Tintas e Revestimentos

Tintas Gráficas: Impressão em alta recupera as vendas

Rose de Moraes
26 de fevereiro de 2005
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    A versatilidade da empresa, porém, não se limita somente à produção de tintas. No final de 2004, inaugurou ao lado da sede paulista de Diadema uma unidade de produção de vernizes à base d’água. Totalmente automatizada, as operações contam com dosadores controlados por sensores de massa, permitindo que os ingredientes das fórmulas sejam adicionados um a um por intermédio de bombas especiais.

    Química e Derivados: Tintas: Veloso - homologação de veniz de rotogravura e de off -set. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Veloso – homologação de veniz de rotogravura e de off -set.

    “Dispomos de 1.500 m² de área e já estamos produzindo 180 toneladas/mês, mas até o final de 2006 deveremos alcançar volumes mensais de 350 toneladas, ampliando nossa participação no mercado de vernizes gráficos, focando principalmente em aplicações para flexografia e rotogravura, além de off-set, onde já somos líderes”, considerou.

    Recentemente, concorrendo com versões importadas, a empresa ainda lançou com bastante sucesso vernizes em base água de alto brilho e fosco para tinteiros, principalmente visando atender às gráficas de pequeno e médio portes sem impressoras com unidades de verniz. Além das novas tecnologias em base água, porém, figuram em linha vernizes especiais para a impressão de embalagens de alimentos gordurosos e verniz para o segmento de rótulos de cervejas, que tem barreira à água.

    Vernizes para exportar – Com produção focada no desenvolvimento de produtos personalizados, a Cromar, de Guarulhos-SP, também adotou por meta crescer nas exportações, principalmente motivada por ter vernizes homologados pela Philip Morris. “Conseguimos homologação internacional em vernizes acrílicos à base de água para impressões em rotogravura e off-set de alto brilho, o que nos permitirá fornecer para o mundo todo, bem como a utilização de nossos produtos por todas as gráficas próprias ou terceirizadas que fabricam as embalagens alimentícias e de tabaco da Philip Morris”, informou Francisco Veloso Filho, diretor da Cromar.

    As análises das formulações, iniciadas há dois anos, envolveram o envio de amostras de produtos e matérias-primas para a Suíça e Estados Unidos, além de auditorias para verificar o processo produtivo, mecanismos de controle de qualidade, logística e distribuição. “O nosso objetivo, agora, é exportar para as gráficas que trabalham com a Philip Morris e já estamos recebendo consultas de vários fornecedores da companhia, instalados na América Latina e Europa”, informou.

    Na avaliação do diretor, o mercado de vernizes em base água cresce a taxas de l0% até 12% ao ano, apresentando ritmo mais lento em relação ao mercado de vernizes UV, onde o crescimento chega a ser superior a 15%.

    O crescimento só não é maior porque, afora as máquinas impressoras mais modernas, que saem de fábrica com sistema de aplicação de vernizes, os equipamentos mais antigos, e difundidos na produção do setor gráfico, necessitam de recursos específicos para promover essas aplicações, considerados de alto custo.

    “O problema não está no encarecimento da embalagem pela aplicação do verniz, e sim no custo do sistema de aplicação”, considerou o diretor. Atualmente, segundo ele, um verniz à base d’água ou UV trará acréscimos entre 0,5% e 1% e 1,5% até 4%, respectivamente, aos custos finais dos impressos.

    Com cerca de 300 formulações de vernizes já desenvolvidas para impressões off-set e rotogravura, cujas demandas nesses dois casos respondem por mais 70% dos volumes produzidos, a empresa a partir deste ano também pretende incrementar participação em projetos inovadores em peças de propaganda e publicidade, onde são utilizados vernizes para destacar efeitos, envolvendo texturas de papéis impressos por off-set ou serigrafia, colorações peroladas, perlescentes e fosforescentes, além de aromatizações.

    Especialmente para o mercado publicitário, um dos mais novos projetos em desenvolvimento pela Cromar prevê o uso de essências em microcápsulas nos vernizes, estendendo o prazo de permanência dos aromas para mais de 30 dias após a impressão.

    Tintas polivalentes – Para crescer em participação no mercado de embalagens, a Tupahue, de Diadema-SP, investiu recentemente em tintas polivalentes, acompanhando a tendência sinalizada pelas próprias indústrias do setor, que processam ampla gama de substratos, com o lançamento de duas linhas de tintas líquidas com espectro de aplicações para impressões flexográficas de papéis e filmes plásticos.

    Na opinião do diretor industrial da empresa, Nércio de Tomazo Filho, as inovações estão sendo impulsionadas pelo moderno mercado brasileiro de embalagens. “Fomos motivados a iniciar um plano de aquisição de novos equipamentos de moagem, para ter maior aproveitamento dos pigmentos e reduções no tamanho das partículas, e proporcionar ganhos na qualidade dos produtos finais”, afirmou Tomazo Filho. Com os equipamentos recém-adquiridos, as partículas dos pigmentos em questão hoje são menores que 6 micra, enquanto antes apresentavam dimensões em torno de 12 micra.

    Produzindo tintas, vernizes e solventes para impressões flexográfica, off-set e rotogravura, a empresa tem centrado esforços nas vendas para os mercados de embalagens flexíveis e promocionais, promovendo mais a linha de tintas para impressões off-set.

    “Em 2004, conseguimos retomar o crescimento no segmento de embalagens flexográficas e confiamos na perspectiva de poder manter esses níveis”, afirmou. Traduzido em vendas, esse crescimento, segundo ele, manteve-se 5% acima do PIB. Neste ano, além de dar continuidade ao processo de crescimento instaurado no ano passado, a empresa quer abrir novos mercados na América Latina.



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    Um Comentário


    1. Bom dia! Confio no potencial da Empresa Cromos e tenho certeza que vai dar certo !!



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