Tintas e Revestimentos

Tintas – Uso de madeira na construção pede mais proteção e acabamento

Antonio C. Santomauro
16 de abril de 2012
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    Por sua vez, a Thor atua no mercado da proteção da madeira basicamente pelo fornecimento do ativo IPBC, fungicida passível de utilização tanto na preservação quanto em formulações de tintas e vernizes para acabamento de madeira. “A forma como nossos produtos são apresentados ao mercado é que nos difere da concorrência, pois é baseada na tecnologia Advanced Micro Matrix Embedding”, destaca Ridnei Brenna, diretor-geral da Thor Brasil. “Trata-se de um método de produção de fungicidas e algicidas por encapsulamento de ativos em microcápsulas que promovem benefícios técnicos e menores riscos relacionados à utilização de biocidas em formulação de tintas e vernizes, principalmente em base água”, descreve.

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    Brenna: microencapsulamento aproveita melhor os biocidas

    “Verdes e impregnados” – Este ano, a Montana deve registrar incremento de negócios similar àquele previsto para o PIB do país: algo entre 4% e 5%, estima Rafael Ferreira, gerente de marketing e comunicação da empresa. Para ele, pode haver crescimento de negócios até mesmo na indústria moveleira, especialmente naquela focada nos consumidores de alto padrão, e no mobiliário para escritórios. “Um móvel de madeira é personalizado. Em Milão, cidade italiana que puxa as tendências nessa indústria, percebe-se a tendência de uso maior de madeira em móveis”, justifica Ferreira. “Mas os negócios crescem especialmente na construção civil e nas madeireiras fornecedoras do agribusiness”, complementa.

    No caso de produtos destinados ao agribusiness e também à proteção de postes, parecem ainda predominar soluções bastante tradicionais, como aquelas à base de CCA (arseniato de cobre cromatado), aplicadas por sistemas de vácuo-pressão. Na Montana, esse produto é comercializado com a marca Osmose K33: “Ele possui alto poder de fixação e protege a madeira dos ataques de organismos xilófogos (deterioradores da madeira), como insetos, fungos apodrecedores e perfuradores marinhos, e a madeira tratada com ele é utilizada em segmentos como construção civil, rural, marítimo-fluvial, transportes, eletrificação, telefonia e indústrias”, detalha Macedo.

    Para ele, em diversos segmentos haverá uso mais intenso de produtos capazes de associar a proteção conferida por um revestimento – geralmente, contra intempéries e outros fatores ambientais –, com uma impregnação pela qual o substrato é resguardado também da ação de outros agressores, como os fungos. Nesse quesito, destaca-se o stain, já muito empregado na proteção de portas, janelas, vigas, estruturas roliças para construções e decks. “O stain tem vantagem também na manutenção: para haver maior aderência, o verniz e a tinta velhos precisam ser removidos antes da manutenção, e com o stain basta uma limpeza”, compara Macedo.

    Segundo ele, o stain Osmocolor, da Montana, também confere efeito decorativo, pois possui dezenove cores diferentes. E é registrado como stain preservativo no Ibama (registro necessário para os produtos preservativos da madeira). “O Osmocolor protege a madeira das intempéries, possui fungicida, filtro solar e resinas hidrorrepelentes”, destaca.

    Na Renner Sayerlack, alguns produtos – tanto base água quanto base solvente – têm entre seus diferenciais a combinação de ultrabloqueador, triplo filtro solar e uma tecnologia exclusiva de proteção antibacteriana denominada Microban.

    Recentemente, a Renner Sayerlack lançou o stain Polisten Acqua (versão base água de um produto antes comercializado apenas com solventes). “Ele é indicado para uso em áreas internas e externas, como decks, e tem durabilidade garantida de três anos”, destaca Campos.

    Ele considera “bastante razoável” a obtenção, no decorrer deste ano, de um crescimento entre 6% e 8% nos negócios da sua empresa. “Por ser ela a única matéria-prima realmente renovável, pela sua facilidade de uso e pela durabilidade e beleza que confere aos diversos projetos, deve crescer substancialmente nos próximos anos o uso de madeira na construção civil”, avalia o gerente da Renner Sayerlack.

    Para ele, também crescerá muito o uso de madeira certificada, originária de áreas de replantio sustentável; e essa demanda deverá ser acompanhada por produtos de proteção e acabamento capazes de aliar alta performance ao cuidado com o meio ambiente. “Os produtos base água têm respondido a essa necessidade”, especifica Campos.

    Como explicou, é possível formular tintas e vernizes base água com resinas especiais usadas habitualmente pela indústria: acrílicas, alquídicas, poliuretânicas, melamínicas e mesmo as fotocuráveis, desde que essas resinas também sejam solúveis em água, neste caso, apre-sentadas na forma de soluções, emulsões ou dispersões, dependendo do processo produtivo. “Os produtos base água têm resistência química, física e durabilidade similares ou até melhores, porém o único limitante que ainda encontramos é a obtenção de alto brilho, como obtemos com produtos base solvente”, avaliou.

     

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