Tintas e Revestimentos: Resinas inovam para agregar funcionalidades

Como fatores para impulsionar o mercado, ele apontou a sustentabilidade e a funcionalidade dos produtos. “Já em 2013, deveremos ter uma norma para limitar a emissão de VOC em tintas imobiliárias, isso vai mexer com o mercado”, salientou. As linhas industriais acabarão seguindo esse paradigma. Nas funcionalidades, “a ideia é melhorar a vida dos consumidores finais”, explicou.

A Reichhold oferece para aplicações imobiliárias a sua linha Beckosol Acqua de resinas alquídicas de baixo VOC e fabricadas com materiais de origem natural renovável, indicadas para a produção de esmaltes sintéticos. A linha utiliza insumos como óleos vegetais e glicerina, dependendo de cada caso, sempre com base aquosa, totalmente isenta de VOC.

“Temos também a linha de altos sólidos alquídicos Beckosol, com média de 80% de sólidos, ou seja, com baixíssimo teor de solventes orgânicos”, considerou André Oliveira. Formuladores de tintas que operam com esse tipo de resina em alta concentração têm mais flexibilidade para desenvolver produtos. Mesmo assim, Oliveira informa que a Reichhold ainda mantém a fabricação de resinas com 50% de sólidos, porém restrita a clientes específicos. “A tendência é usar maior teor de sólidos ou base água”, confirmou.

Embora a linha de acrílicos não seja o core business da companhia, a Reichhold fornece alguns itens de alta qualidade. Além disso, mantém a linha Arolon, lançada há três anos, de acrílicos modificados de alta dureza em base aquosa, indicados para esmaltes. Essas resinas podem ser usadas para fazer tintas para madeira, metais e aço-carbono, disputando espaço com produtos de base solvente.

A Reichhold mantém em Mogi das Cruzes-SP um centro de tecnologia capaz de atender às solicitações de clientes. “Oferecemos soluções completas, entregando opções de formulação prontas, com as resinas que desenvolvemos”, explicou. Segundo Oliveira, muitas vezes os clientes aceitam as sugestões ou as usam como orientação para as suas próprias formulações. “O setor decorativo imobiliário é o que nos demanda mais desenvolvimentos”, comentou. Segundo ele, a resina influencia mais no brilho e na resistência mecânica da película e menos na redução do dióxido de titânio (opacificantes) consumido. “Resina não faz milagres”, observou.

As inovações da Basf estão ligadas à ideia de limpeza das superfícies pintadas. “O Col.9 DS 1200 X, por exemplo, é uma nanodispersão que alia as características de uma dispersão acrílica com um material inorgânico (sílica) e, com ela, é possível formular tintas para exteriores que deixarão evidentes o aspecto de limpeza e a aparência de pintura nova por muito mais tempo”, explicou Qualiotto.

Por sua vez, o Acronal DS 6282 X foi desenhado para tintas interiores que permitam fácil limpeza. “Esta dispersão dificulta a penetração de substâncias como vinho e café no filme de tinta seco e torna fácil a limpeza, sem que a superfície ganhe ou perca brilho por causa do atrito”, salientou.

Química e Derivados, tintas_tabela_demanda_esfriou_em_2012Automóveis novos e usados – O setor automotivo compreende duas realidades distintas: a fabricação de carros novos e o mercado de repintura da frota circulante. São dois mundos diferentes. Os fornecedores de tintas para pintura original são poucos e grandes, geralmente fabricam suas próprias resinas. Já o segmento de repintura é pulverizado e heterogêneo. Há produtores dessas tintas de todos os tamanhos e graus de qualidade, bem como em diferentes regiões geográficas. Muitos deles compram as resinas de que necessitam para formular suas tintas.

“O mercado de repintura está em fase de transformação, muitos fabricantes de tintas, geralmente os mais novos no mercado, que compravam resinas prontas, adquiriram reatores e estão produzindo-as em casa”, comentou Martins, da Evonik. Segundo ele, não se trata de mera questão de custo, mas da possibilidade de incluir alguns “segredos” na composição e diferenciar suas tintas das da concorrência.

A Evonik fornece monômeros metacrílicos para a produção de tintas automotivas originais e de repintura. “Estamos mais habituados a lidar com o segmento OEM, que demanda alta tecnologia, mas a repintura está avançando”, considerou Martins. Ele explicou que os metacrilatos entram em todas as camadas da pintura original, exceto o e-coat (tinta eletroforética de proteção anticorrosiva). A linha de produtos inclui o metil, isobutil e n-butil metacrilatos e hidroxilados, usados na composição da resina dessas tintas.

“Quanto mais a tecnologia avança, mais se usam os metacrilatos”, afirmou. Os monômeros da Evonik são produzidos nas fábricas da China, Alemanha (duas linhas) e Estados Unidos (duas) e comercializados no Brasil por venda direta a grandes clientes (Indent) ou mediante atendimento com estoque local, para volumes menores.

Página anterior 1 2 3 4 5Próxima página

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios