Tintas e Revestimentos

Tintas: Indústria de tintas argentina desperta, mas mostra fraqueza

Renata Pachione
5 de outubro de 2004
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    Ele revisou os mais recentes avanços em tecnologia e a utilização dos polímeros nos sistemas de revestimento, com destaque para novos métodos destinados ao controle da polimerização de radicais livres. As tecnologias de polímeros à base água, incluindo sistemas epóxi e uretano também estiveram no foco da discussão.

    Bastante concorrido, o Seminário Técnico de Cores em Tintas lotou o auditório. Ministrada pelo consultor Hugo Sinelnicof, a palestra trouxe à baila o desenvolvimento dos aspectos teóricos dos estudos da cor, como incidência, propagação e composição do espectro solar, com ênfase às propriedades cromáticas e geométricas das cores. Para finalizar, abordou o desenvolvimento das cores, assim como a reprodução e o controle dos pigmentos nas formulações das tintas. O gerente de desenvolvimento de mercados no exterior da Tego Chemie Jay Adams destacou novos aditivos reológicos para revestimento à base água. Conforme apontou, o uso desses aditivos permite ao formulador ajustar o fluxo do revestimento, de maneira a obter alta resistência, amplo poder de revestimento e brilho. Em sua fala, também discutiu as aplicações de espessantes para revestimentos à base água e destacou parâmetros de diversas tecnologias, sobretudo do tipo associativo.

    Ao falar sobre a primeira tinta látex do país, desenvolvida em 1957, o presidente do Departamento de Meio Ambiente e Tecnologia da União Industrial Argentina Jorge Mazza fez uma breve retrospectiva do setor, com ênfase para as mudanças atuais da demanda argentina. Para ele, uma importante transformação da indústria local dá conta do advento do sistema faça-você-mesmo, pois a partir dessa nova postura, a indústria teve de se mobilizar para oferecer ao mercado instrumentos de fácil utilização e formulações de solventes atóxicos. A fim de melhor capacitar profissionais não-técnicos, o consultor Jorge Rusconi proferiu palestra sobre os métodos de busca, classificação e codificação dos insumos. Especificações e seleção de fornecedores foram alguns dos temas abordados.

    Durante a realização do congresso, o entra-e-sai era freqüente. Nem mesmo a fala dos convidados estrangeiros conseguiu abafar o toque constante dos celulares. Alguns respeitaram a ocasião e saíram do local, enquanto outros atenderam a seus telefones no próprio auditório, dando uma amostra da postura da indústria local.

    Química e Derivados: Tintas: Baghdachi ministrou palestra sobre a durabilidade das tintas. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Baghdachi ministrou palestra sobre a durabilidade das tintas.

    Exposição – Há 35 anos no segmento de pigmentos e corantes, a Vilmax, de Buenos Aires, apresentou linha de pigmentos orgânicos sintéticos. Considerada o principal produtor argentino e o maior exportador local no seu segmento, a empresa exporta 75% da sua produção e detém 50% do mercado argentino.

    “A Vilmax prioriza as vendas mundiais”, afirmou o diretor Alejandro Pueyrredon. A empresa possui duas fábricas, nas quais produz média de 180 t/mês de pigmentos e 100 t/mês de corantes. Na exposição não havia novidades da marca, no entanto, a empresa antecipou a apresentação de linha de pigmentos pré-dispersos, ainda em desenvolvimento.

    Especializada na fabricação de pigmentos à base de óxido de ferro, a cooperativa Química del Sur, de Buenos Aires, divulgou a sua linha Cromos. Apesar de não se tratar de uma novidade para o mercado, o diretor comercial Carlos Ortiz destacou um aspecto importante da linha. Para ele, o produto vai ao encontro da demanda local, por ser uma opção de baixo custo para o segmento imobiliário. “A economia ainda está em recuperação, por isso o setor busca soluções econômicas”, explicou.

    Química e Derivados: Tintas: Rusconi - foco na capacitação dos profissionais nãotécnicos. ©QD Foto - Renato Pachione

    Rusconi – foco na capacitação dos profissionais nãotécnicos.

    De acordo com Ortiz, a linha também se destaca por ser resistente à luz e a intempéries, se tornando ideal para aplicações direcionadas à coloração de telhas. A Cromos abarca três cores básicas: vermelho, amarelo e preto. Com produção anual de 4 mil toneladas, a fábrica destina a maior parte desse volume ao mercado externo, sobretudo aos países da América Latina. Hoje usa 85% da capacidade instalada.

    A Chemisa, da Província de Buenos Aires, apresentou produto para tintas à base de resinas alquídicas, o Deoxibond FHA. Trata-se de um aditivo formado à base de tanino, composto de ácido fosfórico, agente dispersante, polímero e solventes. Na avaliação do responsável pelo departamento de vendas Guillermo Listengart, essa solução é indicada para superfícies onde há resíduo de óxido, ambientes corrosivos ou lugares carentes de pré-tratamento para pintura.

    Química e Derivados: Tintas: Mosquera apresentou linha de emulsões. ©QD Foto - Renato Pachione

    Mosquera apresentou linha de emulsões.

    A participação da Clariant Argentina, da Província de Buenos Aires, focou a divulgação da linha Veolith, composta por emulsões à base de acetado de vinila. Segundo o responsável pelo marketing da Divisão TLP da Clariant, Hernán Torres Mosquera, trata-se de produtos de alto desempenho destinados para aplicações que requerem excelente resistência a intempéries, abrasão e raios ultravioletas. Outra novidade no estande, a linha Ecolith, também foi destaque.

    Emulsão à base água, a Ecolith apresenta como principal benefício a possibilidade de substituir similares à base solventes. “O cliente terá um produto amigo do ambiente”, comentou Mosquera. A Ciba apresentou ao mercado argentino o Lignostab 1199. O produto trata-se de um estabilizante de lignina, desenvolvido para conferir à madeira estabilidade e mais durabilidade de cor.

    Biocidas – A Delanta, distribuidora da Sucell, na Argentina, levou à feira a linha de biocidas Delcide. Mario Troiano, responsável pelo departamento comercial da marca, divulgou o Delcide TG. O produto, segundo ele, apresenta baixa toxicidade e foi desenvolvido para proporcionar proteção a formulações em meios aquosos. A empresa também apresentou o Delcide BT. Esse produto se destaca por possuir elevada estabilidade em meios alcalinos, possibilitando a conservação de produtos com pH maior a 9. A Arch Biocides, de Buenos Aires, divulgou como novidade a linha Omadine, uma família de biocidas de amplo espectro contra fungos, algas e bactérias. De acordo com o engenheiro químico Gerardo Blanco, o produto está baseado em complexos de zinco, sódio e cobre e se diferencia de formulações similares, porque possui variadas aplicações, tanto em tintas para exteriores quanto interiores.



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