Tintas: Tintas imobiliárias recuperam vendas

Indústria inicia 2005 com cautela, justificada pelo ainda baixo poder aquisitivo dos consumidores e pela alta mundial dos insumos

Química e Derivados: Tintas: abre_tintas. ©QDA venda de tintas imobiliárias deu sinais de recuperação, principalmente a partir do segundo semestre de 2004, acompanhando o desempenho da economia nacional. A recomposição, ainda que tímida, do poder aquisitivo da população brasileira não foi suficiente para animar completamente os fabricantes: os preços dos insumos consumidos pelo setor dispararam e ainda não foi possível repassar totalmente seu impacto na matriz de custos, comprimindo margens em toda a cadeia de produção e comércio.

Na parte química, o crescimento da demanda mundial por ácido acrílico e acrilatos provocou elevação de preços e a escassez desses insumos, que se tornaram muito requisitados na linha imobiliária, considerados uma evolução tecnológica sobre os látices vinílicos, mais conhecidos. Ao mesmo tempo, durante 2004 houve problemas mundiais de suprimento de monômero de estireno, depois de alguns anos de baixas consistentes de cotações. Isso significou uma dupla punição para os solicitados produtos obtidos por modificação de resinas acrílicas com estireno. Também o principal agente opacificante e pigmento branco do setor, o dióxido de titânio, apresentou-se mais caro e raro durante o ano, por conta de um desbalanceamento mundial de oferta para uma demanda ampliada de forma rápida e inesperada (ver QD431). A corrida para cima dos preços do petróleo, que pularam de US$ 30 para US$ 50, para fechar o ano perto de US$ 40 por barril atingiu em cheio a produção de solventes, reajustando as cotações até o limite suportável pelo mercado (idem).

Do lado metalúrgico, a demanda chinesa desencadeou alta de preços do aço laminado, principal insumo para embalagem de tintas imobiliárias. Já se espera para fevereiro deste ano um novo aumento, da ordem de 20%, do produto siderúrgico. A alternativa dos baldes plásticos não ofereceu refresco: subiram até mais do que as cotações do petróleo. É preciso ainda somar as despesas de transporte de produtos, cada vez mais encarecidas pelas deficiências notórias da infraestrutura nacional (ver QD429), sem esquecer o aumento dos custos de seguro de cargas.

Química e Derivados: Tintas: Ferreira - juros e impostos muito altos brecam a construção civil. ©QD Foto - Cuca Jorge
Ferreira – juros e impostos muito altos brecam a construção civil.

“Houve uma recuperação de vendas em 2004, mas a rentabilidade segue baixa, porque os custos subiram muito”, avaliou Dilson Ferreira, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). As estatísticas da entidade indicam ter havido um crescimento de vendas de 6,2% em volume físico e de 14% em faturamento neste ano. “Além disso, é preciso salientar que 2002 e 2003 foram anos muito ruins.”

Embora com números diferentes, Roberto Ferraioulo, diretor-presidente do Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp), concorda com a explicação. “O mercado brasileiro total de tintas e vernizes crescerá aproximadamente 4,5% neste ano, acompanhando o PIB, e não foi melhor porque o poder aquisitivo da população é baixo e os insumos consumidos pela cadeia de produção sofreram aumentos expressivos de preços”, afirmou.

Responsável por 60% das vendas do setor, o segmento de tintas imobiliárias teve desempenho razoável, crescendo por volta de 6% em volume físico, depois de ter perdido 1,5% em volume em 2003. “A construção civil deveria receber tratamento diferenciado por parte do governo federal, pelos seus efeitos sociais”, defendeu Ferraioulo. A redução do déficit habitacional representa melhor qualidade de vida para os cidadãos, principalmente de baixa renda, reduzindo a incidência de doenças. Além disso, abre postos de trabalho para todos os níveis de escolaridade, principalmente os menos qualificados, irrigando a economia com um fluxo grande de dinheiro, revertido em consumo. “O déficit de habitações chega a 7 milhões de unidades”, comentou.

O efeito multiplicador desse setor empresarial também é gritante. “Quando alguém tem uma casa nova, ele compra móveis, eletrodomésticos e usa mais os meios de transporte individual ou coletivo; tudo isso consome tintas”, afirmou Ferraioulo. Falta aos investidores contar com uma política industrial na área de construção, incluindo juros diferenciados e até uma revisão tributária coerente. “Seria preciso introduzir essas reformas logo, mas não há previsão que saia nada até 2006”, desanimou.

“Carros populares contam com redução do Imposto sobre Produção Industrial (IPI), mas os itens usados para construções populares não têm, por quê?”, questiona Dilson Ferreira. A incidência de tributos inibe o consumo, tanto ou mais do que a taxa de juros e é capaz de afugentar a procura por financiamentos imobiliários. “Os juros elevados que temos no País tornam impraticáveis os financiamentos de longo prazo, além de canalizar os recursos disponíveis junto a investidores para aplicações no mercado financeiro”, lamentou.

Essas condições locais, somadas às incertezas mundiais quanto ao preço dos derivados de petróleo e do impacto da desvalorização do dólar americano, sem mencionar a provável desvalorização das commodities exportadas pelo Brasil, desestimulam os líderes setoriais a projetar aumentos de vendas superiores a 5% para o próximo ano.

A título de alento, cabe mencionar a alteração nas regras de financiamento para imóveis em construção que aumentam a confiança entre compradores e empreendedores. Esses mecanismos facilitaram a tomada do imóvel do mutuário inadimplente, mas também passaram a exigir que os construtores reservassem bens em valor suficiente para garantir a conclusão da obra, o chamado patrimônio de afetação. Além disso, o volume de recursos do FGTS para construção civil será majorado em 2005 para R$ 11,2 bilhões (sendo R$ 9 bilhões para habitação e o restante dividido entre saneamento básico e transportes), contra R$ 8 bilhões em 2004, além de outros R$ 12 bilhões a serem alocados por bancos privados. “O Sinduscon [Sindicato da Construção Civil] anunciou a elevação de 6,8% dos negócios daquele setor no Estado de São Paulo em 2004”, afirmou o presidente da Abrafati.

Fora das linhas imobiliárias, as tintas para produtos industriais tiveram bom resultado em 2004, puxados pela demanda automobilística e de autopeças, cuja cadeia produtiva também é longa e impacto positivamente a economia. “A indústria local de auto-veículos deve superar o recorde de 2 milhões de unidades vendidas registrado em 1997, contando com expressiva participação de exportações”, afirmou Ferraioulo. Para os fabricantes de tintas, as linhas automotivas poderiam ter alcançado resultado ainda melhor. “Parte das vendas ao exterior é feita no sistema CKD [vendas de partes e peças, para montagem posterior], no qual a pintura final é feita no destino”, explicou Ferreira.

A previsão para os próximos anos conta com ingrediente recente, porém com potencial para desandar o bolo. “As diferenças entre países ocidentais com os asiáticos, em câmbio, custo do trabalho e outros, justificam a adoção de regras eficazes para garantir benefícios recíprocos no comércio internacional”, ponderou Ferraioulo. “A China não é uma economia de mercado; o reconhecimento dessa situação pelo governo brasileiro foi um equívoco que pode ter conseqüências graves nas linhas de produtos manufaturados nas quais ainda temos alguma competitividade”, criticou, salientando que qualquer redução nos fluxos de exportações compromete o crescimento nacional.

Mercado em adaptação – O mercado de tintas imobiliárias vive em permanente processo de adequação ao bolso dos consumidores finais. Depois de ter cristalizado durante décadas um perfil de demanda suportado pelas tintas de alto valor, esse segmento foi chacoalhado pelos efeitos do Plano Real, iniciado em 1992. A queda da inflação e o conseqüente aumento brusco de poder aquisitivo das faixas mais baixas de renda no País trouxeram um exército de novos consumidores para as tintas. Esse mercado foi direcionado para produtos de baixo valor, cuja participação tornou-se crescente.

Nos últimos anos, a procura por tintas imobiliárias mais sofisticadas se manteve, apesar da redução da massa salarial, tanto por desemprego, quanto pelo encolhimento da remuneração. A classe média aderiu às tintas mais em conta, sufocada pela alta carga tributária e pelo aumento dos custos de bens e serviços que consome.

“A tendência é usar tintas de menos preço, porém com qualidade”, afirmou Ferraioulo. “Isso constitui um problema para o setor, mas também uma oportunidade interessante de negócio.” Ele aponta o crescimento de fabricantes de tintas regionalizados, no interior de São Paulo, em Santa Catarina (Pólo de Criciúma, ver QD425) e também no Nordeste como exemplos de aproveitamento dessas oportunidades. “Esses mercados são condicionados pela possibilidade de desenvolvimento econômico local; se a economia do lugar cresce, por qualquer motivo, configura-se a oportunidade para a produção de tintas”, explicou.

Segundo comentou, há disponibilidade de insumos a preços competitivos para quem quiser comprar. E os fornecedores desses itens também oferecem fórmulas prontas para fabricar as tintas imobiliárias mais comuns e, de quebra, ainda dão assistência técnica. Como o custo de transportar tintas a longas distâncias é alto, o produtor regional dispõe de uma proteção natural. “O pequeno produtor de tintas ou se regionaliza, ou se dedica a nichos de mercado específicos”, recomendou.

Ferreira, da Abrafati, concorda que os produtores regionais tenham vantagem no custo logístico e que sua estrutura de produção apresente baixos custos fixos. “Porém, essa alternativa já está saturada, já chegou ao limite de crescimento possível no Brasil”, discordou. Os grandes fabricantes detêm a maior fatia das vendas porque obtêm ganhos com produção em alta escala, geralmente ficam próximos dos grandes mercados consumidores, são mais conhecidos pelos consumidores, tendo longa tradição de mercado, contam com apelo promocional por meio de publicidade e marketing (só em 2004, foram investidos nisso mais de R$ 100 milhões pelo setor) e apresentam lançamentos de linhas novas de tintas, incluindo produtos diferenciados. “Um pequeno fabricante regional precisa conceder margem de lucro maior para o lojista, ou seja, seu custo de venda não é muito baixo”, comentou.

O maior temor da Abrafati consiste no fato de a proliferação de produtores estimule a informalidade. “Enquanto o produtor disputa o mercado pagando impostos e oferecendo produtos de alguma qualidade, tudo bem, é uma concorrência leal”, disse. “Mas já estimamos em 20% as vendas informais no setor, uma forma de concorrência desleal.”

Química e Derivados: Tintas: Ferraioulo - tinta econômica é problema e oportunidade. ©QD Foto - Cuca Jorge
Ferraioulo – tinta econômica é problema e oportunidade.

Depressão no topo – O mau desempenho da economia nacional desde 2000 conduziu a um processo de empobrecimento do mix de produtos da indústria de tintas. “As linhas econômicas passaram a vender muito mais, mas essa tendência está em fase de reversão, com a elevação do PIB”, afirmou Ferreira. Citando estatísticas apresentadas no Congresso Internacional de Tintas de 2001, o dirigente setorial salientou que as tintas econômicas e intermediárias teriam ampliado sua participação de mercado na linha imobiliária de 32% para 53%, deixando apenas 47% para as de maior valor agregado. Segundo ele, depois do levantamento, essa participação sofreu estabilização e, agora, tende a reverter-se.

A explicação se encontra nas tintas de baixíssima qualidade, com desempenho insuficiente para atender às quatro normas da ABNT que se aplicam às tintas imobiliárias para fins não-industriais de cores claras. A norma NBR 15079 dá as especificações técnicas, cujos ensaios verificadores se encontram descritos em outras três normas oficiais, versando sobre poder de cobertura seca e úmida minimamente aceitáveis para uma tinta, além de outras características, como lavabilidade. “Quando esse percentual de produtos for eliminado do mercado, garantindo-se a satisfação dos consumidores com o produto tinta, a reversão de tendência será alcançada”, comentou.

Ferraioulo acredita que a participação das tintas abaixo da qualidade mínima aceitável seja muito reduzido, inferior a 8% do mercado, portanto incapazes de reverter o perfil de demanda por tintas. No entanto, essa reversão poderá acontecer espontaneamente, caso o poder aquisitivo da população, em especial da classe média, se recupere. “O achatamento do poder de compra da classe média se reflete diretamente no tipo de tinta que é consumido, tendo deprimido até os preços dos produtos de topo de linha”, disse.

Aos preços atuais, o presidente do Sitivesp divide o mercado em duas faixas: a dos produtos ditos “populares”, com limite inferior de R$ 40 a R$ 45 por lata de 18 litros, e limite superior por volta de R$ 80 a R$ 85. A faixa superior parte de R$ 95 a R$ 99 até a média superior de R$ 150. “Os produtos abaixo do mínimo da faixa popular certamente não podem ser considerados como tinta e quem aceita essa qualidade não deveria ser nem considerado como mercado-alvo do setor”, afirmou.

Para ele, os fabricantes de tintas empreenderam notável esforço para oferecer ao mercado tintas com preço compatível com o potencial econômico dos clientes. Em meio a recessão dos últimos anos, os consumidores tornaram-se inseguros quanto à possibilidade de manter seu padrão de vida e optaram por consumir itens mais em conta. O impacto foi sentido até na faixa superior de produtos. “Antes, uma tinta superior custava 1,5 salário mínimo, agora, fica perto de 60% desse referencial”, comentou.

A adaptação aos novos tempos foi conseguida, em geral, pelo lançamento de produtos de qualidade e preço intermediários, em vez de promover a reformulação de itens já consagrados. Ante a uma possível e bem-vinda recuperação econômica, ele salienta que o potencial de crescimento dos produtos da faixa superior de preço, itens de alto valor agregado, tende a superar as demais.

Coerente com seus princípios de entidade sindical instituída pelo regime da CLT, o Sitivesp divulgou a todos os seus associados o teor integral das normas técnicas de qualidade de tintas, avisando aos fabricantes que a adesão ao programa de qualidade é voluntária, devendo ser fruto da decisão individual de cada empresa. Caso seja acionada judicialmente por algum consumidor, a indústria deverá providenciar os ensaios de contraprovas do mesmo lote, segundo os critérios das normas, de modo a comprovar a qualidade do produto em questão. “É o que prevê o Código de Defesa do Consumidor no tocante à inversão do ônus probatório”, explicou.

O aumento da demanda por produtos menos sofisticados se deve a uma circunstância de mercado, segundo Ferreira. Esse produtos formam uma opção razoável para quem não deseja pagar pelas linhas mais nobres, mas deve estar consciente que a pintura terá menor durabilidade, não apresentará efeitos visuais, não será semibrilho, nem fosca (exigiria a incorporação de fosqueantes, como a sílica), porém cobrirá bem a parede com poucas demãos.

Química e Derivados: Tintas: untitled-1. ©QD
Evolução da indústria de tintas no Brasil.

Quando menciona a qualidade da tinta, Ferreira não se refere à resina com a qual é produzida, seja ela acrílica, vinílica ou modificada. “A resina é um dos muitos componentes da tinta”, explicou. “É possível formular uma tinta PVA de altíssima qualidade, por exemplo.” Ao mesmo tempo, ele salienta não terem os fabricantes alterado as formulações dos produtos usuais para reduzir custos, preferindo diversificar o portfólio.

Quanto ao suprimento de insumos, ele ainda não identifica a escassez de nenhum item, embora admita que o setor teve dificuldades com o monômero de estireno, cujos preços dispararam neste ano principalmente pela dificuldade na oferta de benzeno, pois o aromático voltou a ser direcionado à gasolina automotiva norte-americana como melhorador de octanagem, em face da proibição do uso de MTBE. Também o ácido acrílico está com oferta curta e preços elevados, o mesmo se repetindo com o dióxido de titânio (25% mais caro em moeda forte apenas em 2004). “Os mercados seguem apertados, mas ainda não houve falta de nenhum item”, informou. A pressão nos custos deve continuar em 2005.

A aprovação das normas técnicas aplicadas ao setor estimulou o Programa Setorial da Qualidade – Tintas Imobiliárias, ao permitir a certificação das primeiras tintas participantes. “Com as normas oficiais e o processo de certificação, será possível eliminar as tintas de baixíssima qualidade do mercado”, afirmou Ferreira. Segundo informou, o programa foi bem aceito pela Associação dos Revendedores de Tintas do Estado de São Paulo (Artesp), que o recomenda aos associados.

A participação das revendas é fundamental. “O comércio varejista de tintas responde pela comercialização de 85% das tintas imobiliárias no Brasil”, comentou Ferreira, ressaltando o fato de 65% do mercado dessas tintas ser direcionado à repintura de edificações . O presidente da Abrafati afirma que, a partir dessa adesão, tornar-se-á cada vez mais raro encontrar as “pseudotintas” nas prateleiras das lojas especializadas e nas grandes cadeias varejistas, como hipermercados.

Química e Derivados: Tintas: Evolução da indústria de tintas no Brasil. ©QD
Evolução da indústria de tintas no Brasil.

Congresso e Exposição atualizam setor

Entre 14 e 16 de setembro de 2005, o ITMExpo, situado no bairro do Jaguaré, em São Paulo, abrigará o Congresso Internacional de Tintas e a Exposição Internacional de Fornecedores para Tintas, realizados pela nona vez, agora consolidando o nome da entidade promotora, intitulando-se Abrafati 2005. Cerca de 120 expositores e dezenas de trabalhos técnico-científicos, estes devidamente selecionados, atrairão a atenção de público especializado.

Segundo Dilson Ferreira, presidente da Abrafati, mais de 90% do espaço físico da exposição, 19 mil m², foi vendido no coquetel de lançamento realizado em outubro deste ano. “Isso enfatiza a confiança das indústrias no desenvolvimento do País”, afirmou.

A Abrafati 2005 contará com o mesmo formato da última promoção, em 2003. Poucas alterações estão previstas, apenas voltadas para aprimorar alguns aspectos organizacionais. De novidade, mesmo, Ferreira anunciou a abertura de espaço nas palestras para contribuições de especialistas indicados por duas associações setoriais congêneres de outros países. A Federation of Societies for Coatings Techonology – FSCT, dos EUA, organizadora do Paint Show, confirmou presença e enviará um palestrante de peso. Outra entidade foi convidada, a Sociedad Argentina de Tecnólogos em Recubrimientos – Sater, da Argentina, mas ainda se aguarda sua resposta definitiva. “Queremos estreitar laços com outras entidades internacionais, visando a troca de experiências e conhecimento”, explicou o dirigente. A Abrafati tem participado de promoções no exterior, em algumas até como palestrante.

Embora números finais dos anos anteriores confirmem o sucesso das realizações, Ferreira salienta ser necessário mudar a abordagem para analisar o resultado de uma exposição e congresso já consagrados. “Fizemos uma pesquisa de satisfação de visitantes e de expositores quanto ao formato e à importância desses encontros, e o resultado foi muito favorável”, explicou. Para ele, vale mais contar com a presença de menor número de visitantes, porém altamente qualificados, como técnicos especializados e profissionais de alta gerência, do que afogar o recinto com um fluxo gigante de visitantes pouco relacionados com o tema.

Em 2003, foi notável a grande participação de expositores e visitantes internacionais da Ásia, Américas e Europa. Para o próximo ano, essa participação será ainda mais ampla, dado o interesse manifesto inclusive por indústrias chinesas e indianas.

O diretor-técnico da Abrafati, Jorge Fazenda, comentou que a temática dos trabalhos enviados para o congresso dos anos anteriores é muito diversificada, porém se destacam os aspectos relacionados ao meio ambiente e à saúde ocupacional. “É claro que esses temas também envolvem a revisão de itens de formulação das tintas, como o uso de altos sólidos, por exemplo”, afirmou. Para este ano, ele não espera mudança no enfoque.

Os interessados em apresentar trabalhos técnicos ou científicos aplicados ao setor devem submeter os resumos ao Comitê Científico do Congresso, enviando-os até o dia 30 de março próximo. As regras para redação e apresentação podem ser encontradas no site: www.abrafati.com.br.

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