Tintas e Revestimentos

Tintas e revestimentos – Qualidade norteia desenvolvimento de produtos

Hamilton Almeida
11 de maio de 2020
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    Química e Derivados - França: pintura industrial evolui com regulamentações

    França: pintura industrial evolui com regulamentações

    Marcos França, diretor de pesquisa e desenvolvimento para a América Latina da Olin, sustenta que o ramo de pinturas industriais avança continuamente, seguindo as tendências mundiais. “Entretanto, na América Latina, nota-se uma menor exigência de mudanças em função de pressões regulatórias e normatizações que ocorrem em outras regiões, como a Europa, por exemplo. Mesmo assim, uma vez que as multinacionais adotam certas tecnologias em suas matrizes, é apenas uma questão de tempo até que ocorra a conversão em suas filiais na América Latina”.

    Esse movimento é gradual, pondera o executivo, “mas pode ser acelerado dependendo da atitude dos usuários finais, em relação à adoção destas tecnologias, mesmo não havendo uma legislação que obrigue a sua adoção. Multinacionais como nós, com centros de pesquisa nos Estados Unidos, Europa e China, trabalham para se antecipar às tendências e desenvolver linhas de produtos à frente da demanda. Assim sendo, quando há procura na América Latina, em geral, os produtos já estão prontos para o consumo, contanto que a área seja considerada uma área de interesse para a organização e que exista um espaço para a sua comercialização”.

    Uma das metas da Oswaldo Cruz é buscar mais desmpenho, “sem abrir mão da sustentabilidade ambiental e econômica”, afiança Márcio Gitti, coordenador dos laboratórios de aplicação técnica. Para citar alguns exemplos, “temos resinas de baixo odor e VOC, como a Fortcryl 6116, que proporciona alta lavabilidade e brilho, sendo também adequada para sistemas tintométricos; e resinas para texturas de alta performance, como a Fortcryl 6028, que proporciona excelente hidrorepelência e durabilidade para estes revestimentos”.

    Na Abrafati 2019, a Wana lançou uma resina de tecnologia inovadora, especialmente desenvolvida para demarcação viária. A Viawan RD 57 apresenta “excelente secatividade em câmara úmida, boa compatibilidade com diferentes gramaturas de cargas minerais, resistência a tráfego intenso e ótima resistência a água em teste de imersão”, explica Myrian. Além disso, possui um amplo portfólio de emulsões acrílicas, que contemplam diversos tipos de aplicações e exigências.

    A Dow está trabalhando no Brasil com a Primal DC-420, uma emulsão estireno acrílica livre de Apeo que possui uma tecnologia “emprestada” do seu segmento industrial. Proporciona alto poder de cobertura, alta resistência à lavabilidade, permitindo, em alguns casos, a redução de até 30% de uso em fórmula, reduzindo custos e melhorando a performance, salienta Lagrotta. Outro destaque é a Primal AH5000 LO, emulsão 100% acrílica para ambientes externos, que evita a formação das bolhas e o descascamento. A companhia informa que possui “carteira completa para tintas e revestimentos da América Latina”, contemplando desde tecnologias simples até as mais sofisticadas. Produz todos os tipos de emulsão: acrílica, vinil acrílica, estireno acrílica e híbridas.

    Inovação é um dos pilares fundamentais da Evonik, proclama Marion. O seu catálogo é composto por resinas de silicone (recomendadas para aplicações que requerem alta resistência à temperatura) e resinas híbridas de silicone, que permitem adicionar propriedades adicionais aos sistemas de resinas orgânicos comumente utilizados.

    “Este ano estamos trazendo para o mercado nacional alguns lançamentos globais, como o Silikoftal HTW 3, uma resina de silicone base água que atende todos os requisitos de uma formulação sustentável. Recomendado para aplicações que requerem resistência à temperatura, este material é isento de solventes orgânicos e apresenta uma redução significativa do conteúdo de COV da produção para a aplicação. Esta resina é adequada para contato com alimentos como constituinte do revestimento externo. Já a nova resina híbrida de silicone poliéster Silikoftal HTL 1 apresenta o balanço ideal de performance e custo, contendo 10% de resina de silicone, que confere proteção confiável e duradoura para utensílios de cozinha, como panelas e frigideiras.

    A Basf tem foco no desenvolvimento de inovações e, para o setor de resinas para tintas industriais e automotivas, trabalha continuamente para viabilizar tendências e necessidades de consumo. “Em relação às tintas poliuretânicas base solvente, tem soluções em polióis acrílicos de altos sólidos e alternativas de cura rápida aumentando a produtividade em aplicação. Recentemente, lançamos mais alternativas de soluções base água para sistemas de proteção anticorrosiva. Os nossos especialistas técnicos estão, constantemente, desenvolvendo novos projetos e ouvindo as demandas”, ressalta Luiza.

    A Olin atua “fortemente” nas áreas de tecnologias amigáveis ao meio ambiente, antecipando-se às regulamentações cada vez mais estritas no campo das pinturas industriais. “Temos trabalhado em melhorias nos sistemas epóxi base água para pinturas industriais, modificações em vários endurecedores para resinas epóxi, reduzindo ou eliminando o conteúdo de bisfenol-A livre, bem como alternativas para tecnologias menos amigáveis ao meio ambiente, que cumpram funções específicas, como cura em baixas temperaturas (ou cura rápida em temperatura ambiente) ou tecnologias de pinturas intumescentes para proteção contra chama”, sintetiza França.



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