Tintas: PPG investe R$ 200 milhões em Sumaré-SP e Gravataí-RS

A PPG Industries, empresa global com faturamento anual da ordem de US$ 15,2 bilhões, obtido pela atuação em mais de 60 países, desenvolve um plano de investimentos no total aproximado de R$ 200 milhões no Brasil, com desembolsos iniciados no ano passado e com término em 2016.

A unidade de produção de Sumaré-SP receberá mais da metade desse montante, que também beneficiará a produção de tintas decorativas arquitetônicas, instalada em Gravataí-RS.

Foi concluído em abril o primeiro dos projetos desse investimento da PPG no Brasil: a transferência e a atualização da fábrica de tintas para embalagens (packaging), que estava instalada em Cajamar-SP.

“A instalação dessa linha de produção em Sumaré nos permitirá aproveitar sinergias internas, ganhar eficiência e reduzir custos”, explicou o gerente geral de packaging da PPG no Brasil, Rafael Torrezan.

Isso abrange compartilhar utilidades de processo, estrutura logística e atividades administrativas, bem como contar com os laboratórios e equipes técnicas do site de Sumaré.

“Embora existam no local várias fábricas de produtos diferentes, isso acelera os desenvolvimentos; temos experiência lá fora com sites múltiplos, com sucesso.”

Os equipamentos de produção já foram quase que totalmente transferidos de Cajamar para um prédio novo, com 500 m², em Sumaré.

Porém, a distribuição espacial deles seguiu critérios de lean production, com alta racionalidade.

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“Com os mesmos equipamentos, estamos produzindo 20% a mais que antes, em um único turno de produção”, informou Torrezan.

Nessas condições, a fábrica pode produzir 500 t/mês, capacidade que pode até triplicar, caso o mercado assim justifique, com a ampliação dos turnos.

Aliás, grande parte do pessoal de Cajamar foi transferida para as novas instalações. Os demais foram recolocados no mercado. O terreno da fábrica desativada foi vendido.

Para dirigir a PPG Industries no Brasil, foi contratado Carlos Olivera Santa Cruz, peruano de origem, com muitos anos de Brasil, onde comandou a subsidiária da 3M.

“Embora tintas e adesivos sejam produtos diferentes, a estrutura dos negócios é muito semelhante, com vendas diretas para grandes clientes e, em algumas linhas, uma forte participação de varejo”, comentou.

É o caso da linha decorativa, produzida em Gravataí, que usa a marca Renner (sob licença).

“É um nome muito forte nos estados da Região Sul, nos quais atuamos com essas tintas”, explicou.

Santa Cruz considera Sumaré o local ideal para o desenvolvimento das atividades da PPG.

A cidade está próxima dos mercados consumidores e conta com a presença de escolas e universidades de qualidade.

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“Isso nos permite fortalecer a área de pesquisa e desenvolvimento local, bem como aprimorar a produção e a cadeia de suprimentos”, considerou.

Ele defende que a competitividade de uma empresa depende de alcançar elevada eficiência operacional.

A nova fábrica de packaging consumiu dez meses para estruturação e implantação, contando com a coordenação da equipe de engenharia local, com suporte do grupo de engenharia global da PPG.

“Essa é uma das mais modernas fábricas da companhia em todo o mundo”, afirmou Torrezan.

As vendas para a América Latina representam cerca de 7% do faturamento da PPG, sendo o Brasil o país com maior participação regional.

A linha de produtos para embalagens é diversificada, atendendo à demanda das latinhas de aço e de alumínio usadas em refrigerantes e cervejas, alimentos (em duas ou três peças), monoblocos de alumínio, tampas e outros itens.

“A nova fábrica segue as normas atuais da Anvisa e atende à norma ISO 22000, de segurança alimentar, que passará a ser exigida em 2014. Estamos saindo na frente da concorrência e teremos vantagens com isso, certamente”, comentou o gerente geral.

A confiança no crescimento do mercado brasileiro para embalagens foi explicada por Doug S. Pegg, vice-presidente mundial de packaging coatings da PPG, presente à inauguração.

Pegg trabalhou e residiu em Sumaré há 12 anos e salientou que o mercado brasileiro de latas para refrigerantes era, na ocasião, de seis bilhões de unidades anuais.

“Hoje, são mais de 20 bilhões de unidades/ano, um crescimento brutal que prossegue; a América do Sul é um dos motores para o crescimento da PPG em embalagens”, comentou.

A unidade de Sumaré supre o mercado brasileiro e também a Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e Equador, além de atender a encomendas pontuais de outras regiões.

Torrezan comentou que a participação da PPG é forte em alimentos e líder no revestimento externo de latas de bebidas.

“O uso de monoblocos de alumínio, usados para fazer latas, tubos e embalagens para cosméticos, está em franco crescimento”, informou.

A expectativa é a de ampliar a participação das embalagens de lata para bebidas com a aproximação da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e da Olimpíada de 2016.

A companhia tem apoiado seus mais de 50 clientes no Brasil (são mais de 100 na América do Sul) para adotar formatos e tamanhos diferenciados, que exigem revestimentos inovadores e adequados.

Mais resinas – O sítio de Sumaré da PPG receberá outro grande investimento da companhia para implantar dentro de dois anos a produção própria e verticalizada de resinas para e-coating.

Essas resinas são a base das formulações das tintas eletroforéticas, que respondem pela proteção anticorrosiva das carrocerias de automóveis e caminhões, por exemplo.

“Serão fabricados produtos de alta tecnologia, nada a ver com as commodities, mais consumidas pelas tintas decorativas”, explicou Santa Cruz.

Segundo informou, os custos do Brasil são mais altos que os apresentados por outras fábricas da PPG no mundo. “Caso fôssemos mais verticalizados, teríamos custos muito próximos aos das unidades no exterior”, calculou.

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Um Comentário

  1. eu sales trabalhei no empresa de pintura com u nome metokote brasil infelizmente teve qui fechar mais durante dez ano de pintor pode acredita foi u melhor produto qui eu já trabalhei hoje eu tor preucurano emprego na minha aria mais si eu arruna pode acredita eu vou falar nem da akzo i da weg vor falar da ppj

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