Tintas e Revestimentos

Tintas – Insumos mais caros afetam setor – Perspectivas 2021

Marcelo Fairbanks
16 de março de 2021
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    Química e Derivados - Tintas - Insumos mais caros afetam setor - Perspectivas 2021

    A indústria de tintas de impressão, vernizes de sobreimpressão e vernizes de acabamento passou a enfrentar elevado grau de incertezas desde o começo da pandemia de Covid-19 no Brasil, em março de 2020. Inicialmente, esperava-se a redução generalizada da demanda, que provocou uma redução da oferta de matérias-primas essenciais para esse setor. A situação ficou pior com a parada de várias fábricas de fornecedores ao redor do mundo, por motivos diversos. “Foi o caso, por exemplo, dos pigmentos e de insumos como acrilato de butila, ácido acrílico, resinas termoplásticas, epóxi, propilenoglicóis, óleos vegetais e minerais, monômeros e oligômeros base para vernizes UV”, detalhou Andréa Rosso Baladi, presidente da Abitim – Associação Brasileira das Indústrias de Tintas para Impressão.

    Química e Derivados - Tintas - Insumos mais caros afetam setor - Perspectivas 2021

    Andréa Rosso Baladi, presidente da Abitim – Associação Brasileira das Indústrias de Tintas para Impressão

    Problemas também surgiram no campo das embalagens de aço, plástico e papelão, que vivenciaram um desequilíbrio entre oferta e demanda, gerando escassez de embalagens e aumentos expressivos nos custos.

    “A demanda pelos produtos do nosso setor foi pouco afetada nesse primeiro momento da pandemia, especialmente pelo fornecimento à indústria de alimentos. Porém, na sequência, como ocorreu com outras indústrias que utilizam as mesmas matérias-primas, vivenciamos a rápida e imprevista retomada de parte das atividades econômicas, iniciada com o reaquecimento da economia chinesa”, afirmou Andréa. “Essa mudança no ritmo das atividades fez com que os preços de commodities se elevassem significativamente no mercado internacional, acima de 50% em muitos casos, com forte impacto para nós”. No Brasil, onde a demanda também voltou quase ao normal, essa situação foi agravada pela desvalorização cambial – a alta do dólar no ano chegou a 29,3%.

    Os problemas logísticos também causaram dificuldades: a pandemia impactou as atividades portuárias e as operações de transporte em geral, levando a congestionamentos em portos, falta de contêineres e escassez de mão de obra especializada. O resultado são atrasos nas remessas e aumentos nos preços dos fretes marítimos – fato extremamente danoso para setores como o de tintas de impressão que dependem, em grande parte, de produtos importados.

    “A situação é desafiadora. No entanto, nossa indústria permanece forte e continuará produzindo e atendendo aos nossos clientes”, assegura a presidente da Abitim.



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