Tintas em Pó – Melhor afinidade com substratos favorece crescimento das vendas

O executivo explica que a Lubrizol investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento. Recentemente, lançou no mercado modificadores de superfície da família PowderAdd, “desenvolvidos para tintas em pó com o objetivo de atingir efeitos e propriedades específicas e diferenciadas”. Oliveira assegura que a empresa tem um foco estratégico no crescimento dos negócios no Brasil. E conclui: “No curto prazo, buscaremos aumentar nossa penetração nos segmentos em que atuamos trazendo produtos novos e diferenciados. A médio e longo prazo, analisaremos as alternativas de crescimento por meio da produção local de alguns itens.”

Já a Reichhold dispõe de um portfólio variado de produtos para as mais diversificadas condições, como a Fine Clad M8950, a Fine Clad M8932, a Fine Clad 11559 e a Fine Clad M8711. A Fine Clad M8950 tem propriedades especiais de cura, permitindo a produção de tintas em pó para serem aplicadas até mesmo em madeira.

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Formas geométricas de alta produção são ideais para aplicação em pó

André Oliveira, supervisor de desenvolvimento de mercado, esclarece que algumas das novidades tecnológicas da Reichhold visam à otimização do processo de fabricação e aplicação das tintas em pó, como as resinas que permitem a redução no tempo de micronização (Fine Clad 11559), e a fabricação de tintas em pó de elevadíssima durabilidade para aplicações em ambientes externos (Fine Clad M8911). Outras novidades se aplicam ao aspecto da tinta, como sistemas foscos especiais, com o uso de resinas específicas (Fine Clad M8081) e vários tipos de acabamentos. Além de produtora de resinas poliésteres para todos os tipos de tintas em pó, a empresa se destaca também pela produção de aditivos do tipo masterbatch, como o Fine Clad A551H.

Maus-tratos – Cohen chega a dizer que as tintas em pó, por requererem equipamentos específicos e alta tecnologia, têm sido muito “maltratadas” no Brasil. Ele se queixa que a rentabilidade desses produtos é baixa em comparação com as tintas líquidas. Por outro lado, é difícil competir porque há muita concorrência no mercado, gerando excesso de capacidade instalada e redução nas margens de lucro.

Campos concorda com Cohen. “Este é um mercado claramente orientado por preço. Alguns setores, porém, começam a demandar produtos um pouco mais elaborados, mas ainda são nichos, pois a maciça demanda do mercado ainda é por preço, sendo estes produtos mais técnicos supridos em sua grande maioria pela tinta líquida.”

Preto, da Arpol, também tem queixas quanto à baixa lucratividade do produto: “Os altos custos das resinas sólidas para produção de tinta em pó reduzem significativamente o resultado financeiro das empresas, que não têm produção própria de resinas. O investimento para a produção de tinta em pó não é pequeno, principalmente quando se projeta uma planta para produção de resina também.”

“A WEG investe anualmente no desenvolvimento tecnológico”, declara Richter. “A empresa se preocupa em disponibilizar produtos que apresentem boas propriedades anticorrosivas e que curem em temperaturas menores do que as atuais.” Esses desenvolvimentos têm sido utilizados em diversos segmentos, entre os quais petróleo e gás.

Há sinais evidentes de que a política da WEG de inovação tecnológica e de crescimento contínuo veio para ficar. “O lançamento de produtos inovadores, bem como a expansão dos negócios, como a aquisição da argentina Pulverlux, são provas dessa política”, informa Richter.

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Oliveira: investimento em novos modificadores de superfície

Este ano, a Arpol transferiu a unidade de tinta em pó para um site maior e investiu em mais um equipamento para aumentar a capacidade de produção em 25%. Também aumentou as áreas de pesquisa, desenvolvimento e controle de qualidade. “Foi um planejamento estratégico para atender às necessidades dos nossos clientes com mais agilidade e rapidez”, explica Preto.

A AkzoNobel continua investindo “consistentemente”, nas palavras de Freitas, no desenvolvimento tecnológico, “focando em inovações que contribuam para a sustentabilidade dos negócios de seus clientes”.

Embora considere difícil falar abertamente em planos, por razões estratégicas, Campos diz que a Sherwin-Williams acompanha o crescimento orgânico do mercado nos últimos quatro anos e, agora, tem o compromisso de ampliar a sua participação no mercado. “Enxergamos que muitas das dificuldades passadas por este mercado estão sendo corrigidas e é chegada a hora de atuarmos mais agressivamente.”

O futuro das tintas em pó tem um brilho azul e não só pela ausência total de solventes e altos índices de rendimento e aproveitamento do material. “A especialização dos aplicadores e a conscientização da indústria em geral sobre as vantagens da pintura em pó tendem a aumentar cada vez mais a demanda por esses produtos e a sua consequente evolução”, prevê Richter.

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