Tintas e Revestimentos

Tintas Gráficas: Impressão em alta recupera as vendas

Rose de Moraes
26 de fevereiro de 2005
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    “As grandes oportunidades de crescimento para o setor de tintas estão nos mercados de embalagens primárias e secundárias e acreditamos que em 2005 esse ritmo deve continuar”, considerou Matias Katila, diretor geral da ANI.

    Na avaliação do diretor, o crescimento nas vendas também não foi acompanhado de margens maiores de lucro. “Por causa dos aumentos nos custos de matérias-primas e da nossa impossibilidade de repassá-los aos preços, nossas margens diminuíram em 2004, em vez de aumentar, tornando-se em alguns casos preocupante, principalmente quando analisamos os preços dos derivados do ácido acrílico, empregados nas formulações de tintas à base de água e tintas UV”, considerou.

    Química e Derivados: Tintas: Zoretto - País entra no mercado de tintas off-set com cura UV. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Zoretto – País entra no mercado de tintas off-set com cura UV.

    Criada em 2001, como sucessora da Akzo Nobel Inks, a empresa no final de 2004 promoveu nova fusão, desta vez com a Basf Drucksystem, sendo controlada em caráter majoritário pela CVC Capital Partners, grupo da Inglaterra. “Em âmbito mundial, somos o terceiro maior fabricante de tintas para impressão com participação de 7,3% no mercado global e o segundo maior fabricante de fotopolímeros com 26% do mercado”, posicionou Matias. No leque de ofertas mundiais estão tintas para off-set rotativa, off-set plana, tintas líquidas, tintas para banda estreita, fotopolímeros para flexografia e letterpress e pigmentos.

    No Brasil, onde a oferta é também diversificada, estão disponíveis três linhas de tintas flexográficas em base água para banda estreita, com alto teor de pigmentação e aderência a vários substratos, como polietilenos, polipropileno, vinílicos, poliestireno, polietileno tereftalato, além de duas linhas de flexográficas por cura UV, de alta velocidade de cura, para impressões de etiquetas auto-adesivas, sleeves, materiais termoencolhíveis e cartões laminados.

    Além desses produtos, a ANI também dispõe ao mercado brasileiro tintas UV para serigrafia rotativa, letterpress UV e off-set UV, sendo estas últimas consideradas em plena ascensão pelo diretor por causa da demanda crescente de cartões plásticos laminados.

    Off-set para quadricromia – A diversidade de lançamentos de tintas de impressão começou em 2004, mas deverá ter continuidade neste ano, segundo confirmado pela Printcor, de Diadema-SP. Movida pela preocupação de oferecer opção nacional às indústrias com impressoras reversíveis de alta velocidade, a empresa começou a ofertar no início de 2004 nova linha de tintas off-set para quadricromia, a Escala Europa 20800, e se surpreendeu com os resultados.

    “A nova linha obteve excelente aceitação, sendo considerada referência entre os mais exigentes clientes do setor gráfico publicitário”, afirmou o engenheiro Marco Zorzetto, responsável técnico pelos novos desenvolvimentos da Printcor. Após um ano de comercialização, a produção já havia alcançado incremento de 200%. Para facilitar vendas e aplicações, além de envasar o produto em embalagens plásticas convencionais, a empresa passou a disponibilizá-lo em embalagens metálicas a vácuo, para o usuário poder estocar por prazo superior a um ano, sem risco de formação de crostas. As novas modalidades de embalagem também incluem tubetes plásticos de 2 quilos, para impressoras off-set mais modernas e com sistema automático de alimentação.

    A empresa a partir de março dará início à nova empreitada rumo ao mercado de tintas off-set para substratos plásticos, lançando duas linhas de tintas pastosas, a ultravioleta e a híbrida, esta última representando uma combinação de tintas off-set convencionais com tintas UV, para impressões de BOPP, PE, PVC, PP e poliéster.

    “Durante muitos anos, importamos da França tintas off-set de secagem UV com altos níveis de aderência e secagem nas impressões de substratos plásticos, mas agora fomos encorajados a entrar nesse novo mercado, principalmente por termos adquirido conhecimento e tecnologia para trabalhar com tintas UV, que começou a partir da fabricação de vernizes UV, ocorrida cinco anos atrás”, explicou Zorzetto.

    Na avaliação do técnico, outro aspecto positivo para a evolução das empresas brasileiras do setor de tintas assenta-se no fato de que nos dois últimos anos reduziram-se as importações de sistemas off-set, registrando-se ainda aumento nas exportações do segmento. Tal reversão de conduta, segundo Zorzetto, deve-se à maior agressividade dos fabricantes nacionais, somada ao maior interesse das empresas multinacionais de produzir no Brasil . “Os fabricantes nacionais não podem deixar de acompanhar o desenvolvimento tecnológico das máquinas impressoras para poder competir em igualdade de qualidade com os produtos internacionais”, considerou Zorzetto. “Já colocamos produtos em oitos países latino-americanos, mas nosso objetivo é incrementar maiores volumes e abranger maior número de países e mercados”, completou Zorzetto.

    Outros alvos mais recentes dos investimentos da empresa direcionaram-se às tintas digitais e metálicas. Em meados do ano passado, a Printcor passou a oferecer tintas para impressão digital e metálicas. Estas últimas, lançadas nas colorações ouro e prata e envasadas a vácuo, são fabricadas com pastas importadas da Alemanha e com vernizes dos Estados Unidos.



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    Um Comentário


    1. Bom dia! Confio no potencial da Empresa Cromos e tenho certeza que vai dar certo !!



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