Tintas e Revestimentos

Tintas Marítimas – Estaleiros em plena carga mantêm pedidos em alta

Hamilton Almeida
15 de fevereiro de 2011
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    A Renner Protective Coatings tem participação ativa na área de manutenção marítima. Está presente nas obras dos módulos da Plataforma P-55, em plataformas na Bacia de Campos e Macaé, dentre outras. Também atua em obras novas, que consomem um volume significativo de tintas e revestimentos anticorrosivos, como na construção da usina de ondas. A empresa possui certificações e homologações que atendem às normas da IMO/PSPC. “Com isso, é a única fornecedora de capital 100% nacional que consegue espaço para disputar o mercado internacional de tintas para o segmento naval”, acrescenta.

    Futuro garantido – Tudo indica que a maré alta vai ter longa duração. O horizonte é “promissor pelo menos para os próximos cinco anos. A AkzoNobel/International tem atingido suas metas projetadas de crescimento e de retorno financeiro”, revela Macedo. Riva, da Renner Protective Coatings, vai além: “A previsão é de que o mercado continue em fase ascendente durante os próximos dez anos. Para 2011, pretendemos alcançar crescimento superior a dois dígitos, participando dos projetos do Promef 1, de outros armadores e de diversas obras em execução em todo o território brasileiro.” Para isso, a empresa mantém uma linha de pesquisa bastante ativa e uma equipe técnica especializada que atua em todo o Brasil.

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    Riva: até 2015 serão produzidos 49 navios por estaleiros nacionais

    Por sua vez, a Sherwin-Williams acredita tanto no “contínuo crescimento” desse setor que promete seguir investindo em equipes, treinamentos, produtos e logística. Cauteloso, Richter, da Weg, afirma que 2011 é um ano com “boas perspectivas”, afinal “os investimentos no pré-sal impulsionam o crescimento do mercado”. Obviamente, faz parte dos planos da Weg aproveitar essas oportunidades. “A grande preocupação para o período é o índice de conteúdo local, que tem gerado dúvidas nos players do mercado”, revela.

    Novos contratos também fazem parte do cotidiano da AkzoNobel. Os serviços nos navios dos estaleiros Mauá, Eisa Ilha e STX já estão sendo feitos com o sistema certificado pela IMO/PSPC para tanques de lastro, o que os deixa em conformidade com a norma IMO MSC 215 (82) PSPC e sem a necessidade de remoção do shop primer de zinco, proporcionando “aumento significativo de velocidade de processo, redução de custo de produção, além de proteger o meio ambiente, diminuindo os resíduos”.

    Para os armadores brasileiros, os benefícios desta normatização vêm em dobro, pois ampliam as condições de durabilidade para, no mínimo, quinze anos para os tanques de lastro; e a indústria naval nacional fica dispensada de importar estes revestimentos, como salienta Macedo. “Além de adquirir os produtos no mercado nacional diretamente da fábrica da International Paint no Brasil, em São Gonçalo-RJ, tanto os estaleiros como os armadores poderão contar com a confiabilidade e o pronto atendimento local, e ainda ter o apoio de uma equipe técnica qualificada para acompanhar os projetos”, comentou.

    Segundo Macedo, as empresas estão cada vez mais conscientes quan­to à diminuição da emissão de poluentes e focadas em proteger os trabalhadores. “Por isso, a demanda por produtos ecologicamente corretos tem sido cada vez maior”, afirma. Para o gerente, um dos principais desafios da AkzoNobel/International é continuar desenvolvendo produtos menos tóxicos ao ser humano e ao meio ambiente. A empresa é signatária do Coatings Care, um programa de comprometimento e responsabilidade da indústria de tintas mundial para a melhoria contínua dos aspectos relacionados ao meio ambiente, saúde e segurança. “Um bom exemplo é a iniciativa da empresa de descontinuar a fabricação de produtos à base de alcatrão de hulha desde janeiro de 2006”, lembra o gerente geral.

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    Macedo: novos polos de construção impulsionam a indústria naval

    Outro desafio da AkzoNobel/International é manter o desenvolvimento e a certificação de produtos que precisam atender à nova legislação da IMO. Assim, os navios construídos desde julho de 2008 têm o fator durabilidade sensivelmente ampliado com os novos padrões para pinturas marítimas estabelecidos pela norma IMO/PSPC. Esta norma, adotada em dezembro de 2006, estabeleceu novos padrões para pinturas marítimas, visando uma durabilidade de no mínimo quinze anos para navios acima de 500 GT (gross tonnage) e cascos duplos de graneleiros de 150 m ou mais de comprimento.

    Macedo considera que a AkzoNobel/International saiu na frente ao estabelecer um amplo programa de ensaios para testar seus produtos e esquemas de pinturas. Atualmente, possui 87 sistemas aprovados mundialmente. “Possuímos o certificado Type Approval das maiores classificadoras. É composto pelos seguintes produtos: Interplate 855 (shop primer de zinco) e pelos primers Intershield 300 e Interbond 808 (primer/acabamento epóxi)”, diz.



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