Tintas e Revestimentos

Tintas: Mercado em recuperação busca pigmentos de qualidade

Hamilton Almeida
6 de julho de 2018
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    “No médio e longo prazos estamos otimistas e confiantes na capacidade de recuperação cada vez mais expressiva da economia e de todos os setores com que nos relacionamos”, sintetiza Amorim. Por isso, a IMCD investiu nos laboratórios de aplicação de coatings, plásticos e cosméticos para dar suporte técnico em pigmentos para os clientes, assim como na abertura de unidades no Uruguai, na Argentina e no Chile.

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    A crise – A alemã Lanxess conseguiu driblar a crise com os seus pigmentos inorgânicos. “2015 e 2016 foram anos muito difíceis, de recessão geral. Mas registramos um crescimento de 6% em 2016 e de 4% em 2017, com aumento de market share. No ano passado, o setor esboçou uma pequena reação, em relação aos exercícios anteriores, voltando a crescer 1,9%”. Fazendo um balanço desses últimos três anos, Ferreira julga o período como positivo.

    Nos últimos anos, os negócios de pigmentos orgânicos sofreram, segundo Heise, “uma forte retração, particularmente após 2014”. Ele calcula que a redução acumulada até 2016, superou os 22%. No ano passado, houve ainda uma pequena retração em relação a 2016, inferior a 1%, já dando sinais de estabilização. Em quantidades, a retração foi menor. De 2014 a 2016, a retração foi de aproximadamente 9% e, de 2016 para 2017, houve um aumento de 8%. Essa análise indica que ou os preços tiveram uma queda maior do que as quantidades, ou seja, produtos de maior valor foram substituídos por produtos mais baratos.

    O uso de pigmentos está diretamente ligado à economia do país. Evidentemente, com o desempenho positivo no último trimestre de 2017, o consumo de pigmentos também apresentou melhora, raciocina Uehara. “Tintas imobiliárias, tintas de impressão gráfica e o ramo de plásticos acompanharam essa tendência, porém em tintas automotivas, apesar de também haver crescimento, a tendência de cores das novas coleções (prata, cinza, preto e branco) não favorece o uso de pigmentos coloridos”.

    Caetano lembra que a maioria dos pigmentos coloridos são importados. “Com a recessão em diversos campos, houve retração das importações e do consumo destes insumos nos últimos anos. As tintas automotivas, industriais e decorativas sofreram quedas significativas neste período e, automaticamente, impactaram os negócios de pigmentos orgânicos”, argumenta.

    Para Amorim, da IMCD, a queda dos últimos anos foi estancada e o comércio de pigmentos voltou a crescer, ainda que de forma comedida, buscando acompanhar a retomada da economia e do PIB. Setores que apresentaram declínios expressivos, como o de automóveis, mostraram crescimento em 2017.

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    China – A Lanxess investiu € 70 milhões em uma planta na China que é considerada o estado da arte na produção de óxido de ferro (25 mil toneladas/ano). É de lá que provém a linha New Red, uma nova geração de pigmentos de óxido de ferro vermelho que se diferencia por um novo método de produção. Informa-se que o processo Ningbo representa um verdadeiro salto em inovação e oferece vantagens especiais em termos de sustentabilidade e qualidade de pigmento.

    Como uma extensão do consolidado portfólio Bayferrox, é a única empresa no mundo a abranger o espectro completo de vermelhos com tons amarelados destinados às tintas de alta performance e revestimentos. E além disso, pela primeira vez, com esse novo processo, é possível produzir pigmentos vermelhos em espaços de cor que antes eram inalcançáveis.

    A organização produzia pigmentos vermelhos com o processo Laux. Entretanto, o espectro de cor na faixa dos vermelhos brilhantes e amarelados era limitado. Daí o desenvolvimento de um processo inteiramente novo, que oferece vantagens significativas sobre os métodos de produção tradicionais de Penniman e Copperas para a produção de pigmentos vermelhos amarelados. A produção teve início no primeiro trimestre de 2016 na costa leste da China. “O New Red é uma inovação. Não há ninguém que tenha esse vermelho”, comemora Ferreira.

    A instalação da unidade chinesa coincidiu com o aperto da legislação ambiental naquele país, que já provocou o fechamento acelerado de indústrias ou redução das capacidades instaladas de produção de óxido de ferro em até 60%. “Em 2008, a China abrigava 80 fábricas de óxido de ferro. Hoje, há aproximadamente 30 e a tendência é de consolidação”, observa o gerente executivo de vendas. A China é líder mundial na manufatura desse insumo.



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    Um Comentário


    1. Luciano moreira da silva

      sou colorista e preparador de tintas gostaria de trabalhar



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