Tintas e Revestimentos

Tintas e revestimentos – Qualidade norteia desenvolvimento de produtos

Hamilton Almeida
11 de maio de 2020
    -(reset)+

    Química e Derivados - Tintas e revestimentos - Qualidade superior norteiam desenvolvimento de produtos

    Tintas e revestimentos – Resinas: Qualidade superior aliada a custos aceitáveis norteiam desenvolvimento de produtos

    A entrada em cena do novo coronavírus desacelerou bruscamente a economia mun­dial. Após causar uma paralisia na China (de novembro de 2019 até o fim de março deste ano), arrasou a Europa, principalmente a Itália e a Espanha, e se espalhou por todos os continentes. Em março, o Brasil quase parou.

    Em meio à quarentena decretada pelo governo do Estado de São Paulo para tentar arrefecer o impacto da pandemia do Covid-19, o diretor da Oswaldo Cruz Química, Júlio C. B. Fortunato, comentou: “O mercado vinha bem, estávamos otimistas. Agora, estamos apreensivos com o curto prazo, mas, por outro lado, otimistas de que isso é temporário e teremos um efeito rebote, com a demanda reprimida em busca de produtos e serviços”.

    Na Wana Química, uma dúvida rondava os pensamentos da gestora de produto, Myrian Carvalho de Oliveira: “O ramo de tintas cresceu muito no Brasil nos últimos anos, com as resinas acrílicas acompanhando a tendência. A pandemia impactou esse cenário. Teremos que verificar como será o crescimento após esse recesso”. Ela acrescenta que 2019 foi “um ano bem difícil” para a empresa, que fechou com um “resultado satisfatório”, tendo em vista que “muitas de maior porte não tiveram crescimento”. A Wana é uma companhia 100% nacional, especialista em aditivos químicos para vários negócios.

    Química e Derivados - Myriam: demandas ambientais exigem investir em inovação

    Myriam: demandas ambientais exigem investir em inovação

    Guilherme Lagrotta, gerente de marketing da Dow para o mercado de tintas para a América Latina, avalia que a expectativa para 2020 é de melhora em relação a 2019, puxada por uma demanda maior de consumo: “No entanto, devido à volatilidade do comércio, existe um cuidado com fatores externos que possam influenciar esse crescimento. Seguimos monitorando essas interferências para avaliar se os resultados serão os esperados”.

    Everton Luis Marion, gerente de negócios da linha coating additives da Evonik, olha para 2020 como “um ano desafiador, seja pela conjuntura econômica ou por diversos outros fatores que impactam o resultado da indústria de tintas e revestimentos”. Como um dos líderes mundiais em fornecimento de insumos para a esse setor, a multinacional de origem alemã quer manter uma “perspectiva positiva”, estando atenta aos movimentos nas transações, “antecipando demandas com soluções sob medida e serviços de alta qualidade”.

    Química e Derivados - Marion: resinas de silicone suportam altas temperaturas

    Marion: resinas de silicone suportam altas temperaturas

    Luiza Goulart, representante de serviços técnicos para resinas da Basf, apregoa que o foco desse ano está no desenvolvimento de novos produtos, mediante inovações: “Percebemos que há procura por novas soluções, buscando diferenciação”. 2019 foi um ano de resultados bastante positivos, com recordes de vendas, “fruto de uma intensa parceria com os clientes”. Para ela, 2020 começou com novas demandas de projetos, mostrando que existem boas oportunidades para serem exploradas no âmbito nacional.

    Química e Derivados - Luiza: PU com altos sólidos oferece elevada produtividade

    Luiza: PU com altos sólidos oferece elevada produtividade

    Gustavo Gândara, gerente de marketing de epóxi para a América Latina da Olin, encara o ano como o da “continuidade da consolidação” da corporação como principal fornecedora de resinas epóxi no Brasil: “A retomada do setor de energia eólica e os investimentos em manutenção industrial trazem uma ótima perspectiva. Além disso, novas tecnologias em materiais compostos podem trazer crescimento nos próximos anos. O cenário é promissor, mas requer atenção em estratégias para promoção de tecnologias no longo prazo”.

    Nesse momento de inquietação, resta, segundo Fortunato, “fazer a lição de casa para que o mercado e as pessoas tenham o menor dano possível. Para que, a médio prazo, se tenha uma recuperação e estabilização. E que se volte a crescer no longo prazo”.

    Myrian relata que a área de resinas “é extremamente competitiva, pois elas impactam diretamente nos custos dos fabricantes de tintas”, que sofrem pressões sobre suas margens e preços. “Por isso, optamos por estar sempre positivos e investimos em produtos com inovação tecnológica, com combinações de diferentes aditivos e monômeros, buscando redução de custos em matérias-primas, com o objetivo de atender as necessidades de consumo com qualidade”.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *