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Química

Tintas – Setor de embalagens prepara as máquinas para aproveitar o boom imobiliário e automotivo

Hilton Libos
24 de maio de 2010
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    “Esse conjunto de avanços tecnológicos transformou a embalagem metálica em um bem ambientalmente aceitável, trazendo inerentemente uma redução de custos na cadeia de produção da Prada”, explicou. “Inovação e modernização são os parâmetros para estabelecer o melhor relacionamento com o consumidor final e, ao mesmo tempo, alcançar maiores valores para os produtos envasados”, recomendou o diretor de tecnologia da Metalúrgica Prada.

    Química e Derivados, Valdeir Giorgini, Diretor de tecnologia e inovação da Companhia Metalúrgica Prada, Tintas - Setor de embalagens prepara as máquinas para aproveitar o boom imobiliário e automotivo

    Giorgini: fábrica recebeu investimentos para acelerar produção de embalagens modernas

    Inovação x prestígio internacional – Em julho de 2009, enquanto a fiscalização do transporte das tintas à base de solvente estava sendo reforçada no Brasil, o presidente da Brasilata, Antônio Carlos Teixeira Álvares, es­tava no Japão, considerado o mais importante e exigente mercado de latas quadradas de 18 litros para tintas. Teixeira Álvares deixou a plateia de empresários perplexa ao demonstrar a inovação que a Brasilata apresentava: uma embalagem padrão de 18 litros capaz de resistir às pressões internas elevadas e choques externos consideráveis. Um feito que incluiu o aumento da resistência da embalagem reduzindo 10% no peso do aço (de 0,34 mm do corpo para 0,30 mm; e fundos, de 0,34 mm para 0,32 mm), proporcionando ao mesmo tempo uma economia de aproximadamente 10% da matéria-prima básica. A tecnologia dessa nova lata de 18 litros, patenteada pela Brasilata, foi pesquisada e desenvolvida pela indústria em colaboração com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), exatamente sob a premissa básica de encontrar uma solução inovadora capaz de agregar valor e conferir maior margem de segurança às embalagens de tintas.

    “Dos estudos e ensaios em colaboração com a UFRGS, conseguimos chegar a uma lata que após o impacto de quina a 1,2 m de altura se deforma, mas não permite o vazamento de seu conteúdo”, explicou o diretor-presidente da Brasilata. Ele está negociando o licenciamento de sua inovação no exterior, pois ela atende às normas da Organização das Nações Unidas (ONU) que exigem uma série de testes de resistência, entre eles a queda de uma altura de 1,20 m sem derramar o conteúdo.

    Na parceria que a Brasilata firmou com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul para o desenvolvimento da inovação, um software de simulação com base em elementos finitos não-lineares foi usado para analisar a disparidade das alternativas em caso de queda, de modo particular sob condição mais crítica, quando a lata cai de quina e vaza.

    Fundamentado no prin­cípio de absorção de choques, o corpo técnico da Brasilata optou por alternativas inovadoras, arriscando-se por caminhos contrários à solução convencional de aumentar a espessura da folha de aço para reforçar o corpo da lata. Em vez disso, decidiu-se pela aplicação de frisos deformados para melhor absorver a energia da queda. Os pontos fracos da lata – as recravações, enganchamentos do corpo com o fundo e o anel – ficaram protegidos.

    Nos ensaios, definiu-se a localização, a quantidade e o perfil ótimo para os frisos em formato de dente de serra, de tal forma que possibilitassem a deformação da embalagem sem ruptura e vazamento ao cair da altura de 1,20 m. Antônio Carlos Teixeira Álvares avalia que a solução pioneira encontrada pela Brasilata é condizente com as medidas de contenção econômica nos tempos de crise, pois a lata de 18 litros padrão UN (United Nations) além de ser resistente descarta a tripla recravação que pede equipamentos especiais. Esse juízo sobre o resultado da experiência Brasilata com a lata 18 litros UN para produtos perigosos foi ratificado internacionalmente, como atesta o prêmio Cans of the Year, recebido em 2009 pela Brasilata no emirado árabe de Dubai.

    Em síntese, segundo a análise geral de Teixeira Álvares, todos os elos da corrente do mercado de tintas devem se conscientizar de todos os detalhes ao distribuir, transportar e manusear os produtos adequadamente para evitar acidentes. No caso dos fabricantes de tintas, que estão acostumados a receber produtos perigosos como solventes, agora a prioridade deverá ser o tratamento de seu produto final com o mesmo grau de cuidados.

    O Instituto de Pesquisas Tec­no­lógicas (IPT) oferece a colaboração com os empresários com esclarecimentos sobre a legislação – desde a classificação dos produtos, insumos utilizados nas embalagens, ensaios de desempenho até o projeto de transporte da embalagem de produtos perigosos. Esse serviço tem um custo que varia conforme o conjunto de ensaios que são necessários em cada caso. O fabricante poderá enviar a sua consulta para o e-mail: embalab@ipt.br.



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    Um Comentário


    1. ernani carlos fernandes

      tenho industria de tintas e estou interessado em mudar latas metalicas para plastico



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