Tintas e Revestimentos

Tintas Gráficas: Impressão em alta recupera as vendas

Rose de Moraes
26 de fevereiro de 2005
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    “A flexografia, especialmente para substratos flexíveis, é o segmento que mais cresce no mundo e no Brasil, e terá grande desenvolvimento nos próximos anos, principalmente em virtude das exportações de alimentos, um mercado em franca expansão no Brasil e de grande exigência quanto à especialização de seus fornecedores”, comentou Gero.

    Afora a flexografia, a consagrada impressão por off-set, disseminada nos segmentos editorial, promocional e de embalagens, também deverá continuar rendendo bons dividendos. A empresa renovou acordo comercial com a americana INX International, do grupo japonês Sakata, para a venda no Brasil de tintas gráficas especiais destinadas às impressões em máquinas rotativas do tipo “HS”, com capacidade para grandes volumes.

    Levando também em conta as necessidades das máquinas off-set planas, a empresa desenvolveu tintas para aplicações em papéis revestidos e não-revestidos com brilho e alta resistência ao atrito, que não secam na rolagem em períodos até 24 horas.

    Para papéis de secagem mais lenta, como os cuchês foscos e os off-set, outro desenvolvimento também contemplou secagens mais rápidas. Para impressões de alto brilho e rápida secagem, são oferecidas tintas off-set especiais, indicadas para impressoras com reversão 4/4 e 5/5, com velocidade de impressão de mais de 15 mil bases/hora, incluindo produtos para máquinas com impressão simultânea, abrangendo frente e verso impressos em quatro cores em cada lado.

    Química e Derivados: Tintas: Kavagauchi obteve recorde na venda de tintas flexográficas. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Kavagauchi obteve recorde na venda de tintas flexográficas.

    Na próxima temporada, também impera na Cromos a certeza de retomar a fabricação de vernizes à base d’água e com cura UV, além de aumentar as vendas aos mercados de embalagens para alimentos e brinquedos que, há mais de 20 anos, já vem utilizando tintas off-set de baixa toxidez, fabricadas pela empresa com teores controlados de metais, como antimônio, arsênio, bário, cádmio, chumbo, cromo, mercúrio e selênio. “Tivemos a preocupação de organizar uma cadeia de fornecimento de matérias-primas controladas, envolvendo pigmentos, processos e até embalagens, que passaram de metálicas a plásticas transparentes, com investimentos de 3% do nosso faturamento anual em pesquisas”, informou Gero.

    Flexográfica para náilon – A projeção, realizada pela diretoria da Luminar, de São Paulo, no final de 2003, estimava a possibilidade de crescimento de 40% nas vendas em 2004, mas a magnitude dos resultados surpreendeu a todos, com as vendas de tintas flexográficas em base solvente alcançando 86% de crescimento no ano passado, afora os 12% de expansão também obtidos na demanda de flexográficas em base água, segundo revelou Assis Kavaguchi, há pouco mais de um ano integrando a diretoria da empresa.

    O impacto das vendas foi bastante positivo, tornando possível contabilizar crescimento real de 22%, mas as margens de lucro ficaram ainda mais enxutas em relação ao ano anterior, segundo Assis, porque o mercado em 2004 se caracterizou por grandes ofertas.

    Ao avaliar as possibilidades para 2005, o diretor considerou: “Apesar dos desacertos da política econômica brasileira, que tudo faz para frear o setor produtivo, o setor de embalagens continuará a crescer, levando consigo os rótulos que estão evoluindo de maneira fantástica, bem como as tintas.”

    Já fabricando dezenas de tipos de tintas flexográficas em base álcool, água e solvente, a empresa agora está prestes a lançar nova linha em base solvente para embalagens confeccionadas em náilon, destinadas a acondicionar o mercado de embutidos, envolvendo queijos, salsichas, presuntos, salames, mortadelas, patês e carnes cozidas. “No momento, a nova tinta vem sendo testada em três de nossos clientes, mas já há vários outros interessados, inclusive empresas norte-americanas”, comentou o diretor.

    Lançadas em 2002, mas só agora deslanchando em vendas, as tintas flexográficas em base água, da linha Hidroprint, também fazem sucesso, concorrendo com as importadas em condições vantajosas de custo, de 20% até 40%, a depender do grau de concentração de pigmentos.

    Química e Derivados: Tintas: Katila deposita confiança no desempenho das embalagens. ©QD Foto - Divulgação

    Katila deposita confiança no desempenho das embalagens.

    Não fugindo à regra de importar insumos, como pigmentos e resinas, que participam em cerca de 30% da produção, a Luminar também deveria ter colhido maiores frutos em 2004, favorecida pela cotação em baixa do dólar, mas isso não ocorreu, segundo Assis. Isso porque os vários mercados onde a empresa atua não ofereceram condições compatíveis para a fixação de preços mais compensadores, como foi o caso de embalagens em papel e papelão, flexíveis, além dos mercados de rótulos, etiquetas, embalagens laminadas e em alumínio.

    “As nossas principais linhas de produtos são tintas para embalagens em geral, tintas para rótulos e vernizes UV, mas é bom lembrar que só na produção desses itens nossa diversidade já é bastante grande”, diz Assis. Para o mercado de embalagens flexíveis, por exemplo, há cinco tipos diferentes de tinta para cada tipo de suporte, especificadas de acordo com os processos envolvidos e com as finalidades das embalagens.

    Em 2005, além de continuar investindo na expansão do mercado de tintas em base água, onde estima participação de 42% no mercado nacional, a empresa deverá também aumentar o nível de automatização na fábrica, hoje envolvendo 35% da produção das tintas em base água, e que será ampliado ao longo do ano para 45%, possibilitando a inclusão dos processos de fabricação de tintas base solvente.

    Embalagens impulsionaram – Com mais de 30% de participação no mercado de tintas para banda estreita, voltado principalmente para a fabricação de etiquetas auto-adesivas para substratos plásticos ou celulósicos, a ANI, de Curitiba-PR, também alcançou mais resultados em 2004, registrando 50% de crescimento nas vendas em relação ao ano anterior. Esse desempenho foi atribuído ao aumento no consumo de embalagens no país, denotando, entre outros, maior consumo de alimentos pela população.



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    Um Comentário


    1. Bom dia! Confio no potencial da Empresa Cromos e tenho certeza que vai dar certo !!



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