Tintas e Revestimentos

Tintas Gráficas: Impressão em alta recupera as vendas

Rose de Moraes
26 de fevereiro de 2005
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    Padronização global – A perspectiva de efetivar bons negócios na América Latina não poderia ser mais promissora para empreendimentos internacionais do setor de tintas gráficas, conforme indicado pela evolução no curto e médio prazos dos negócios firmados pela subsidiária da americana Flint Ink, com fábrica em Cotia-SP.

    Química e Derivados: Tintas: Pilar - maior unidade de tintas gráficas do Brasil. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Pilar – maior unidade de tintas gráficas do Brasil.

    Instalada no final de 1999 via aquisição da Renner Lorileux, antes atuando somente com importações, a Flint Ink do Brasil não só conseguiu expandir no período as vendas no mercado interno, como também está construindo alicerces de plataforma para exportar.

    “Nós instalamos no País a maior planta de tintas gráficas em capacidade, com produção atual superior a 2.500 toneladas/mês, e já nos posicionamos como o maior exportador do Brasil, destinando 35% da nossa produção a todos os países da América Latina”, avaliou Adhemur Araujo Pilar, diretor da Flint Ink, acrescentando que as exportações em volume deverão crescer 10% em 2005.

    Para atuar de maneira mais agressiva nos mercados interno e externo, após concluir o plano de investimentos na planta industrial, que demandou dois anos, de 2000 até 2002, e resultou na homologação de 14 mil produtos, a unidade brasileira desde 2004 foi inserida no processo de padronização global dos itens fabricados, implementado inicialmente junto à produção de tintas pastosas da linha off-set, destinadas em boa parte à impressão de jornais, segmento onde a empresa já detém 70% de participação no mercado brasileiro.

    Numa segunda etapa, com início neste ano, a padronização se estenderá às tintas líquidas, para o segmento de impressão flexográfica. Ao final, não haverá diferença entre as metodologias de ensaios e os procedimentos de fabricação adotados no Brasil ou nos Estados Unidos.

    Segundo Pilar, além de liderar o fornecimento de tintas para jornais, a subsidiária brasileira já detém 57% de participação no mercado de tintas para heat-set (secagem a quente), 18% em tintas para máquinas planas, 35% em tintas UV, 17% em tintas líquidas destinadas à impressão de embalagens por rotogravura e flexografia. Reúne em carteira 600 clientes ativos do segmento de artes gráficas, abrangendo os mercados editorial e de embalagens, que crescem à razão de 3% e 8% ao ano, respectivamente.

    Segundo apontou balanço de resultados alcançados em 2004, o crescimento nas vendas foi da ordem de 12% em comparação com o ano anterior. “No entanto, segundo frisou Pilar, as margens de lucro não foram proporcionais em função dos aumentos de matéria-prima, que chegaram, em média, a 10%, incidindo sobre o fornecimento de óleos vegetais, minerais, pigmentos, solventes e resinas.

    Os aumentos só não interferem mais nos ganhos porque, em alguns setores, como o de pigmentos e dispersões, a Flint Ink opera de maneira integrada e verticalizada, com a CDR, fabricante dos Estados Unidos, que atende 75% da demanda de pigmentos da empresa. Outra variável importante vinculou-se à queda do dólar no ano passado, condição que favoreceu o desempenho da empresa no mercado nacional.

    Tintas condutivas – Destacando-se no leque das tecnologias mais recentes incorporadas ao grupo Flint Ink, está a criação, em 2003, da empresa Precisia, para oferecer ao mercado tintas condutivas contendo cargas elétricas, para aplicações de identificação por radiofreqüência (RFID), com circuitos eletrônicos já impressos.

    Empregada pelas grandes redes de supermercado da Europa e Estados Unidos, a tinta foi demonstrada ao público na feira de embalagens Drupa, na Alemanha, em maio de 2004.

    Além dessa tinta, a Flint-Schmidt, fusão entre a Druckfarbenfabrik Gebr.Schmidt e a operação da Flint Ink na Europa, destacou também na feira sistemas de tinta para off-set plana, tintas de baixa viscosidade para flexografia UV, além de sistema multifuncional de tintas para laminação e impressão de superfícies.

    Para impressões em off-set plana, as fórmulas à base de óleo vegetal são desenvolvidas para cada tipo de aplicação, abrangendo impressão comercial, impressão de papelões dobráveis e impressão realizada por convertedores. Tintas dessa família (Arrowstar), segundo Pilar, possibilitam melhor rendimento nas máquinas, obtido pela melhor resistência à fricção, maior capacidade de transferência de tinta e maior brilho, sendo acrescidas de vernizes que oferecem maior intensidade às cores.

    Com formulação patenteada de resina e fotoiniciador, a empresa também já disponibiliza na Europa a família Matrixcure. Desenhadas em duas séries (S e LT), elevam a produtividade das impressões em off-set plana e rotativa, gerando menor tempo de residência e maior eficiência nas salas de impressão. Segundo orientações do fabricante, ainda oferecem melhor balanço de gris, maior controle de densidade e melhor balanço entre tinta e água, permitindo preparações mais rápidas.

    Para aplicações em papéis, etiquetas, papel alumínio, películas, plásticos e papelões dobráveis, a empresa desenvolveu um sistema híbrido de tintas (Gemini), que combina a tecnologia das tintas off-set convencionais com a tecnologia das tintas de cura por UV.

    As novidades para a área flexográfica incluem produtos com baixa viscosidade, isentos de solventes, para reduzir as emissões dos compostos orgânicos voláteis (VOC), sendo compostos praticamente de materiais 100% ativos e de cura instantânea, adequando-se às aplicações de conversão de alumínio, papelões, chapas e etiquetas termoencolhíveis.

    A Flint Ink também pretende nos próximos três anos alcançar 50% de crescimento nas vendas, impulsionada por novidades no segmento de tintas líquidas e de novas iniciativas em logística de distribuição, atualmente incluindo a participação de gerências e equipes de vendas nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, 13 representações comerciais e 20 distribuidores diretos.



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    Um Comentário


    1. Bom dia! Confio no potencial da Empresa Cromos e tenho certeza que vai dar certo !!



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