar ácidos graxos puros, mas isso dependerá da aplicação e do custo. A presença de glicerina também deve ser compatível com o resultado esperado, pois ela tem baixo peso molecular e é linear, proporcionando baixa resistência ao filme quando em grande quantidade.

    A seleção do isocianato também considera o destino da tinta ou do verniz. Para uso ao abrigo do sol, os aromáticos são uma alternativa interessante. Porém, quando é preciso suportar a incidência da luz solar, os alifáticos são preferidos. “Em geral, os alifáticos são mais usados”, confirmou Oliveira.

    Os clientes recebem os óleos uretanizados e formulam tintas e vernizes com a agregação de pigmentos e secantes (os octoatos são os mais usados), além do acerto da diluição final com água. O produto seca em contato com o ar, por oxidação. “A presença de umidade vai retardar a secagem”, informou.

    Os óleos uretanizados encontram aplicações na produção de pisos de madeira, proporcionando alta resistência e excelente aparência final. “Não acreditamos que esse produto vá tirar mercado de outros poliuretanos, mas vai atender aplicações mais nobres e muito específicas”, considerou Oliveira.

    “O mercado de PU caminha para as resinas hidrossolúveis e sistemas base água”, avaliou Mario Fernando de Souza, da Galstaff. A empresa, por enquanto, possui PU base solvente e o hidrossolúvel. Neste caso, seu uso requer estufas de secagem, com alto custo de energia. “Não dá para a repintura, mas vai muito bem nas tintas e vernizes para embalagens de vidro, sendo capaz de resistir até ao álcool isopropílico usado nos perfumes”, comentou.

    Atualmente, Souza recomenda sistemas híbridos para várias situações, combinando isocianatos hidrossolúveis com melamina (por exemplo), na presença de solventes pesados, para depois reagir com os hidroxilados (componente A). Ele aponta também um primer automotivo formado pela mistura de isocianatos alifáticos e aromáticos, em combinação com isocianuratos. “O HDI confere adesão ao substrato, o aromático reduz custo, enquanto o isocianurato permite lixamento rápido”, disse. Esse componente B combinado com um poliéster apresenta um pot life de três horas, permitindo lixamento a partir de uma hora depois de aplicado, sem estufa.



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    5 Comentários


    1. Aguinaldo

      poderia me passar o codigo e a montadora dessa tinta da foto acima q seria esse azul


    2. Pedro

      Será que passaram pra voces onde encontrar este azul ? quero pintar meu gol desta cor. Se alguém descobriu me passe por favor. Obrigado


    3. deilton

      esse azul é muito lindo poderia me passar a montadora e o código desse azul


    4. marcos

      boa noite !!!1poderia me passar o codigo e a montadora dessa tinta da foto acima q seria esse azul , esse azul é pu??? obrigado


    5. carla

      poderia me passar o codigo e a montadora dessa tinta da foto acima q seria esse azul



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