Química

Tintas – Setor de embalagens prepara as máquinas para aproveitar o boom imobiliário e automotivo

Hilton Libos
24 de maio de 2010
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    Química e Derivados, Antônio Carlos Teixeira Álvares, Presidente da Brasilata, Tintas - Setor de embalagens prepara as máquinas para aproveitar o boom imobiliário e automotivo

    Teixeira: mais resistência com economia de aço

    Diante dos benefícios, qualidades e vantagens defendidos pelos fabricantes de embalagens plásticas, o diretor de tecnologia e inovação da Companhia Metalúrgica Prada, Valdeir Giorgini, compara os materiais e resume a embalagem metálica como naturalmente proprietária de qualidades mais coerentes com o atendimento aos apelos de sustentabilidade. “O aço só perde alguma coisa para o plástico na translucidez, porque o que é “envazável” na lata tem vida mais longa, resistência, durabilidade”, explicou.

    Resistência x segurança – Outra equivalência entre os dois materiais, segundo o diretor da Prada: o aço alcançou possibilidades ilimitadas de formas como o plástico, pode-se desenhar embalagens ovais ou triangulares e, assim, com simples recursos de ferramentaria se consegue satisfazer às exigências dos consumidores intermediários e finais. “Obviamente, mais resistentes”, frisou Giorgini. Foi esse nível de exigência de um design diferenciado que levou os fabricantes de embalagens de aço, equipamentos e beneficiamento de matérias-primas a romper com as barreiras de limitações impostas nos esforços mecânicos de conformação. A orientação de investimentos em novas tecnologias para aumentar a velocidade nos processos de produção, reduzir custos e produzir embalagens mais resistentes com chapas de aço menos espessas valoriza a segurança, somada à competitividade dos produtos. Giorgini informa que a Companhia Metalúrgica Prada atualmente tem condições de transformar 50 mil toneladas de aço em embalagem por ano, com uma linha diversificada de produtos para o setor químico que abrange desde embalagens para tintas, solventes, lubrificantes, graxas e até latas de aerossol. A Prada é fornecedora de embalagens metálicas para tintas, vernizes e solventes dos maiores fabricantes nacionais de tintas.

    Química e Derivados, Paulo Bernardes Silva, Gerente regional de vendas, Tintas - Setor de embalagens prepara as máquinas para aproveitar o boom imobiliário e automotivo

    Bernardes Silva: plástico permite ganho ambiental

    Há sessenta anos no mercado, a Prada lançou mais de cem modalidades de embalagens para o parque industrial químico de tintas e vernizes, alimentos e óleo vegetal, fabricadas em sua área industrial de 65 mil metros quadrados em Santo Amaro. Recentemente a Prada lançou a lata de 18 litros com frisos verticais para tintas que passou pelo processo de homologação, exigido pelas normas do transporte de produtos perigosos. As embalagens homologadas são mais convenientes porque são mais seguras e permitem obter vantagem econômica na redução dos prêmios de seguros. A nova lata de 18 litros da Prada com frisos verticais para tintas e outros produtos foi definida como fácil de transportar, empilhar e ainda manter as particularidades gráficas do rótulo – detalhe capital para influenciar na decisão do consumidor final, no ponto de venda. Os frisos verticais aumentaram a resistência mecânica da embalagem, eliminando a tendência de “embarrigamento” das embalagens para produtos mais densos, como massas e texturas.

    “Nos últimos anos, o foco da pesquisa se voltou para o desenvolvimento tecnológico da liga do aço com equipamentos de múltipla função. Os limites foram superados de tal maneira que as embalagens de aço hoje podem ser personalizadas e rejuvenescidas, valorizando a marca e o produto envasado”, afirmou Giorgini, esclarecendo ainda que os insumos comprometedores da embalagem de aço em relação aos aspectos ambientais já foram extintos da linha de produção. “Tudo o que as latas tinham de possíveis contaminantes foi eliminado”, acentuou Giorgini.

    Os impactos ambientais começaram a ser reduzidos com as linhas de produção na própria fábrica, dotadas de incineradores que eliminam 99,96% da emissão de poluentes. Vernizes com alto teor de sólidos reduziram ao mínimo o uso de solventes orgânicos. As soldas de chumbo com estanho também foram aposentadas. Esse antigo processo de soldagem foi substituído pela solda eletrônica, usando apenas um tênue fio de cobre como condutor da corrente. Os pigmentos contendo metais pesados nas tintas e esmaltes para o revestimento externo das latas também foram suprimidos, atendendo às determinações dos organismos de controle sanitário. Os procedimentos de secagem por reação química com naftenatos de chumbo-cobalto também foram substituídos no processo de produção: a aplicação de tinta UV no acabamento tornou todo o processo mais limpo, oferecendo uma economia de combustível derivado do petróleo.



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    Um Comentário


    1. ernani carlos fernandes

      tenho industria de tintas e estou interessado em mudar latas metalicas para plastico



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