Tintas e Revestimentos

Tintas Imobiliárias – Programas sociais incentivam consumo no NE

Jose Valverde
18 de novembro de 2010
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    Para a Akzo Nobel, a performance da tinta deve ser a mesma nas variadas regiões – “e para isso algumas adaptações podem e devem ser feitas para atender a um bom nivelamento, às condições de aplicação quanto ao clima, secagem etc”, explicou Gonçalves. “Adaptações às necessidades locais expressam respeito à regionalidade.” Ele informa que a Akzo Nobel ajusta suas formulações às necessidades do Nordeste.

    É também na Bahia, segundo o representante da Iquine, que a preferência pela embalagem de 18 litros é mais forte contra os galões, preferidos nos demais estados.

    Informalidade – O diretor de marketing de Iquine imagina que ainda possa haver alguma produção informal na região, lucrando principalmente com a sonegação do IPI, mas enfatiza ser reduzido esse campo de atuação. E tende a perder o pouco espaço restante “por conta da criação da nota fiscal eletrônica e das fiscalizações mais efetivas da Receita Federal e Polícia Federal”. Nos financiamentos habitacionais, a Caixa Econômica exige a apresentação da documentação fiscal, exigência que também dificulta a informalidade.

    Alan Costa alerta: não se deve confundir a pequena produção que está em conformidade com o Programa Setorial de Qualidade da Abrafati com os produtores informais e clandestinos, que não seguem os padrões de qualidade, nem respeitam as obrigações fiscais. “Há pequenas fábricas na Bahia, no Pará, e em outros estados; só no Ceará são 19”, revelou, sem apontar restrições a nenhuma. A convivência das pequenas produções com os fabricantes com maior escala é possível porque a proximidade do consumo é relevante, explicou.

    Produzir no Nordeste – Apesar dos avanços na infraestrutura, como o do Porto de Suape-PE, Abraão Souza avalia que produzir no Nordeste ainda é enfrentar o alto custo dos fretes para vencer os mais de 1,5 mil quilômetros entre a fábrica da Suvinil em Jaboatão e Manaus-AM. Uma parte do percurso é feita por cabotagem – de Suape a Belém – e o restante por barco, até Rio Branco, subindo o Rio Amazonas. A logística é complicada. Faltam portos, estradas, conservação e sobram gargalos. “Nossos custos com fretes são muito altos”, assevera.

    Essa geografia complicada é o motivo de a fábrica estar em Pernambuco e não na Bahia, onde, no entanto, mantém toda a estrutura comercial para as regiões Norte e Nordeste, incluindo a diretoria. “A Bahia é o mercado mais importante, mas se a fábrica estivesse aqui seria bem mais difícil alcançar os extremos ao Norte”, explicou.

    O executivo da Akzo Nobel é mais módico nas queixas: considera Pernambuco uma posição geográfica “muito favorável”. Indagado como se faz para entregar um carregamento em Manaus ou no Acre, e quais os custos em razão das ineficiências e escassez de infraestrutura, apenas se referiu à necessidade de usar toda a malha logística disponível, “conforme a necessidade e a viabilidade para atender nossos clientes da melhor forma”. Valoriza também a boa localização em relação ao mercado externo, segundo ele em crescimento. Assegura que a decisão de produzir no Nordeste considera a busca de cadeias logísticas mais eficazes. “Sempre que possível, a empresa utiliza matérias-primas locais, favorecendo o desenvolvimento regional.” Entre estas matérias-primas cita “pastas pigmentadas, pigmentos óxidos e óleos”.

    Exportação – Produzir tintas é uma atividade essencialmente destinada a mercados regionais, mas esse mandamento não exclui as pequenas exportações feitas pelas três fábricas. A Iquine revela que sempre há algum embarque para o exterior, vendas spot para a África e às vezes Europa. O representante da Suvinil lembra que o grande mercado para tintas é sempre o interno, ou, no caso dele, o regional. “As exportações, sempre na modalidade spot, são estimadas em 3% da produção da fábrica, incluindo no bolo as tintas automotivas. Não há marcas globais, nem os chineses produzem para exportar”, arrematou Abraão Souza. E já que se referiu à China aproveitou para dar uma notícia: a Basf está dando andamento a um projeto para produzir tintas naquele país, para consumo dos chineses.

    A Akzo Nobel é a mais entusiasmada com o mercado externo. Sem citar números, Frederico Gonçalves revelou: “A nossa posição geográfica é muito favorável.” Ele informou que a área de exportação está em crescimento e a fábrica de Recife investe no aumento das exportações.



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